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Teresa Campos
Teresa Campos
29 Out, 2018 - 18:30

Obesidade canina: saiba colocar fim a este problema de saúde

Teresa Campos

A obesidade canina é uma doença e, como tal, deve ser corretamente diagnosticada e tratada. Saiba como reduzir todos os quilos que o seu cão tem a mais.

Obesidade canina: saiba colocar fim a este problema de saúde

A obesidade canina é uma doença que, tal como acontece nos humanos, traz consigo uma série de outras complicações que podem comprometer o bem-estar e, mesmo, a esperança de vida. Tratar a obesidade canina é possível, sendo importante começar por diagnosticá-la e perceber, exatamente, quais as principais causas que a motivaram.

Assim, será mais fácil “atacar” o problema e apostar nas soluções e tratamentos mais adequados para conseguir que o seu animal perca peso, gordura e recupere a sua saúde. Não desvalorize este transtorno nutricional e combata a obesidade canina com empenho e perseverança pois, enquanto dono de um cão, é também essa a sua responsabilidade.

Obesidade canina: acabe com esta doença que afeta 25% dos cães

obesidade canina

O que é?

Atualmente, a obesidade é um problema transversal e, prova disso, é que também os nossos animais de estimação sofrem disso. Estudos indicam que 30% dos cães padecem deste mal que não tem só implicações estéticas. A obesidade canina é uma doença grave, com múltiplas consequências sobre a saúde do animal e com uma lista de patologias associadas que têm um impacto significativo na diminuição da esperança de vida do seu amigo de 4 patas.

Trata-se de um transtorno nutricional que afeta 25% dos cães e 40% dos gatos, principalmente na meia-idade. Estas percentagens podem estar relacionadas com mudanças no estilo de vida (sedentarismo) e rações mais calóricas. A obesidade canina carateriza-se pelo excesso de gordura corporal que, pode ou não, ser acompanhado pelo aumento de peso.

Consequências: 9 problemas e patologias associados

1. Mais riscos, em caso de cirurgia: as operações em cães obesos requerem uma maior dose de anestesia, assim como o facto de a gordura que cobre alguns órgãos poder dificultar a visibilidade.

2. Maior pressão sobre o coração, pulmões, rim e articulações: a generalidade dos órgãos do seu cão vai passar a ter uma maior atividade, de modo a tentar manter o maior volume de massa do animal. Isso representa um enorme esforço.

3. Agravamento de doenças articulares, como a artrite: a acumulação de gordura e o excesso de peso vão acabar por forçar as articulações, mais do que é habitual.

4. Desenvolvimento de problemas respiratórios: sobretudo em períodos de esforço ou durante o tempo quente, a gordura acumulada nos pulmões dificulta a inspiração mais profunda por parte do animal, obrigando-o a fazer uma respiração mais intensa, forçando os pulmões e gerando cansaço.

5. Desenvolvimento de diabetes: a obesidade potencia o surgimento de diabetes, doença sem cura e que pode conduzir à cegueira.

6. Aumento da pressão sanguínea e problemas cardíacos: a obesidade obriga o coração a trabalhar a um ritmo mais acelerado, pois precisa bombear mais sangue devido a maior massa do animal.

7. Perda de eficácia do sistema imunológico: o sistema imunológico de um animal obeso é mais frágil e, por isso, o seu cão está mais sujeito a contaminações virais.

8. Aumento da probabilidade de desenvolver tumores: o aparecimento de cancro, sobretudo na mama ou no sistema urinário, pode estar em grande parte relacionado com problemas de obesidade.

9. Problemas gastrointestinais: a diarreia e o aumento da flatulência ocorrem mais frequentemente em cães obesos.

obesiddade canina

Diagnóstico e causas

O diagnóstico da obesidade canina deve ser feito através de um exame clínico, onde o veterinário avalie a condição corporal do animal, pesando-o e medindo-o. É preciso intervir e tratar a obesidade do seu cão quando ele exceder 15% do seu peso ideal.

Causas mais frequentes

  • falta de exercício: a diminuição do exercício físico estimula a maior ingestão de alimento, para além de diminuir o consumo energético.
  • idade avançada: os animais adultos ou idosos vêem o seu metabolismo diminuir, assim como a prática de exercício, mantendo muitas vezes o mesmo nível de ingestão de alimento.
  • castração: a obesidade tem maior incidência em animais castrados, o que está relacionado com uma combinação de fatores fisiológicos e ambientais.
  • genética e raça: algumas raças parecem estar mais predispostas a sofrer de obesidade, tais como os Beagles, Basset Hounds, Cairn Terriers, Chihuahua, Cocker Spaniels, Dachshounds, Golden Retrievers, Labrador Retrievers, Schanuzers miniaturas, Pastores Shetland, Pastores Alemães e Pugs. Há, também, fatores genéticos que podem interferir na composição do corpo.
  • doenças endócrinas: patologias, como o hipotiroidismo e o hiperadrenocorticismo, podem influenciar a composição corporal do animal.
  • alterações na ingestão de alimentos: as caraterísticas, quantidade e frequência da ingestão de ração pode contribuir para o desenvolvimento da obesidade.

comida de cao

7 dicas para acabar com a obesidade canina

  1. reduza 20 a 40% o valor energético da ração que dá ao seu animal;
  2. fracione a ração que lhe dá ao longo do dia por pequenas porções;
  3. opte por uma ração especial para cães obesos, como os produtos dietéticos vendidos, normalmente, nos veterinários;
  4. não ofereça ao seu animal quaisquer “guloseimas”, quer sejam biscoitos para cão, quer sejam pedaços de comida;
  5. dê ao seu cão água em abundância, para que beba com frequência;
  6. assegure-se de que o seu animal prática exercício físico regular;
  7. informe-se junto do veterinário de outras medidas importantes que deva tomar para ajudar no emagrecimento do seu cão.

Todos já vimos cães gordos e com dificuldades de locomoção. Essa imagem é a antítese de tudo o que um animal deve ser: feliz, enérgico e brincalhão. Portanto, se suspeita que tem em sua casa um caso de obesidade canina, então está na altura de agir e começar a mudar hábitos, desde logo, alimentares.

Depois, deve começar a incluir nas suas rotinas diárias um pequeno passeio com o seu amigo de quatro patas e, claro, pedir toda a ajuda e conselhos ao veterinário, pois só ele conhece o seu animal suficientemente para perceber a melhor maneira de combater esse problema de obesidade canina. Este é um problema resolúvel, mas sério. Por isso, encare-o com sentido de responsabilidade e paciência.

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