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Márcio Matos
Márcio Matos
20 Set, 2019 - 16:00

Quénia: o pulsar de África numa viagem inesquecível

Márcio Matos

O Quénia é um país surpreendente, com uma Natureza majestosa e uma oferta patrimonial rica e diversificada. Já pensou em fazer um safari?

Quénia

Mais da metade da população do Quénia vive abaixo do limiar de pobreza, mas apesar de todos os problemas sociais, este país guarda uma série de tesouros nacionais que maravilham quem tem oportunidade de visitar este destino.

Parques naturais mundialmente famosos, tribos indígenas e minorias étnicas, praias deslumbrantes são algumas das atrações deste território, às quais se juntam o Monte Quénia, as savanas de Masai Mara, a “grande migração” e os lagos Vitória e Turkana.

Paraísos selvagens e intocados, onde a Natureza se encontra de mãos dadas com uma história longínqua que conta muito sobre este país e a sua cultura. Muitos destes atrativos são património da humanidade e é sobre esses que vai recair a nossa atenção.

Quénia: parques, cidades, fortalezas e muito mais

Quénia elefantes
Elefantes no Parque Nacional do Quénia

1. Parque Nacional e Floresta Natural do Monte Quénia

O parque fica a cerca de 170 quilómetros de Nairobi, foi fundado em 1949 e situa-se em redor do Monte Quénia. É, desde 1978, Reserva da Biosfera e, em conjunto com a Floresta Nacional, soma uma área protegida de 142 mil hectares.

É um paraíso botânico, com diferentes tipos de flora, que vai mudando de acordo com a altitude. Também há muita vida selvagem, incluindo espécies únicas, como macacos colobus, baualas, elefantes, babuínos-anubis, cob-untuosos, rinocerontes-negros, leopardos, hienas, bongos, zebras e elandes.

2. Parques Nacionais do Lago Turkana

São 3 estes parques nacionais, ponto de paragem para aves migratórias e espaço de reprodução dos crocodilos-do-nilo, hipopótamos e cobras. Há ainda fósseis no depósito de Koobi Fora (únicos no mundo). Estes espaços são compostos pelo Parque Nacional de Sibiloi e duas áreas em duas ilhas do Lago Turkana.

3. Antiga Cidade de Lamu

Esta cidade fica a 200 km a norte de Mombaça e é a mais antiga e mais bem conservada cidade swahili da África oriental, mantendo as suas funções tradicionais. Construída em pedra de coral e madeira de mangal, esta cidade apresenta uma estrutura simples, com pátios interiores, varandas e portas em madeira trabalhada.

Quénia Safari
As paisagens do Quénia são de cortar a respiração

4. Kayas das Florestas Sagradas dos Mijikenda

São 11 estas florestas que guardam vestígios de numerosas vilas fortificadas, conhecidas como kayas, feitas pelo povo Mijikenda. Criadas no século XVI e abandonadas em 1940, estas vilas são, agora, consideradas os domicílios dos antepassados e são veneradas como locais sagrados.

5. Sistema de lagos do Quénia no Grande Vale do Rift

O Grande Vale do Rift, o Vale do Rift ou o Vale da Grande Fenda refere-se a um complexo de placas tectónicas que surgiu há cerca de 35 milhões de anos, fruto da separação das placas tectónicas africanas e arábicas, ou seja, de um rifte.

Esta estrutura estende-se no sentido norte-sul por cerca de 3000kms, desde o norte da Síria até ao centro de Moçambique. A sua largura varia entre os 30kms e os 100kms e, em profundidade, atinge algumas centenas a milhares de metros.

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6. Forte Jesus de Mombaça

O Forte ou Fortaleza de Jesus de Mombaça fica, como o nome indica, na cidade de Mombaça, no topo de uma formação de coral, à entrada do antigo porto. Este forte tinha como função proteger as rotas comerciais portuguesas entre o Estado da Índia e a África Oriental, durante os séculos XVI e XVII.

7. Sítio arqueológico de Thimlich Ohinga

Este é um sítio arqueológico localizado no condado de Migori, a 180km sul de Kisumu. Este espaço, cujo nome significa “a grande floresta me assusta”, na língua Luo, é constituído por uma série de estruturas circulares de pedra, que se estendem por uma superfície de 21 hectares.

Estas estruturas foram construídas sem qualquer argamassa pelos Bantus e, mais tarde, pelo povo Luo para se defender da pilhagem dos Kalenjin-Nandi. Os vestígios mais antigos revelam que esta estrutura tem, pelo menos, 500 anos e foi habitada até 1981.

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