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Teresa Campos
Teresa Campos
25 Mai, 2018 - 00:00

As 13 lições valorosas e dolorosas que aprendemos ao morar sozinhos

Teresa Campos

Os primeiros tempos podem ser desafiantes, mas valem bem a pena. Para o provar, contamos-lhe 13 coisas que aprendemos ao morar sozinhos e que lhe podem ser muito úteis.

As 13 lições valorosas e dolorosas que aprendemos ao morar sozinhos

Quem vive sozinho é que sabe o que é ser, realmente, autónomo e independente e ter de enfrentar e resolver todos e quaisquer problemas, no momento em que é confrontado com eles. Desde uma aranha que apareceu na parede do quarto, a uma lâmpada que fundiu ou a um cano que rebentou. Tudo pode acontecer e há que estar preparado para os imprevistos – e, sobretudo, olhar para eles com alguma descontração. São estas algumas das coisas que aprendemos ao morar sozinhos.

13 coisas que aprendemos ao morar sozinhos

coisas que aprendemos ao morar sozinhos

1. Estar sozinho é bom

Claro que dar o passo de ir morar sozinho pode ser assustador e, nos primeiros tempos, sentir-se angustiado e até verter uma lágrima, por não ter ninguém à sua espera, quando chega a cada. Porém, a boa notícia é que tudo isso passa e, rapidamente, vai perceber os benefícios desta realidade, nomeadamente, aprender a gostar de estar a sós consigo próprio. Esta é uma das coisas que aprendemos ao morar sozinhos e que nunca deve esquecer.

2. Enfrentar os insetos

Se é daquelas pessoas que têm pânico de insetos e outras espécies que é comum passearem-se pelas casas, viver sozinho pode ser desafiante, pois terá de ser você a expulsar aquela abelha assustadora pela janela fora. A princípio pode temer, mas verá como afinal não passam de pequenos bichinhos indefesos que consegue facilmente expulsar do seu espaço ou, então, quem sabe até aprende a conviver com eles harmoniosamente.

3. Ser livre

Só vivendo 100% sozinho é que é possível experimentar o doce sabor da liberdade. Quem vive sozinho não tem ninguém a quem dar satisfações sobre a desarrumação da casa, sobre o facto de ter chegado mais tarde do que o previsto ou, ainda, sobre o facto de não ter cozinhado nada para jantar. A liberdade é absoluta e, por isso, aproveite-a ao máximo.

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Fonte: Pexels/Pixabay

4. Comer o que quiser, quando quiser e onde quiser

Ter de cozinhar diariamente para si não é, de todo, um problema. Simplifique as refeições. Faça algo leve e rápido. Congele as sobras e coma-as numa outra altura. Ou, se lhe for possível, vá ao restaurante. A verdade é que também vai poupar em ingredientes, água, luz e gás e se a dose for bem servida, talvez ainda consiga trazer alguma comida para casa. Se for sozinho, aproveite para conversar um pouco com o funcionário que o estiver a atender e servir.

5. Deitar o lixo fora, diariamente

Sim, é muito aborrecido, sobretudo naqueles domingos em que fica de pijama e a preguiçar todo o dia. Todavia, deitar o lixo fora é fundamental para manter a sua casa limpa e, mais importante ainda, livre de bichinhos muito indesejados. Por essa razão, obrigue-se a deitar o lixo fora, pelo menos, todos os dias.

6. Trabalhar para pagar as despesas

Esta é mesmo a parte menos divertida de morar sozinho. É você o único responsável pelo pagamento das muitas despesas que uma casa sempre traz e isso pode pôr uma grande pressão sobre si. Portanto, o importante é manter a sua contabilidade bem organizada, gerir muito bem todos os gastos e, se possível, fazer uma pequena poupança para qualquer imprevisto.

7. Conhecer-se melhor a si próprio

Passar muito tempo a sós consigo próprio é uma belíssima forma de ficar a saber mais sobre si, o quer da vida, o que gosta de fazer e quais os seus sonhos e projetos. Usufrua do silêncio e do tempo disponível para fazer o que mais gosta.

8. Ficar doente e estar sozinho

Ninguém gosta de estar doente e, quando se vive sozinho, pior ainda. Estar gripado e ter de cozinhar ou levantar para ir tomar o medicamento pode ser bastante difícil, mas é uma forma de ganhar resistência e aprender a superar por si próprio momentos menos bons. Em todo o caso, viver sozinho não significa que em situações de maior dificuldade não possa (e deva) ligar a um familiar ou amigo e pedir ajuda.

9. Gerir as quantidades

Uma casa com uma só pessoa não precisa de uma despensa tão recheada como uma casa com duas, três ou mais pessoas. Produtos com validade longa podem ser comprados em maior quantidade – aproveitando uma promoção, por exemplo -, mas os alimentos frescos devem ser adquiridos semanalmente e em porções reduzidas, para evitar o desperdício.

10. Reunir contactos úteis

Canalizador, eletricista… São os melhores amigos de quem vive sozinho. Se não sabe arranjar, o melhor é mesmo contratar os serviços de quem sabe e garantir que tudo fica a funcionar, sem problemas. Ah, e o contacto de uma loja de chaves também pode ser útil, caso se esqueça da chave dentro de casa.

11. Organizar as tarefas domésticas

Se mora sozinho, não precisa de ser um escravo da casa. Ma,  passado pouco tempo, vai perceber como tudo se acumula. A louça, a roupa, o lixo, o pó… Portanto, o ideal é criar um horário e dedicar, diariamente, um pouco de tempo a uma das tarefas domésticas necessárias. Esta é uma das coisas que aprendemos ao morar sozinhos e começamos a verificar que desarrumação a mais também não é bom.

12. Ter privacidade

Viver sozinho permite, sem dúvida, que mantenha a sua vida privada assim mesmo: privada! Não precisa de dar justificações sobre onde esteve, com quem esteve ou a fazer o quê. Além disso, pode convidar para sua casa quem bem lhe apetecer, sem ferir suscetibilidades.

13. Ser uma aprendizagem diária

Não há livros de instruções para aprender a viver sozinho, por isso todos os dias irá aprender algo novo e a experiência fará com que se sinta cada vez mais seguro nessa circunstância. Partilhe o que pensa e sente em relação a tudo isso com alguém que conheça e viva igualmente sozinho. Poderá ser uma grande ajuda!

São 13 as coisas que aprendemos ao morar sozinhos, mas não pense que este número augura algum tipo de azar. Na verdade, viver só pode ser considerada uma sorte, se se tratar de uma circunstância escolhida por si e não forçada. Veja a sua casa como um retiro em que pode recarregar energias, ter o seu refúgio exclusivo e, acima de tudo, descobrir melhor quem é e o que pretende da vida.

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