Elsa Santos
Elsa Santos
22 Mai, 2019 - 01:53
5 benefícios de uma experiência internacional para a sua carreira

5 benefícios de uma experiência internacional para a sua carreira

Elsa Santos

Uma experiência internacional pode ser algo muito positivo a nível profissional, mas também pessoal. Conheça algumas razões para o fazer.

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Uma experiência internacional pode trazer-lhe um retorno muito significativo e são vários os motivos que podem justificar essa decisão. A disparidade entre as condições de trabalho entre Portugal e outros países, nomeadamente, da Europa, ou o facto de vivermos num mercado laboral cada vez mais global proporciona o desejo e a oportunidade de muitos profissionais trabalharem (e viverem) no estrangeiro.

A curto, médio ou a longo prazo, uma experiência internacional na sua área de trabalho (ou outra) é uma oportunidade excelente para crescer a nível profissional e também pessoal.

O facto de abraçar um conjunto de novos desafios num país diferente, pode até apresentar algumas dificuldades, mas se as conseguir contornar e tirar partido dos benefícios, vai, com certeza, ganhar muito com isso. Pode até conseguir fazê-lo sem sair do seu país de origem.

Assim, a disponibilidade para uma experiência internacional é algo cada vez mais valorizado pelas entidades empregadoras, o que pode, numa futura entrevista de emprego, representar uma relevante vantagem em relação aos demais candidatos.

Apresentamos-lhe algumas razões para trabalhar no estrangeiro.

5 razões para apostar numa experiência internacional

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Apresentamos-lhe uma mão cheia de razões para levar o seu trabalho mais longe e embarcar numa experiência internacional.

1. Melhores condições de trabalho

Os prémios de desempenho, a cultura da empresa, o pacote salarial e as perspetivas de progressão de carreira preenchem realidades laborais no estrangeiro bem mais apelativas que a portuguesa, de um modo geral. Este é uma das principais razões que justificam a aposta numa experiência internacional.

2. Flexibilidade

A disponibilidade para emigrar demonstra a capacidade de sair da zona de conforto, de arriscar e adaptar-se a outras realidades. Esta flexibilidade representa um verdadeiro trunfo no mercado atual.

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3. Maior progressão na carreira

O potencial económico nos mercados emergentes e a escassez de competências em determinadas áreas levaram a que muitas empresas necessitassem de alocar alguns colaboradores em países onde as suas competências são necessárias.

Esta realidade abriu um leque de oportunidades para profissionais no mundo inteiro, permitindo-lhes ampliar as suas carreiras ao trabalhar no estrangeiro. Por outro lado, em muitas empresas, a mobilidade interna permite aos colaboradores experimentarem outras funções, o que auxilia a progressão na carreira.

4. Valorização profissional

Ao conseguir responder à exigência de empresas internacionais está a desenvolver e a adquirir competências ao mais alto nível, conseguindo, assim, valorizar-se profissionalmente. A diversidade de conhecimentos, práticas, hábitos e métodos de trabalho, realidades e exigências, vão permitir-lhe aumentar (e muito) o seu valor no mercado.

5. Conhecimento

Um novo idioma, novos costumes, hábitos, sabores, métodos de trabalho, o querer esforçar-se em vez de estar permanentemente na sua zona de conforto, vão permitir-lhe alargar a sua cultura geral, assim como o modo como vê os outros e a si mesmo.

Uma experiência internacional oferece um retorno muito significativo a todos os níveis, fá-lo “ganhar mundo” que fica para a vida, e isso só pode ser positivo.

Trabalhar no estrangeiro: Reino Unido entre as preferências

experiencia internacional

Para os que escolhem sair do país, o Reino Unido, Angola, Espanha, Suíça e Moçambique são os destinos eleitos por mais de metade dos portugueses inquiridos pela Hays – empresa britânica líder nos serviços de recrutamento e recursos humanos em todo o mundo.

Estes dados constam no Guia do Mercado Laboral 2019, onde se indica ainda que 89% dos profissionais encontrou, nos mercados estrangeiros, um reconhecimento do potencial, das capacidades e dos conhecimentos superior ao encontrado em Portugal.

Porém, para aqueles que estão ainda em vias de deixar o país, a vizinha Espanha lidera o pódio, com 48% dos inquiridos a manifestar interesse em trabalhar em terras de nuestros hermanos. Apesar de o Reino Unido estar na eminência de sair da União Europeia, ainda reúne 41% das preferências para uma experiência internacional.

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No ranking dos destinos mais desejados pelos portugueses para emigrar, estão ainda a Suíça, os Estados Unidos da América e a Alemanha.

Trabalhar no estrangeiro passou de necessidade a oportunidade

O estudo da Hays revela a comparação do grau de satisfação entre os profissionais que trabalham dentro e fora do país. O documento mostra grandes disparidades no que respeita a perspetivas de progressão de carreira, nos prémios de desempenho, na cultura da empresa e no pacote salarial. Enquanto no estrangeiro, o grau de satisfação atinge os 89%, em Portugal não vai além dos 42%.

Relativamente a outros fatores como os horários, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, a localização da empresa e a situação contratual, apresentam avaliações semelhantes.

De acordo com o Guia da Hays “a estabilização da economia portuguesa e o consequente efeito positivo no mercado de trabalho parecem estar a contribuir para um abrandamento muito significativo nas tendências de fuga de talento para o estrangeiro nos últimos dois anos”.

Os resultados do mesmo estudo mostram ainda que “apenas 37% dos profissionais revela interesse em trabalhar no estrangeiro, valor esse que, no período mais crítico da crise, chegou a atingir os 80%”.

Há setores que se destacam, como a Banca e Seguros (56%), Legal (46%), Construção e Imobiliário (46%), Retalho (42%) e Marketing (41%), que são, aliás, os mais atrativos em países estrangeiros.

Apesar de Portugal ter ainda de trilhar um longo caminho para oferecer condições mais atrativas capazes de fixar talentos, os empregadores nacionais valorizam (e muito) os candidatos que apresentam uma experiência internacional.

Assim, a mobilidade internacional é uma tendência em crescimento. Já não se emigra apenas por necessidade, mas pela experiência em si, pela “bagagem” que ela permite arrecadar. Esta disponibilidade e capacidade de adaptação são cada vez mais valorizadas pelos empregadores. Numa próxima oportunidade de emprego a que se candidate, marcará a diferença.

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