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Teresa Campos
Teresa Campos
09 Out, 2020 - 12:21

4 alergias mais comuns no outono: saiba quais são e o que as provoca

Teresa Campos

As temperaturas frias do outono agravam algumas alergias, como as respiratórias. Fique a conhecer as mais frequentes e como controlá-las.

mulher a espirrar em paisagem de outono

Os números são expressivos: mais de um terço dos portugueses, cerca de 3 milhões de pessoas, sofre de alergias. Este problema atinge a população de forma epidémica e não escolhe género, nem idade, afetando indivíduos várias vezes ao longo da vida, sazonalmente.

Contudo, as alergias de outono são diferentes, assim como as reações provocadas no corpo são distintas. Os sintomas das alergias surgem quando o organismo entra em contacto com uma substância que, por algum motivo, considera nociva. Resultado? Surge uma resposta exagerada, que pode ir desde um simples comichão até problemas respiratórios.

Com a atual pandemia de COVID-19, manter as alergias de outono sob controlo é ainda mais importante. Por isso, fique a conhecer os sintomas e tratamentos mais comuns para cada uma delas.

4 alergias mais comuns nos meses de outono

Rinite

A rinite, que afeta cerca de 30% da população, é a mais frequente das alergias e pode ser acompanhada por asma. Os sintomas vão desde nariz entupido a espirros constantes, passando por olhos lacrimejantes e comichão no nariz. Este quadro pode ser agravado, caso também exista sinusite (muito associada à rinite).

No outono, esta alergia pode piorar devido ao maior contacto com o pó e os ácaros. Contudo, tudo depende do tipo de rinite em questão, o que também vai interferir no seu tratamento ou medicação de controlo.

Sinusite

A sinusite corresponde a uma inflamação dos seios perinasais. A sua origem pode ser viral, bacteriana ou alérgica. Alguns dos seus sintomas são dor de cabeça, no maxilar, na zona ocular ou nos ouvidos; congestão nasal; secreções nasais espessas; entre muitos outros.

O tratamento ou controlo desta alergia pode passar pela inaloterapia (inalação de vapores ou aspiração de soluções salinas); pela toma de fármacos (antibióticos, anti-histamínicos, anti-inflamatórios); ou pela cirurgia (em casos mais graves).

homem a espirrar sentado junto a árvore

Asma

Estima-se que cerca de 10% dos portugueses sofra desta condição. Embora possa surgir em qualquer idade, é uma alergia mais comum na infância. De facto, na maioria dos casos, surge antes dos 5 anos de idade. A asma manifesta-se através de tosse persistente e falta de ar.

No outono, esta doença tende a agravar-se com a descida das temperaturas, os ambientes mais fechados, a menor circulação de ar e a concentração de mais alergénios, como os ácaros. Nesta fase, é importante recorrer à medicação de controlo da doença, como os broncodilatadores.

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Eczema

O eczema, também conhecido como dermatite atópica, atinge à volta de 10% da população tal como a asma. Apesar de ser uma das alergias mais frequente na infância, começa também a tornar-se uma doença de adultos, podendo ser despoletada ou agravada por alérgenos tão simples como ácaros. Os sintomas incluem prurido, vermelhidão e secura da pele na zona afetada (pode ate descamar).

O frio do outono contribui para o ressecamento da pele que, assim, fica mais vulnerável a crises atópicas.

Nota final

O outono pode, assim, agravar alergias pré-existentes, exacerbando os seus sintomas que se manifestam, sobretudo, ao nível respiratório e cutâneo.

Portanto, esta é uma estação em que deve rever a sua medicação para controlo de crise e em que deve, sempre que possível, promover o correto arejamento da sua casa, assim como a lavagem ou aspiração de tapetes, cortinas, colchões e edredões.

No atual contexto de pandemia de COVID-19, é ainda preciso ter cuidados redobrados, até porque alguns dos sintomas destas alergias são comuns aos da infeção provocada pelo novo coronavírus. Logo, deve manter as suas alergias de outono controladas ao máximo, cumprindo com a medicação habitual e evitando as substâncias a que sabe ser alérgico.

É ainda importante manter o contacto com o seu médico e, em caso de dúvida, perante febre superior a 38ºC, tosse seca e persistente e/ou dificuldade em respirar, recorra à Linha de Saúde 24 (808 24 24 24).

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