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Ekonomista
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22 Jan, 2021 - 15:09

Não esqueçamos que os números representam vidas humanas

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A saúde pública é uma responsabilidade partilhada. Unamos esforços para evitar a perda de vidas humanas.

Grande plano de mulher com máscara

Todos os dias, aqui publicamos os dados do boletim epidemiológico emitido pela Direção-Geral da Saúde, relativos aos novos casos de infeção, prevalência da COVID-19 nas diferentes regiões do país e número de óbitos.

Os dados retratam os factos, ainda que sejam apenas uma representação da crise sanitária que o país atravessa.

Sublinhamos representação, porque o reporte diário de dados pode ter um efeito perverso: familiarizarmo-nos (em demasia) com a dimensão abstrata dos números e esquecermo-nos do que esses mesmos números efetivamente representam.

Isto é, esta sexta-feira, reportamos 234 óbitos no país, mas o que queríamos dizer é que se perderam 234 vidas humanas.

Cada uma destas perdas, que só temos a lamentar, teve, por sua vez, um impacto profundo na vida de 234 famílias. Desde o início da pandemia e até à data da redação deste texto, perderam-se 9.920 vidas humanas… avós, pais, filhos, irmãos, amigos, vizinhos de alguém.

Perante este cenário desolador, e tendo em conta não só as previsões dos especialistas em saúde pública para as próximas semanas, mas também os testemunhos do desespero que se vive nos hospitais portugueses, sobressaltemo-nos cívica, ética e moralmente para combater a propagação do vírus.

Fiquemos em casa, cumpramos as regras do confinamento e as recomendações da Direção-Geral da Saúde. Unamos esforços para lutar contra a falta de empatia e de solidariedade cultivada pelos números.

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