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Teresa Campos
Teresa Campos
24 Jan, 2022 - 00:46

Anticoncecional masculino: opções já disponíveis e em estudo

Teresa Campos

O anticoncecional masculino é um tema cada vez mais estudado, com algumas alternativas já no mercado. Fique a conhecê-las!

anticoncecionais masculinos

As questões da fertilidade, da fecundação e, sobretudo, da gravidez, foram desde sempre vistas como aspetos que apenas diziam respeito às mulheres. Felizmente, de alguns anos para cá, não só a comunidade científica, como a própria sociedade civil, começou a encarar o anticoncecional masculino como uma alternativa real aos anticoncecionais femininos.

Apesar de alguns deles ainda não estarem aprovados e disponíveis no mercado, vale a pena ficar a conhecer as opções que existem ou que estão em vias de poderem ser usadas. Conheça cada um deles e as suas principais caraterísticas.

5 exemplos de anticoncecional masculino

1.

Injeções hormonais

Este é um anticoncecional masculino hormonal que consiste na supressão da formação de espermatozóides, por meio da toma de um androgénio, como a testosterona, e de outras susbtâncias (polímeros).

Assim, o sémen produzido não contém espermatozóides ou possui um número muito reduzido destes. Logo, o risco de engravidar é de apenas 1%.

Este é um método mais seguro do que a toma de testosterona por via oral (comprimidos), pois as injeções garantem que a hormona é mais eficaz na diminuição da produção de espermatozóides.

Ainda assim, é preciso ter em consideração que o efeito destas injeções pode sentir-se apenas 3 a 4 meses depois da toma destas mesmas injeções, podendo o seu efeito durar entre 10 a 15 anos.

Por outro lado, existe, a longo prazo, um risco de toxicidade hepática, o qual deve ser  calculado. No entanto, este é um método que ainda se encontra a aguardar aprovação.

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2.

Pílulas anticoncecionais orais

A chamada pílula masculina consiste numa combinação de testosterona e progestagénio. Mais uma vez, a finalidade é diminuir a testosterona e o número de espermatozóides produzidos, bem como a sua motilidade.

Contudo, a eficácia e a segurança desta pílula ainda carece de mais estudos, pois há alguns efeitos secundários relatados, tais como: redução da libido, mudanças de humor, aumento da acne, entre outros.

3.

Gel tópico

Outras opções que têm vindo a ganhar popularidade são os géis tópicos que conjugam progestina e testosterona e que se aplicam na zona genital. O seu objetivo é baixar, durante um determinado período de tempo, os níveis de espermatozóides produzidos.

Contudo, estes géis podem ter alguns efeitos secundários, tais como: redução da líbido, aumento do risco de queimaduras solares na zona da aplicação e erupção cutânea seca e escamosa, também na região da aplicação.

Por isso, esta ainda não é uma alternativa disponível no mercado, pois ainda se encontra sujeita a testes.

4.

Preservativo masculino

O preservativo é um anticoncecional muito conhecido e usado, que permite prevenir as gestações indesejadas, assim como evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.

Ao contrário de outros métodos, ele não interfere nas questões hormonais, nem na produção de espermatozóides, produzindo efeitos imediatos, a partir do momento em que é colocado.

5.

Vasectomia

Este anticoncecional masculino consiste no corte do canal por onde circulam os espermatozóides, o qual vai do testículo ao pénis. Logo, a vasectomia impede a libertação de espermatozóides no momento da ejaculação, evitando as gravidezes indesejadas.

Convém explicar que este é um método irreversível e, por isso, só deve ser uma opção para os homens que não pretendam ter (mais) filhos.

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