Publicidade:

Os 15 países com as maiores reservas de ouro do mundo

Daria tudo por umas quantas barras de ouro? Saiba quais os países com as maiores reservas de ouro do mundo e a importância deste metal precioso.

Os 15 países com as maiores reservas de ouro do mundo
Portugal está na lista

Continua a ser um símbolo de poder e alguns países trocam este metal precioso por diferentes ativos que servem para solidificar o domínio global dessas mesmas nações. Mas afinal de contas, onde podem ser encontradas as maiores reservas de ouro do mundo?

Este metal precioso continua a encantar e apaixonar o mundo inteiro. De acordo com diversas estimativas internacionais, ainda faltam extrair cerca de 52 mil toneladas de ouro que equivalem a cerca de dois triliões de dólares.

O ouro terá sido o primeiro metal a ser descoberto pelo Homem. Vários estudos arqueológicos mostram que no ano de 4000 a.C. este já era trabalhado na Mesopotâmia. Posteriormente, as técnicas de obtenção e manufatura deste metal foram transmitidas às civilizações do Mediterrâneo Oriental, com especial destaque para a cultura egípcia.

Estas são as maiores reservas de ouro do mundo


maiores reservas de ouro do mundo

Os dados do World Gold Council são referentes a dezembro de 2018 e, mais uma vez, colocam Portugal no top 15 dos países com as maiores reservas de ouro do mundo. O nosso país ocupa o 12.º lugar do ranking que continua a ser liderado pelos Estados Unidos da América (EUA).

A lista conta, ainda, com mais três países de língua oficial portuguesa: o Brasil ocupa o 39.º lugar (67,30 toneladas), a Angola aparece em 61.º (19,07 toneladas) e Moçambique em 83.º (4,4 toneladas). Feitas as contas, estes países totalizam 473,27 toneladas de ouro: feitas as contas, são mais de 15 mil milhões de euros.

No top 10 dos países com maiores reservas de ouro do mundo encontramos várias nações europeias: o pódio é composto pela Alemanha e pela Itália. Nesta lista encontramos, ainda, países como a China, o Japão ou a Rússia.

Vamos à lista atualizada:

1. EUA – 8133,46 toneladas

2. Alemanha – 3369,7 toneladas

3. Itália – 2451,8 toneladas

4. França – 2436 toneladas

5. Rússia – 2066 toneladas

6. China – 1842,6 toneladas

7. Suíça – 1040 toneladas

8. Japão – 765,2 toneladas

9. Holanda – 612,5 toneladas

10. Índia – 592 toneladas

11. Taiwan – 423,6 toneladas

12. Portugal – 382,5 toneladas

13. Cazaquistão – 345,4 toneladas

14. Arábia Saudita – 323,1 toneladas

15. Reino Unido – 310,3 toneladas

Quais as vantagens das reservas de ouro?


Durante séculos, o ouro serviu como garantia de valor e permitiu transações em períodos de grande instabilidade. Com o aparecimento da economia mercado e dos Estados centralizados, o seu valor passou a ser mais simbólico e deixou de ser utilizado nas transações quotidianas.

Atualmente, a instabilidade do setor financeiro levou muitos investidores a manter o ouro. Com as dúvidas sobre a qualidade dos títulos de dívida pública e o pessimismo sobre as perspetivas de crescimento das empresas, este metal precioso continua a gerar interesse.

Analisando o mercado internacional, numa economia em que o aumento da taxa de inflação é uma realidade, as reservas de ouro servem para proteger a saúde financeira dos países e, dessa forma, evitar a perda do poder de compra.

Mas há mais vantagens. Este ativo é visto como uma forma de segurança, independentemente do tipo de tensões económicas ou políticas de cada país. Em alturas de crise, as reservas de ouro podem ajudar as nações a pagar ou assegurar juros de dívida mais baixos e a importar produtos.

Assim sendo, na teoria, quanto maior for a reserva de ouro de um país, maiores são as garantias para enfrentar eventuais cenários de crise.

A acumulação de reservas internacionais de ouro tem um papel fundamental em todas as economias:

  • Diminui a oscilação de preços;
  • Estabiliza as taxas de câmbio;
  • Ajuda a diminuir a especulação.

Existem dois motivos que podem levar um país a acumular reservas internacionais de ouro: para incentivar a acumulação e conter a valorização da moeda do país, estimulando dessa forma o crescimento das exportações; e garantir uma maior proteção sobre fluxos de capitais súbitos. Por isso, no cenário geopolítico, o ouro é visto como protetor tanto para a subida dos preços como para a perda do poder de compra.

A longo prazo, o ouro é considerado um ótimo protetor contra a inflação, pois quando os preços tendem a subir, o ouro também valoriza. A curto prazo, o ouro também pode proteger nos momentos mais instáveis das praças financeiras, ajudando a minorar as consequências geradas pela instabilidade dos mercados.

As origens da “relíquia bárbara”

Em 1924, o economista John Maynard Keynes apelidou o ouro de “relíquia de tempos bárbaros”. Contudo, não se sabe ao certo quando começou a exploração do ouro. De acordo com os registos históricos, os primeiros indícios remontam à pré-história. Ainda assim, foi apenas entre o século XIX e o início da Primeira Guerra Mundial que o ouro começou a ser usado como sistema monetário.

Na altura, o sistema era denominado de “padrão-ouro” e foi criado para definir o valor de uma determinada quantidade de moedas a partir do valor real do ouro.

O objetivo? Gerar uma maior harmonia na economia internacional e respetivas transações, permitindo que cada nação mantivesse uma balança comercial equilibrada através de uma base monetária consistente e com igualdade cambial.

Ver também:

Pedro Andrade Pedro Andrade

O amor à voz e às palavras levou-o, desde sempre, à rádio. Entrega-se à escrita (mais ou menos) criativa sem nunca esquecer a paixão pelo mar, pela boa comida e pelos serões rodeado da família e amigos.

O E-Konomista disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento fiscal, jurídico ou financeiro. O E-Konomista não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões. A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral e abstrata, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui qualquer garantia nem dispensa a assistência profissional qualificada. Se pretender sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].