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Mudar de curso na universidade: como fazer?

Mudar de curso na universidade é um escolha de muitos estudantes, que acabam por preferir seguir outro caminho. É o seu caso? Saiba mais.

Mudar de curso na universidade: como fazer?
Mudar não é impossível

Anos e anos de estudo antecedem a universidade. E durante grande parte desse tempo, muitos jovens sonham em ingressar no ensino superior para seguir uma determinada carreira. Por vezes, as expectativas não correspondem à realidade, o que leva muitos a querer mudar de curso na universidade.

Tal ocorrência é comum e existe essa possibilidade de mudar. Saiba como fazer, para continuar a cumprir os objetivos académicos, onde realmente quer.

Mudar de curso na universidade: tópicos importantes


Para a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), considera-se como uma mudança de curso, a inscrição de um estudante num curso diferente daquele em estava inscrito e que se encontrava a frequentar, seja na mesma ou noutra instituição de ensino superior, podendo ou não verificar-se uma interrupção da sua atual inscrição no ensino superior.

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Razões para mudar

Convém estar ciente que a mudança de curso não deve ser feita de ânimo leve. Mudar de curso é algo que deve encarar com seriedade e que – a fazer – deve ser feito com ponderação. Há custos associados e tempo perdido. Contudo, estar no curso errado contribui negativamente para a saúde mental e emocional dos estudantes. É importante estar ciente e consciente das escolhas feitas.

Quem pode pedir a mudança

  • Estudantes que estejam matriculados e inscritos noutra instituição de ensino ou curso e não o tenham concluído;
  • Aqueles que tenham realizado os exames nacionais do ensino secundário correspondentes às provas de ingresso fixadas para esse ano, no âmbito do regime geral de acesso. Exames esses que podem ter sido realizados em qualquer ano letivo;
  • Ou ainda aqueles que tenham obtido a classificação mínima exigida pela instituição de ensino superior, nesse ano, no âmbito do regime geral de acesso;
  • Estudantes que tenham estado matriculados e inscritos em instituição de ensino superior estrangeira num curso de grau superior (de acordo com legislação do país em causa) e não o tenham concluído.

Como mudar de curso na universidade?

Tenha atenção que cada instituição de Ensino Superior é livre para desenvolver as suas próprias regras e prazos, desde que na mesma linha da legislação em vigor. Segundo a DGES “os prazos em que devem ser praticados os atos no regime de mudança de par instituição/curso, em cada ano letivo, são também fixados pelas IES e publicados no sítio da instituição na Internet.”

A mudança também está condicionada por número de vagas “as quais são fixadas pela instituição de ensino superior onde o estudante pretende ingressar.”

O regime de mudança de par instituição/curso pode ser requerido em/por:

  • Instituições de ensino superior público (exceptuando as instituições de ensino militar e policial);
  • Instituições de ensino privado;
  • Ciclos de estudos de acesso ao grau de licenciado e aos ciclos de estudos integrados que atribuam o grau de mestre.

No site da DGES vai poder aceder a toda a informação que necessita sobre a mudança de curso.

A mudança de curso deve ser requerida “ao órgão legal e estatutariamente competente da instituição de ensino superior” na qual o estudante se pretende matricular e inscrever, sendo a decisão validada pela mesma instituição e válida apenas para a inscrição no ano letivo a que diz respeito. Mantenha-se sempre informado/a sobre as regras/limitações próprias da instituição que frequenta e para a qual pretende mudar.

Regras mais apertadas

Há regras apertadas para quem que uma mudança de curso. É que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) pretende proibir a mudança de curso ou instituição no ano de entrada para o Ensino Superior. Esteja atento às informações e não dispense a consulta da legislação aplicável nem dos regulamentos definidos pela Instituição de Ensino Superior que frequenta ou pretende frequentar.

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Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.