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Teresa Campos
Teresa Campos
06 Jan, 2021 - 13:09

Sopro cardíaco inocente ou patológico: perceba as diferenças

Teresa Campos

O sopro cardíaco pode ser uma condição benigna ou sintoma de uma doença no coração. Fique a saber em que consiste e como se diagnostica.

bebé a ser auscultado

O sopro cardíaco pode ser uma condição benigna e passageira ou pode ser um sinal de doença ou problema no coração. Habitualmente, esta condição é detetada ao nascimento ou ainda na infância, embora também possa ser diagnosticada já em adulto.

Quais os tipos de sopro cardíaco existentes e quais as suas possíveis consequências para a saúde é o que lhe vamos explicar em seguida. Fique atento.

Sopro cardíaco: tudo o que precisa de saber

O médico diagnostica um sopro cardíaco quando, ao auscultar o bebé ou a criança, deteta um som, além dos sons cardíacos habituais. Esse som deve-se a uma espécie de vibração no fluxo sanguíneo, causado pela circulação do sangue no coração ou nos vasos sanguíneos.

Sintomas

Em geral, o sopro cardíaco é assintomático e só se consegue detetar através da auscultação feita por um médico. Em casos mais raros, pode haver alguns sinais de alerta, como palidez, cansaço a mamar, unhas e lábios azulados e/ou má evolução do peso e do comprimento.

bebé a ser auscultado

Tipos de sopro cardíaco

Sopro inocente ou funcional/fisiológico

Esta é a tipologia mais comum e pode surgir mesmo em corações estrutural e funcionalmente normais. Neste caso, há uma alteração do estado da circulação, na sequência de ocorrências como febre, anemia, choro ou exercício físico.

Com este tipo de sopro cardíaco, é expectável que a criança consiga fazer uma vida perfeitamente normal e se desenvolva de forma saudável, sem sentir, por exemplo, um cansaço superior ao habitual. Com o passar dos anos, este sopro pode mesmo desaparecer.

Por este motivo, uma criança com um sopro inocente pode praticar todo o tipo de desportos e não precisa de fazer qualquer tipo de tratamento, devido a esta condição.

Sopro patológico ou orgânico

Por outro lado, este tipo de sopro cardíaco já está relacionado com anomalias estruturais e funcionais no sistema cardiovascular. Neste caso, pode haver alterações no coração ou nos vasos como, por exemplo, nas válvulas que separam as aurículas dos ventrículos ou na comunicação entre o lado direito e o lado esquerdo do coração.

Uma em cada 100 crianças sofre de um defeito cardíaco (lesões nas válvulas; defeito no septo que separa os ventrículos, entre outros) que se pode manifestar antes ou logo após o nascimento (cardiopatia congénita) ou, então, vir a desenvolver problemas no coração ao longo da vida (prolapso da válvula mitral; febre reumática; endocardite infeciosa; calcificação da válvula pela idade; entre outros).

Graus

Os sopros podem ainda ser subdivididos em graus, em função da sua intensidade e gravidade. O sopro cardíaco inocente é sempre sistólico e de baixa intensidade (grau I a II), enquanto os sopros orgânicos ou de grau maior que III são sempre patológicos.

  • Grau I – sopro muito discreto e inaudível para quem não tem ouvidos treinados.
  • Grau II – sopro médio, facilmente audível com estetoscópio.
  • Grau III – sopro alto.
  • Grau IV – sopro muito alto que pode ser sentido com a mão ao tocar no peito do paciente.
  • Grau V – sopro muito alto que pode ser ouvido mesmo sem encostar o estetoscópio no peito do paciente.
  • Grau VI – sopro tão alto que poder ser ouvido mesmo sem estetoscópio.
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Diagnóstico e tratamento

Sempre que haja suspeita de existir um sopro cardíaco na criança, é importante fazer uma consulta com um cardiologista pediátrico e realizar alguns exames médicos, nomeadamente eletrocardiograma ou ecocardiograma com doppler.

No caso de ser diagnosticado um sopro cardíaco patológico, o acompanhamento médico é importante, assim como a toma de medicação e/ou eventual cirurgia.

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