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Adolescentes e o sexting: quais os perigos e sinais de alerta?

Foram feitos 23 estudos e inquiridas mais de 40.000 pessoas com menos de 18 anos, que concluem que o sexting está associado a uma maior atividade sexual.

Adolescentes e o sexting: quais os perigos e sinais de alerta?
Prática está também associada a transtornos mentais

Maior atividade sexual, mas não só. Foram realizados 23 estudos, a menores de idade, que indicam que o sexting está também relacionado com outros distúrbios. A prática é relativamente recente e serviu de propósito para questionar 41 .723 jovens com menos de 18 anos.

Os perigos do sexting


homem usa telemovel

A investigação foi feita pela JAMA Pediatrics que, em conjunto com a Universidade de Calgary, estudou um fenómeno muito ativo entre os adolescentes: o sexting. O objetivo desses estudos era perceber se existia algum tipo de relação entre essa prática e a atividade sexual (para além da saúde mental).

O sexting dá nome a uma troca de mensagens muito específica entre duas ou mais pessoas. Essa troca consiste no envio de conteúdos sexuais ou eróticos (como texto, imagens e vídeos) através de um telemóvel (ou outro dispositivo eletrónico). Falamos, por isso, de um género de comunicação que é totalmente voluntário e muito popular entre a geração mais jovem.

O que se apurou

A investigação, constituída por 23 estudos distintos, tinha como questão principal “Is youth sexting associated with sexual behaviors and mental health?” (“O sexting entre adolescentes está associado com comportamentos sexuais e saúde mental?”).

Concluiu-se que o sexting está, de facto, altamente associado a atividade sexual regular, mas não só. Os estudos levados a cabo demonstram também que, os adolescentes que trocam esse tipo de mensagens, têm maior probabilidade de ter múltiplos parceiros sexuais, sendo a utilização de métodos contracetivos praticamente nula.

De facto, os jovens que trocam mensagens de sexting, têm 2,16% mais probabilidades de não usar qualquer contracetivo do que aqueles que não o fazem.

Os mesmos adolescentes têm mais facilidade em desenvolver comportamentos considerados “delinquentes” (numa maior probabilidade de 2,50%), que não exteriorizam (nem com membros do agregado familiar, nem com amigos). Os inquiridos demonstraram ainda maior inclinação para o consumo de tabaco e drogas (existindo 3,48% mais risco de o fazerem).

Outros números que podem impressionar são os relacionados com a saúde mental. Na verdade, os adolescentes que trocam estas mensagens, têm 1,79% mais de probabilidade de vir a sofrer de ansiedade e/ou depressão.

Talvez não consiga perceber a relação entre uma prática do género e uma doença mental, mas a verdade é que, da mesma forma que mensagens de sexting podem ser bem sucedidas, também há as que não o são – pelo que existem jovens que se sentem rejeitados e ficam mais fragilizados em relação a si próprios.

pessoas usam telemovel

O que deve ser feito

A investigação foi mais longe no que toca às sugestões que dá face às conclusões obtidas. A verdade é que estamos perante números preocupantes, numa Era cada vez mais digital onde, por vezes, a informação não é tão bem divulgada quanto deveria.

De acordo com os estudos, é necessário que exista mais ações de sensibilização que eduquem os mais jovens sobre estas práticas e sobre as consequências que essas podem ter. Não basta educar os adolescentes sobre as práticas sexuais, mas sobretudo sobre o mundo digital onde hoje vivemos.

Os perigos da Internet são vários e podem acontecer com qualquer pessoa. O conteúdo enviado por alguém pode facilmente acabar divulgado noutras plataformas sem o conhecimento da própria pessoa. Casos mais extremos podem também levar a encontros com indivíduos desconhecidos, que afirmam ser quem, na verdade, não são.

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Luísa Santos Luísa Santos

Licenciada em Ciências da Comunicação - Jornalismo, Mestre em Multimédia, cantora sem diploma nas horas livres. Trabalha atualmente em Marketing e Comunicação, é viciada em redes sociais e fervorosa adepta do desenrasque.