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Assunção Duarte
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17 Mai, 2018 - 12:00

Os 6 maiores perigos das redes sociais

Assunção Duarte

Há quem compare as redes sociais a carros sem travões, conduzidos a grande velocidade por indivíduos com pouca experiência. Conheça os perigos das redes sociais.

Os 6 maiores perigos das redes sociais

Os perigos das redes sociais são reconhecidos pelos próprios gigantes tecnológicos que as criaram e as mantêm a funcionar: “Apesar de ser um otimista, não ignoro os perigos que a Internet pode provocar, mesmo no seio de uma democracia que funciona bem”, afirmou Samidh Chakrabarti, num texto publicado no Newssroom do Facebook, em janeiro de 2018.

Samidh Chakrabarti é o chefe da equipa responsável pela análise e gestão do envolvimento cívico de uma das maiores plataformas de comunicação virtual da atualidade: o próprio Facebook.

Se, por um lado, as redes sociais serviram para dar voz às pessoas anónimas e para as ajudar a desempenhar uma papel ativo junto das instituições governamentais e empresariais, por outro abriram a porta a uma série de perigos – que, até há algumas décadas atrás, ninguém suspeitava que viessem a assombrar a comunicação online.

Cabe a cada um de nós conhecer estes perigos das redes sociais para saber como evitá-los e como minimizar os danos que possam trazer à nossa vida real.

Esteja atento aos perigos das redes sociais

No topo da lista de preocupações desta equipa de trabalho estão as fake news (notícias falsas) e a facilidade com que se propagam nesta rede, e as questões de segurança e proteção da privacidade dos seus utilizadores. Mas há muito mais.

perigos das redes sociais

1. Muito tempo online afeta a saúde mental e física

Hoje, já é possível estar ligado à Internet 24 horas por dia a um custo relativamente baixo. Isso quer dizer que o uso desregulado das redes sociais é já uma realidade e pode tornar-se um vício. E, como todos os vícios, as consequências não se afiguram boas.

Apesar de ainda ser cedo para conseguir avaliar cientificamente os efeitos desta tendência na saúde mental – serão necessários mais anos para comprovar os primeiros estudos já realizados -, algumas investigações mostram que transtornos psicológicos e físicos podem estar associados ao uso excessivo das redes sociais.

Alguns exemplos são: deficit de atenção, problemas de visão e coluna, perturbação do sono e insónia, criação de uma falsa sensação de preenchimento e de uma falsa sensação de participação na vida dos outros, criação de laços superficiais, afastamento das pessoas do mundo real e dificuldade em lidar com a frustração. Por isso, reduza o tempo de utilização.

2. Redes sociais criam ansiedade e baixa auto-estima

Os mais novos e as crianças estão particularmente sujeitos a este tipo de problemas emocionais, mas os adultos também não escapam. A ansiedade é potenciada pela constante procura de aprovação para conseguir mais likes ou seguidores e a baixa autoestima é promovida pela constante comparação entre a vida real de cada utilizador e as vidas virtuais com que contacta online.

Os utilizadores publicam no seu mural mensagens que testemunhem uma vida feita de momentos bons e exuberantes, criando a ilusão de vidas fáceis e divertidas, com as quais a vida real de cada um tem dificuldade em competir.

O inverso também acontece. É possível que o acesso constante a publicações depressivas, negativas ou alarmistas aumente a ansiedade e o estado depressivo dos utilizadores. Por isso, tenha em atenção a forma como usa as redes sociais. Nem tudo o que parece, é.

3. O efeito bolha de conteúdos viciados

O desfasamento cultural também pode acontecer, criando mundos virtuais paralelos que dificilmente se tocam ou comunicam. Este distanciamento é alimentado por algoritmos que selecionam as publicações e as notícias que os utilizadores podem ver, a partir de uma análise dos likes que eles fazem na rede, criando o efeito de um utilizador fechado numa bolha de conteúdos que pouco variam ou se diversificam.

Este efeito evita que o utilizador procure saber mais e conhecer mais fora da sua zona de intervenção (amigos). Uma ferramenta que foi criada para ligar o maior número de pessoas online, acaba por fechá-las num circuito limitado de amigos, de conteúdos e de temas de conversação. Procure sair dele, na vida virtual e na vida real.

social

4. Os perigos da exposição pública

Tudo o que é colocado na Internet fica eternamente na Internet e poderá ser encontrado mais tarde por empregadores, familiares e amigos. Cada vez mais, o que as pessoas publicam nas redes sociais é utilizado para formar um perfil público da sua pessoa. A esse perfil podem aceder pessoas individuais, com boas ou más intenções, empresas ou qualquer outro tipo de organização.

As questões de segurança e seleção de conteúdos tornaram-se altamente importantes para quem usa as redes sociais e devem estar no foco de toda e qualquer utilização da comunicação online.

Os cuidados a ter com a exposição pública, como o proteger conversas confidenciais e informações demasiado pessoais, devem ser prioritários porque essa exposição pode afetar negativamente a sua vida pessoal e profissional.

5. Questões de segurança: evitar o assédio

Dar constantemente informações sobre a sua vida real, morada, contactos, localização geoespacial não é boa ideia. Não está de todo a seguir o conselho que a sua mãe lhe deve ter dado quando era criança: “não fales com estranhos”.

O distanciamento físico que a comunicação online proporciona parece atenuar a pertinência deste conselho, mas é apenas uma ilusão. Há coisas que não deve partilhar nas redes sociais. A exposição pública é tão perigosa para a sua intimidade e sucesso profissional como para a sua segurança física. Guarde tudo o que é pessoal para os seus amigos reais ou para grupos de conversação privada.

6. Proteja as crianças

As crianças são particularmente vulneráveis às questões de segurança. Limite a publicação de fotos dos seus filhos, das suas rotinas e hábitos diários. Tenha consciência que as suas ações no mundo virtual podem ter graves consequências no mundo real.

Proteja as crianças ensinando-as também a ter comportamentos seguros de utilização das redes sociais, de forma a que possam aproveitar o que de melhor elas oferecem, sem sofrer com o seu lado mais negro e perigoso.

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