Cláudia Pereira
Cláudia Pereira
18 Fev, 2026 - 13:30

Exames nacionais 2026: todas as datas e mudanças que os alunos precisam de saber

Cláudia Pereira

Calendário oficial dos exames nacionais 2026 em Portugal: datas confirmadas pelo IAVE, inscrições, prazos e novidades. Guia completo para o ensino secundário.

alunos concentrados a fazer exames nacionais

A época de exames nacionais de 2026 já tem calendário oficial, publicado pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE). Para milhares de estudantes do ensino secundário, as próximas semanas serão determinantes para garantir que nada falha no caminho até às provas que podem definir o acesso ao ensino superior.

O calendário traz poucas surpresas face aos anos anteriores, mantendo a estrutura consolidada de duas fases de exames e preservando o equilíbrio entre as diferentes disciplinas. Mas conhecer as datas é apenas o primeiro passo.

Inscrições e prazos para 2026

Os prazos específicos de inscrição para os exames de 2026 ainda não foram publicados. A informação sobre prazos de inscrição será divulgada pelo Júri Nacional de Exames quando for publicado o regulamento específico para 2026.

Com base no padrão dos anos anteriores, as inscrições costumam decorrer entre fevereiro e março para a primeira fase, através da Plataforma de Inscrição Eletrónica em Provas e Exames (PIEPE). Os alunos devem estar atentos à publicação oficial dos prazos por parte das suas escolas e do Ministério da Educação.

O processo é totalmente digital. Os alunos internos fazem a inscrição através da própria escola, enquanto os autopropostos precisam de aceder diretamente à PIEPE e apresentar documentação comprovativa das habilitações.

As taxas de inscrição para 2026 ainda não foram oficialmente confirmadas, mas historicamente têm-se mantido estáveis. Nos anos anteriores, os alunos internos abrangidos pela escolaridade obrigatória estavam isentos de pagamento na primeira fase, enquanto os autopropostos pagavam €3 por disciplina. Estudantes beneficiários da Ação Social Escolar nos escalões A e B têm isenção total.

Primeira fase: de 16 a 26 de junho

A primeira fase dos exames nacionais decorre entre 16 e 26 de junho de 2026, concentrando todas as disciplinas mais procuradas pelos alunos do 11.º e 12.º anos. As provas distribuem-se ao longo de 11 dias úteis, com dois turnos diários que começam às 9h30 e às 14h.

Português (639) dá o pontapé de saída no dia 16 de junho, às 9h30, mantendo a tradição de ser a primeira grande prova do ano. No mesmo dia, à tarde, os alunos do 11.º ano têm Economia A (712). A prova de Português continua obrigatória para todos os cursos científico-humanísticos e tem peso significativo para o acesso ao ensino superior.

O dia 17 de junho traz Geometria Descritiva A (708) pela manhã, enquanto o turno da tarde concentra várias línguas estrangeiras: Alemão, Espanhol, Francês, Italiano, Latim A e Mandarim, todas com início às 14h.

Biologia e Geologia (702) realiza-se no dia 18 de junho, às 9h30, seguida por Geografia A (719) no dia 19, também de manhã. Estas provas são cruciais para quem pretende seguir áreas como Medicina, Biologia, Geologia ou Arquitetura.

O dia 22 de junho é particularmente importante, com História A (623) para o 12.º ano às 9h30, a mesma hora em que os alunos do 11.º ano realizam História B e História da Cultura e das Artes. À tarde, Literatura Portuguesa (734) fecha o dia letivo.

Matemática A (635) está agendada para 23 de junho, às 9h30, provavelmente a data mais aguardada e temida por milhares de estudantes. No mesmo horário, os alunos do 11.º ano enfrentam Matemática B e Matemática Aplicada às Ciências Sociais, enquanto à tarde decorrem as provas de Inglês (550).

Física e Química A (715) realiza-se no dia 25 de junho, de manhã, e o calendário fecha com Desenho A (706) no dia 26, também às 9h30. À tarde do último dia, Filosofia (714) encerra a maratona da primeira fase.

As provas orais de Línguas Estrangeiras e Português Língua Não Materna decorrem ao longo de todo o período, entre 16 e 26 de junho, com calendarização definida por cada escola.

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Segunda fase: de 16 a 22 de julho

A segunda fase concentra-se numa semana intensa, entre 16 e 22 de julho de 2026, oferecendo uma segunda oportunidade para quem não obteve aprovação na primeira fase ou pretende melhorar classificações. O leque de disciplinas disponíveis é mais restrito, focando-se nas provas com maior procura.

Português (639) abre a segunda fase no dia 16 de julho, às 9h30, seguido por Geografia A (719) à tarde. O dia 17 traz Física e Química A e Literatura Portuguesa de manhã, com Economia A, História da Cultura e das Artes e Latim A no turno da tarde.

Matemática A (635) realiza-se no dia 20 de julho, às 9h30, acompanhada por Matemática B e Matemática Aplicada às Ciências Sociais no mesmo horário. Filosofia (714) decorre à tarde.

O dia 21 de julho concentra História A (623) pela manhã, juntamente com Biologia e Geologia (702) e História B. À tarde é a vez de Geometria Descritiva A e das várias línguas estrangeiras. O calendário encerra no dia 22 com Desenho A de manhã e Inglês à tarde.

As provas orais de Línguas Estrangeiras decorrem entre 16 e 23 de julho, seguindo o mesmo modelo da primeira fase.

Provas de equivalência à frequência

Para além dos exames nacionais, existe um calendário específico para as provas de equivalência à frequência do ensino secundário, destinadas aos alunos autopropostos que precisam de obter aprovação em disciplinas sem avaliação interna.

A primeira fase destas provas costuma decorrer entre maio e junho, num período anterior aos exames nacionais. O calendário exato é definido por cada escola dentro da janela temporal estabelecida pelo IAVE, permitindo alguma flexibilidade na organização local.

A segunda fase das provas de equivalência à frequência coincide com a segunda fase dos exames nacionais, entre 16 e 22 de julho, exigindo atenção redobrada por parte dos alunos que precisam de realizar ambos os tipos de prova.

Afixação de resultados: datas que contam

Os resultados da primeira fase serão afixados no dia 14 de julho de 2026, segundo o calendário oficial publicado no site do IAVE. Esta data marca o início do prazo para pedidos de reapreciação e define a janela temporal para preparar a candidatura ao ensino superior.

Após a divulgação dos resultados, os alunos têm direito a solicitar a reapreciação das provas, mediante o pagamento de uma taxa. Os resultados dos processos de reapreciação da primeira fase ficam disponíveis no dia 6 de agosto.

Para a segunda fase, as pautas saem no dia 5 de agosto, num calendário mais apertado que reflete a proximidade do início das candidaturas ao ensino superior. Os resultados das reapreciações da segunda fase apenas serão conhecidos no dia 28 de agosto, já muito perto do arranque do novo ano letivo.

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Acesso ao Ensino Superior: regras e mudanças para 2026

O Presidente da República promulgou em fevereiro de 2026 uma alteração significativa: as instituições podem agora exigir entre uma e três provas de ingresso por curso, abandonando a obrigatoriedade de mínimo duas que vigorou em 2025. Esta flexibilização surge após análise que concluiu que a exigência de duas provas afastou cerca de 2.800 candidatos no ano anterior.

A fórmula de cálculo da nota de candidatura mantém-se: média do secundário vale no mínimo 40%, provas de ingresso valem no mínimo 45%, e pré-requisitos podem representar até 15% quando existam. O peso da média do secundário nunca pode ser superior ao das provas de ingresso.

Para concluir o ensino secundário, os alunos continuam obrigados a realizar três exames nacionais: Português (obrigatório) e dois à escolha. Estes exames pesam 25% na classificação final da disciplina (os restantes 75% correspondem à avaliação interna). A nota mínima de aprovação mantém-se nos 9,5 valores.

As datas oficiais de candidatura ao ensino superior para 2026 ainda não foram publicadas, mas o padrão habitual coloca a primeira fase no início de agosto. É fundamental consultar o site da DGES para confirmar os elencos de provas exigidos por cada curso, pois uma escolha errada pode inviabilizar a candidatura.

Preparação e recursos para aproveitar o calendário

Conhecer as datas é apenas o primeiro passo. A proximidade entre algumas provas, como Português (16 de junho) e Biologia e Geologia (18 de junho), exige gestão cuidadosa do tempo. Os especialistas recomendam começar a preparação intensiva três meses antes da primeira prova, o que significa que março é o limite para entrar em modo de estudo sério.

A ferramenta mais eficaz continua a ser a resolução de exames de anos anteriores. O IAVE disponibiliza gratuitamente no arquivo de provas todos os exames desde 1997, com os respetivos critérios de classificação. As informações-prova de cada disciplina detalham conteúdos, estrutura e material autorizado.

Vale a pena criar um cronograma que distribua as matérias equilibradamente, dando prioridade às disciplinas que contam como prova de ingresso para o curso pretendido. Muitas autarquias organizam sessões de estudo orientado gratuitas nos meses que antecedem os exames, úteis para quem não tem recursos para explicações privadas. As bibliotecas escolares e municipais costumam alargar horários em maio e junho.

O calendário está definido, as regras estão claras. Os próximos meses vão passar rapidamente, e quando junho chegar, só ficará a certeza de que quem se preparou bem vai colher os frutos dessa dedicação.

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