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Ansiolíticos: quando, como e para quem

Com os transtornos de ansiedade cada vez mais comuns, surge a questão: a quem se destinam e o que são os medicamentos ansiolíticos?

Ansiolíticos: quando, como e para quem
Entenda as substâncias que atuam diretamente no seu sistema nervoso

Sabia que Portugal está entre os países da União Europeia que mais consomem ansiolíticos? Mas, afinal, o que trata este medicamento e quais são as suas principais indicações? Saiba tudo sobre este tema neste artigo.

Ansiolíticos: tudo sobre estes medicamentos


ansiolíticos

Ansiolíticos: o que são?

Também chamados de calmantes e tranquilizantes, os ansiolíticos são medicamentos adotados com o objetivos de intervir diretamente no sistema nervoso do paciente, de forma a combater e minimizar os efeitos da tensão e da ansiedade.

Os principais tipos de ansiolíticos prescritos pelos médicos são os benzodiazepínicos, medicamentos que atuam nos neurotransmissores que são responsáveis pelo efeito tranquilizante e sedativo das atividades do nosso sistema nervoso central.

A droga e as suas potencialidades foram descobertas em meados da década de 50, no entanto, apenas alguns anos depois é que o seu uso tornou-se mais frequente. Hoje, é possível afirmar que os anos que vieram depois de 2000 trouxeram um crescimento neste tipo de consumo.

Para que servem os estes medicamentos?

Os ansiolíticos são medicamentos indicados no tratamento de efeitos comuns aos mais diversos tipos e quadros de ansiedade. Na realidade, os ansiolíticos podem ser feitos através de processos químicos, mas não só: também há remédios caseiros com efeitos ansiolíticos, como é o caso de alguns chás.

Em que situções são usados os ansiolíticos?

Em regras gerais, os ansiolíticos são usados para tratar os seguintes estados:

Quais são os efeitos secundários esperados com o uso dos ansiolíticos?

Dependendo do tipo de medicamento, os efeitos considerados como mais comuns dos ansiolíticos são: sonolência, relaxamento psiquíco e relaxamento muscular. Na forma de medicamentos não-naturais, os ansiolíticos devem ser prescritos adequadamente por um profissional de saúde, sendo também indicada as indicações para a toma dos mesmos.

Um dos problemas comuns relacionados com a toma de ansiolíticos – e para o qual os médicos e profissionais de saúde têm dedicado especial atenção – é o consumo exagerado e não aconselhado, mediante situações de desconforto emocional. Sabe-se que, hoje, sintomas de stress e ansiedade são cada vez mais comuns nas nossas rotinas e é exatamente esta a razão que motiva a toma indiscriminada de medicamentos contra estados ansiosos.

No entanto, é preciso alertar para o seguinte facto: este procedimento, sem a devida orientação médica, como forma de resposta ao desconforto emocional, pode acarretar no resultado inverso aquele que é o pretendido.

Efeitos secundários da toma de ansiolíticos sem orientação médica:

  • Dependência psíquica e física
  • Desinteresse sexual
  • Falta de energia
  • Noites mal dormidas
  • Dificuldade de concentração

Como realizar a toma de ansiolíticos?

Os ansiolíticos, quando apresentados na forma de cápsulas ou comprimidos, devem ser tomados por via oral. Há situações em que a administração recomendada acontece pela via venosa (como em situações de atendimento em hospitais, onde é aplicada uma injeção).

Cuidados a ter com os ansiolíticos

Se está a realizar a toma de medicamentos com efeito ansiolítico, informe-se junto do profissional de saúde que acompanha o seu tratamento sobre todos os cuidados a ter durante a administração do medicamento. Para ajudá-lo, em regras gerais, há alguns cuidados comuns – que passamos a citar.

Nunca suspenda a medicação sem concluir adequadamente o tratamento ou consultar o profissional de saúde (em média, o tratamento tem a duração de 6 meses). Caso tenha concluído o seu tratamento com sucesso e esteja a sentir-se bem, pode iniciar o “desmame” da seguinte forma:

  • para dar início ao processo de abandono da toma de um medicamento ansiolítico, reduza lenta e gradualmente a dose dos fármacos – sempre sob a orientação médica;
  • se vai de férias e, por acaso, esqueceu de solicitar uma nova receita do seu ansiolítico, pode reduzir a dose pelos dias necessários até à volta, de modo a não ficar sem qualquer medicação de um momento para o outro;
  • se, por alguma razão, houver necessidade de substituir um medicamento por outro – sendo ou não um fármaco do mesmo grupo -, não convém fazer automaticamente esta troca (pode, por exemplo, haver um período em que os dois medicamentos são tomados ao mesmo tempo, mas isso quem vai determinar é o seu médico).

Atenção com os ansiolíticos!

Um dos avisos mais importantes a reter: evite o consumo de bebidas alcoólicas.

Sim, leu bem: durante a fase de tratamento com qualquer medicamento ansiolítico, não beba álcool (sob qualquer hipótese). Ao fazê-lo, esteja ciente que os efeitos secundários desta combinação incluem a perda de coordenação motora e a lentidão no raciocínio. Amnésia e sonolência são outros dos efeitos esperados como resultado desta combinação quase explosiva.

E não esqueça: todos os fármacos só devem ser administrados sob orientação do seu médico de família ou especialista. Resolva as possíveis adversidades da vida com uma premissa essencial: saúde sempre em primeiro lugar.

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Luana Freire Luana Freire

Estudou Jornalismo e Assessoria de Imprensa no Brasil, transferindo a paixão, bagagens e coração para o Porto, onde estudou Ciências da Comunicação na UP. Mãe, simpatizante do feminismo, devoradora de novidades, louca por viagens, boa música, boa conversa e boa comida. Mulher das letras, é adepta da escrita criativa e acredita que a palavra, com todas as suas máscaras e possibilidades, é infinita e capaz de mudar o mundo de quem a lê, ouve, toca, espalha e constrói.