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Explorando uma jóia europeia chamada Budapeste

Budapeste não está no top das preferências dos turistas, é verdade, mas até deveria. A capital húngara é uma verdadeira joia ainda bem guardada.

Explorando uma jóia europeia chamada Budapeste
Arrisque-se a conhecer mais sobre a sua cultura

Uma joia chamada Budapeste? Sim, é isso mesmo, e vai adorar conhecer mais sobre este destino ainda tão bem guardado e cheio de tesouros para descobrir.

Budapeste: um pedaço de Hungria pronto a descobrir


Está longe de ser o primeiro país que nos vem à cabeça quando pensamos em explorar a Europa. A sua capital está, igualmente, muito longe de ser uma das primeiras cidades na lista daquelas que queremos conhecer quando pensamos no Velho Continente. Mas, a Hungria tem uma história riquíssima! Aqui habitaram povos como os Celtas, os Romanos, os Eslavos, os Gépidas e os Avares. A fundação deste país deu-se no distante século IX, fazendo com que esta nação seja milenar – e um destino incrível a conhecer.

No ano 1000, converteu-se num reino cristão e no século XV atingiu o seu apogeu. Durante parte dos século XVI e até final do século XVII, esteve sob ocupação Otomana. Esteve, depois, sob o domínio dos Habsburgos, vindo a formar o grande Império Austro-Húngaro entre 1867 e 1918, data em que terminou a Primeira Guerra Mundial. Desde o subsequente Tratado de Trianon que não mais as suas fronteiras se alteraram.

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Juntando-se às Forças do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial, viria a sofrer danos significativos em termos de património e de população. Após a guerra, tornou-se um estado satélite da União Soviética durante quatro décadas. Em 1989, com a queda do Bloco de Leste, a Hungria passou a ser uma república parlamentar democrática. Recentemente, em 2004, deu-se a adesão à União Europeia e em 2007, passou a fazer parte do Espaço Schengen.

E pronto! Os parágrafos anteriores resumem, num ápice, aquilo que é a história da Hungria. Esses mesmos parágrafos deixam claro que a cultura húngara é extremamente interessante. Aquilo que não nos contam, mas que podemos calcular, é a riqueza da cultura que se observa quando partimos à nossa própria conquista da sua capital, Budapeste.

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Buda ou Peste?

A localização da cidade, em ambas as margens do estratégico rio Danúbio, deixa-nos uma escolha a fazer: qual a primeira margem a descobrir. A montanhosa e aristocrática Buda, ou a plana Peste?

A suburbana Buda e o seu maravilhoso castelo oferecem-nos ruas medievais calcetadas, museus, grutas e ruínas romanas. Peste, por seu lado, é mais dinâmica e moderna. É aqui que encontramos um longo passeio ribeirinho, os mercados de rua, as livrarias e lojas de antiguidades, as enormes avenidas e o maior parlamento da Europa. Na verdade, as diferenças pouco importam. Entendendo Budapeste como um todo, a cidade é uma espécie de tesouro arquitetónico de estilos barroco, neoclássico, art nouveau, e muito mais.

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Conhece a fama de Paris? Pois é, a capital da Hungria é muitas vezes apelidada de “Paris do Leste Europeu”. Não admira, portanto, que a Unesco tivesse distinguido como património mundial a própria cidade, incluindo as margens do Danúbio, o Castelo de Buda e a Avenida Andrássy.

Mas, vamos por partes. Um passeio ao longo do rio, do lado de Peste pode muito bem começar na belíssima Ponte da Liberdade. Logo ali, ao lado, está o Mercado Central de Budapeste, na Praça Fővám tér. Com mais de 100 anos, este é o lugar ideal para encontrar uma recordação que o vai ajudar a lembrar esta viagem de cada vez que utilizar os ingredientes aqui comprados para tentar replicar os deliciosos pratos que comeu durante a sua estadia, pelos quais Budapeste é famosa. E nem só de goulash se construiu esta fama! Uma lata com paprika, um dos ingredientes principais deste pitéu, serve também o propósito de decorar o seu canto das lembranças lá de casa.

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Deixamos o mercado e continuamos o caminho a pé em direção à nascente do rio, perto deste ou por uma das principais ruas desta zona, a Váci utca. Aprecie a vida a passar a partir de um café e faça algumas compras. Não se preocupe, esta cidade é bem mais barata do que muitas capitais europeias.

Voltando ao rio a partir da Praça Vörösmarty, encontramos uma estátua com história, a Kiskirálylány-szobor, ou Pequena Princesa. O seguir das águas leva-nos até à belíssima Széchenyi Lánchíd, Ponte das Correntes. Se não a atravessarmos já e caminharmos mais um pouco, chegaremos ao grandioso parlamento. Em frente a este, podemos ver alguns sapatos de bronze, um memorial aos judeus húngaros que foram executados pelo governo fascista durante a Segunda Guerra Mundial. A próxima ponte é a que faz a ligação à verdejante Ilha Margarida, onde os locais adoram praticar exercício físico, passear e simplesmente relaxar.

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Um outro percurso que pode fazer é o que leva ao castelo. Comece por atravessar a Ponte das Correntes. Mesmo em frente desta encontrará um histórico funicular que data de 1870. Utilize-o para chegar ao topo ou suba as escadas à sua direita. Para além das vistas, a zona alta do castelo tem muito para se entreter. O destaque claro vai para o Bastião dos Pescadores, um miradouro com vistas fantásticas que foi construído em 1902 em estilo neogótico e neorromânico. Entre na bonita Igreja Matias e passeie pelas ruas antigas.

Explorando ainda esta margem do rio, há que visitar a Citadella, um forte construído depois do fim da Revolução Húngara (1848), que se tornou num símbolo da cidade. Mais à frente, já perto da Ponte da Liberdade, deparamo-nos com a Igreja da Caverna, (Sziklatemplom), escavada nas grutas naturais do Monte Gellért, formadas por águas termais. Mesmo ao lado, como não podia deixar de ser, surgem-nos as Termas Gellért.

É agora tempo de referir uma das peculiaridades da capital húngara. Fiel à herança dos povos que por lá se instalaram, a cidade não deixa dúvidas relativamente à presença de romanos e otomanos – ou não fossem estes dois povos largamente conhecidos pelo gosto que tinham aos “banhos”. É que esta zona foi abençoada por uma abundância surpreendente de fontes termais. Por isso mesmo, ainda hoje em dia, as piscinas e termas são um ponto de passagem obrigatório para quem quer viver “A” experiência típica de Budapeste.

Existem termas inspiradas na era turca (otomana) e no art nouveau, mas também as há mais modernas. Duas das mais famosas são as Termas Gellért e as Termas Szechenyi. Seja qual for a temperatura do ar… não deixe de mergulhar nas águas quentes. Até pode relaxar ainda mais jogando, meio imerso, um belo jogo de xadrez. Queria saber o que não pode mesmo deixar de fazer na capital húngara, verdade?

O terceiro percurso que proponho, dos muitos possíveis, é partir da Praça Erzsébet e percorrer toda a Avenida Andrassy a pé. Prepare-se para descobrir os muitos palácios e casas neorrenascentistas. E para ver (ou entrar) num dos seguintes pontos de interesse: casa da Ópera de Budapeste, Museu dos Correios, Praça Franz Liszt, Antigo Palácio da Arte, Colégio das Belas Artes, Terror Háza (museu sobre os regimes opressores da Hungria), Teatro de Marionetas, Praça dos Heróis,… A caminhada culmina no Városliget, o Parque da Cidade, onde também encontramos as já referidas Termas Szechenyi.

O que resta ver e fazer? Tanta, tanta coisa. Deixo apenas mais 3 sugestões, para deixar ainda algo a descobrir por acaso: a Basílica de Santo Estêvão, a Grande Sinagoga e… Um cruzeiro no Danúbio. O que é certo nesta cidade é um sentimento de que vamos sempre encontrar algo fantástico ao virar da próxima esquina.

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Luís Seco Luís Seco

Autor do blog FotoViajar e do Visit Évora, que criou com o intuito de dar a conhecer a sua cidade e a singular região do Alentejo. Embora enquanto mais jovem não tivesse o hábito viajar, hoje em dia a curiosidade de saber o que existe e como se faz noutros lugares levam-no a estar sempre a pensar em viagens. Gosta especialmente de road trips mas é igualmente fã de cidades cosmopolitas e daquelas que marcaram a História.