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HPV: sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

O HPV, ou Vírus do Papiloma Humano, é responsável por vários tipos de infeções e está presente em mais de 99% dos cancros do colo do útero.

HPV: sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção
Saiba tudo sobre o HPV – Vírus do Papiloma Humano

A infeção por HPV está presente em mais de 99% dos cancros do colo do útero e nas lesões pré-neoplásicas e de acordo com os dados fornecidos pela Liga Portuguesa contra o Cancro, são diagnosticados todos os anos cerca de mil novos casos de cancro do colo do útero em Portugal.

Por este mesmo motivo, fizemos um artigo para dar resposta a todas as suas possíveis dúvidas sobre o HPV.

O QUE É O HPV


virus

A infeção por HPV é considerada uma das infeções sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo.

Este vírus é responsável pela formação de papilomas, isto é, pela formação de lesões. Estas lesões podem ser benignas (como as verrugas, as lesões benignas da orofaringe e os condilomas), contudo em algumas situações mais graves pode evoluir para cancro, com maior incidência para o cancro do colo do útero.

Para que este tema se torne relativamente mais fácil de compreender, existem vários tipos de HPV:

  • alguns tipos de HPV afetam áreas como os pés ou as mãos, originando verrugas ou os chamados “cravos”;
  • por outro lado, alguns tipos de HPV podem infetar a área anogenital (o que significa que este tipo de vírus pode ser sexualmente transmissível durante o ato sexual ou, até, durante o contacto íntimo de pele com pele, entre pessoas em que pelo menos uma esteja infetada).

As lesões provocadas pelo HPV podem ser várias, e nem todas são iguais. Tal facto dá-se, devido ao elevado número de genótipos do vírus.

Atualmente, conhecem-se cerca de 200 genótipos de HPV, e todos eles correspondem a diferentes níveis de perigo para a saúde e bem-estar da pessoa.

Portanto, enquanto alguns vírus provocam infeções totalmente benignas e com a possibilidade de regressão espontânea, outros podem evoluir e provocar lesões cancerígenas.

Sintomas de infeção por HPV

A infeção por HPV é na maioria dos casos uma infeção assintomática, isto é a maioria das pessoas infetadas pelo vírus não apresenta sintomas nem qualquer tipo de sinais.

Muitas vezes, as lesões causadas pelo vírus tipo verrugas estão presentes em locais do corpo pouco acessíveis aos nossos olhos e, por isso, passam despercebidas.

No que diz respeito às verrugas anogenitais ou condilomas, estas podem-se observar na forma de pequenas lesões elevadas (tipo couve-flor), ou podem até mesmo ser lesões totalmente planas.

É importante ainda salientar que nas mulheres, as verrugas podem aparecer em zonas como a vulva, coxas, uretra, reto, ânus e no colo do útero. Para além disto, podem ainda estar associadas a mudanças emocionais e sociais.

Nos homens, as lesões localizam-se no pénis, uretra, ânus e zonas perigenitais.

Em relação à gravidez, em situações extremamente raras, O HPV pode ficar alojado na orofaringe do bebé infetado durante o parto. Neste tipo de casos de ocorrência muito rara, é necessário monitorizar sintomas como o aumento do tamanho e do número de verrugas (que normalmente diminuem logo a seguir ao parto).

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Como é diagnosticada a infeção por HPV?

Muitos homens ainda pensam que a infeção por HPV só afeta o sexo feminino. No entanto, este pensamento está totalmente errado. A infeção por HPV pode ocorrer tanto nas mulheres como nos homens, tudo depende das atitudes que cada um adota na sua vida sexual. Nunca é demais enfatizar o uso de preservativo sempre que houver relação sexual de qualquer tipo.

Nas mulheres, a realização do exame do papanicolau pode identificar algumas alterações precoces nas células do colo do útero associadas à infeção por HPV e que podem evoluir para cancro do colo do útero. Este exame sendo feito de rastreio, permite deste modo que se faça o diagnóstico precoce do cancro do colo do útero e o tratamento atempado com melhoria do prognóstico.

Este exame é de extrema importância para a mulher, porque não há qualquer outra forma ou tipo de exame que permita saber previamente se a mulher está ou não infetada pelo HPV. Contudo não nos dá informação sobre o tipo de vírus. Para isso, utiliza-se o HPV-DNA para identificação do vírus e estirpe viral.

Nos homens, o diagnóstico é feito pela observação direta das lesões, por parte do médico.

Tratamento da infeção por HPV

O tipo de tratamento para a infeção por HPV é indicado pelo médico e pode variar de pessoa para pessoa. Há tratamentos que podem ser feitos em casa e outros que podem somente ser realizados pelo próprio médico.

O tratamento associado à infeção, passa pela aplicação de produto nas lesões. Para além disto, são utilizados métodos como:

  • Crioterapia;
  • Eletrocoagulação;
  • Laser;
  • Excisão cirúrgica (muito raramente).

Importa ainda referir que, muitas vezes depois do tratamento, as verrugas podem voltar a aparecer. Nesses casos, deve ser feito novo tratamento.

Prevenção do HPV

Existem algumas formas de prevenir este tipo de infeção. Contudo, a melhor e mais eficaz maneira de prevenir a infeção por HPV é o uso de preservativo.

Fizemos uma listagem com todas as formas de prevenção da infeção por HPV.

  1. Uso de preservativo: o uso de preservativo está indicado na prevenção de todos os tipos de doenças sexualmente transmissíveis, por isso esta é uma boa forma de se prevenir. No entanto, importa relembrar que as zonas periféricas continuam desprotegidas.
  2. Comportamentos adequados: ou seja, aprender e compreender as medidas de prevenção da infeção por HPV. É extremamente importante que esteja devidamente informado sobre o tema e que realize os exames regulares ginecológicos de forma atempada. Para além disto, é importante que converse com o seu parceiro abertamente sobre doenças sexualmente transmissíveis.
  3. Vacinação: a vacinação é uma medida de prevenção de extrema importância e fundamental. De acordo com o Plano Nacional de Vacinação, a vacina do HPV deve ser feita a raparigas a partir dos 10 anos de idade (no respetivo ano civil). Está prevista a entrada a partir do próximo ano da vacina no Plano Nacional de Vacinação, para jovens do sexo masculino de forma igualmente gratuita. Importa ainda referir que a vacinação não requer a realização de qualquer tipo de teste analítico prévio.

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