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Elsa Santos
Elsa Santos
28 Set, 2020 - 11:13

Especiais recomendações no regresso às aulas 2020-2021

Elsa Santos

A Ordem dos Psicólogos reuniu num documento algumas recomendações no regresso às aulas, para que pais e professores possam contribuir para o bem estar de crianças e jovens. Saiba tudo.

aluno e professora a cumprirem recomendações no regresso às aulas com álcool-gel e máscara

Num cenário diferente de todos os outros, a Ordem dos Psicólogos, em parceria com a Unicef produziu um documento com recomendações no regresso às aulas em tempo de pandemia, para pais e cuidadores.

O ano letivo 2020-2021 já arrancou, num misto de entusiasmo e alguma apreensão. Este regresso à escola é também a entrada numa nova normalidade onde se deseja que reine o sentimento de segurança, de modo a garantir a aprendizagem dos alunos.

Um guia para ajudar crianças e jovens a encarar, da melhor maneira possível, todas as novidades, contribuindo para o seu bem-estar e consequente sucesso educativo.

Apresentamos-lhe algumas das recomendações no regresso às aulas, em tempo de pandemia.

regresso à escola 2020-2021: recomendações

Uma nova normalidade

Depois da interrupção abrupta imposta pela COVID-19, no passado ano letivo, foram longos meses em casa, em regime de ensino a distância e telescola, alterações nos contextos educativos e nos processos de ensino-aprendizagem, numa descoberta e adaptação forçadas de novas interações, práticas e rotinas.

Toda a comunidade educativa enfrenta agora, no novo ano letivo 2020-2021, desafios excecionais.

A partilha do espaço com o devido distanciamento social, o uso de máscara, a higienização, a organização das salas, os intervalos, são várias as mudanças e os cuidadosa que todos têm de se adaptar. Novas rotinas que levam o seu tempo a interiorizar, sem comprometer a atenção e o esforço no que realmente interessa, aprender.

Nesta fase inicial (e não só) o papel dos pais e cuidadores é fundamental para apoiar as crianças e jovens, garantindo o seu equilíbrio emocional e o seu sucesso escolar.

A escola é um lugar seguro

É fundamental que o regresso às aulas se baseie na ideia de que a escola é um lugar seguro e protetor, cuidador e de apoio ao desenvolvimento, à saúde, física e psicológica, e ao bem-estar das crianças, jovens e de toda a comunidade educativa. Este deve ser o ponto de partida.

A dimensão psicológica das medidas de segurança

De acordo com o exposto no documento publicado pela Ordem dos Psicólogos em parceria com a Unicef, a dimensão psicológica das medidas de segurança é essencial, visto que só um ambiente emocionalmente seguro capacita as crianças e os jovens para aprender, estudar e relacionar-se.

Num contexto cheio de limitações e regras distintas do que seria natural, em que se planeia o imprevisível, a prioridade deve ser, segundos os especialistas, responder às necessidades de aprendizagem social e emocional de crianças e jovens, bem como às necessidades de Saúde Psicológica e de Bem-estar de toda a comunidade educativa.

Nesse sentido, todos, em especial os pais, devem levar muito a sério as recomendações no regresso às aulas apresentadas pela Ordem dos Psicólogos, algumas das quais apresentamos a seguir.

promover o sucesso escolar em plena pandemia: recomendações para pais e cuidadores

mesa de escola com livros, lápis e máscara de proteção

Como é que os pais podem contribuir para o sucesso escolar dos seus filhos?

Estas são as recomendações no regresso às aulas em tempos de pandemia, para pais e cuidadores:

Participar e cooperar ativamente no processo educativo

Mantenha uma relação próxima e informada junto dos professores e outras figuras de referência, conhecendo as medidas de suporte à aprendizagem e apoiando a implementação dessas medidas.

Manter um canal de comunicação aberto com a escola

Informe como a criança/jovem se está a adaptar. Sempre que relevante, partilhe com os professores as necessidades, recursos e barreiras que a criança/jovem sente no processo educativo.

Contribuir para o equilíbrio entre as atividades escolares e as atividades familiares

Nesse momento, avalie o tempo que a criança/jovem se dedica às actividades escolares face às exigências das mesmas, e o tempo livre e de convívio familiar.

Estabelecer expectativas e objetivos elevados, mas realistas

Para além de realistas devem ser razoáveis, em relação ao desempenho escolar da criança/jovem. A melhor forma de o fazer é dizer-lhe que acredita no seu potencial.

Mostrar-se disponível para ouvir

Ouça a criança/jovem, tentando compreender as suas facilidades e dificuldades no processo educativo, as suas preocupações e medos, em virtude do período em que vivemos, em relação ao seu percurso escolar.

Apoiar na realização de tarefas escolares

Faça-o sempre que necessário, procurando contribuir para a autonomia e auto-regulação da criança/jovem no seu processo educativo.

Estar atento aos sinais de alerta e comportamentos de risco

São estes comportamentos que levam ao abandono escolar, particularmente neste contexto de pandemia. Para o ajudar nesse sentido, consulte o documento de apoio “O Meu Filho/a quer Desistir de Estudar”.

Recorrer ao apoio especializado do Psicólogo

As escolas têm psicólogos que podem ajudar na gestão do stresse e da ansiedade ou de outras dificuldades emocionais e comportamentais, sempre que sentir que é necessário.

Conversar sobre bullying e sobre cibersegurança

O seu filho tem direito a um ambiente escolar seguro e protetor que respeite a sua dignidade. A Convenção sobre os Direitos da Criança declara que todas as crianças têm direito à educação e proteção contra todas as formas de violência.

Conheça outras recomendações no regresso às aulas 2020-2021, no documento completo Covid-19 – Regressar à escola em tempo de pandemia: recomendações para pais e cuidadores, diretores e professores.

Para mais informações sobre o papel dos pais e cuidadores na adaptação à escola e sucesso académico de crianças e jovens, consulte os documentos de apoio da Ordem dos Psicólogos.

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