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Um guia para tempos complicados
Luís Neves
Luís Neves
24 Nov, 2020 - 15:47

Estes são os carros mais perigosos de conduzir

Luís Neves

Nenhum veículo é perfeito, mas alguns têm problemas que colocam em risco a segurança dos ocupantes. Conheça os carros mais perigosos de conduzir.

carro na estrada como exemplo dos carros mais perigosos de conduzir

Nos automóveis, há defeitos e defeitos. Uns obrigam a constante deslocação à oficina (e consequente “rombo” na carteira), outros são mais graves e colocam em risco a segurança. Neste sentido, deixamos aqui uma lista dos carros mais perigosos de conduzir de todos os tempos e o porquê.

É certo que atualmente os carros novos passam por um sem número de testes (repetidos e completos) para garantir que sejam tão seguros quanto o possível. Infelizmente, isso nem sempre é suficiente para evitar tragédias ou enormes sustos para condutores e proprietários.

Embora estes sejam os carros mais perigosos de conduzir e já não estejam à venda, a verdade é que alguns ainda podem ser encontrados facilmente no mercado de usados.

Os 10 carros mais perigosos de conduzir

BMW Isetta

O Isetta foi a tentativa da BMW em fazer um carro acessível a todos. Foi descontinuado por diversos factores, entre os quais pela sua arquitetura considerada insegura.

Este estranho veículo tinha a porta colocada na frente e, em caso de colisão frontal, essa era toda e única proteção que os passageiros podiam contar. Também era a única porta do veículo e, às vezes, bloqueava os ocupantes no interior quando danificada, tornando-se uma potencial armadilha mortal em caso de incêndio.

Além disso, não era capaz de garantir a integridade dos ocupantes devido à fragilidade e proximidade da carroçaria (leia-se chapa) com os ocupantes. Qualquer toque teria consequências físicas para os ocupantes.

Fiat Punto

O Fiat Punto entra para esta lista dos carros mais perigosos de conduzir, pois tem um triste recorde: é o único carro do mundo com 0 estrelas no EuroNCAP.

Olhando para os carros desta lista não é que seja o pior, mas sendo um carro moderno, que estava à venda até 2017, não estava à altura do que se exigia.

Se procura um carro compacto relativamente novo com boa segurança geral, não recomendamos este modelo.

Proton Arena

Felizmente, esta pick-up compacta nunca chegou ao mercado europeu, mas foi o melhor carro da Proton internacionalmente, ou o mais popular. Fabricado na Malásia desde 2002, tinha 4,45 metros de comprimento e pesava apenas 1.045 quilos.

Por ser uma pick-up com tração dianteira, o Arena tinha a tendência de seguir em frente quando se deparava com curvas. Se batesse em alguma coisa, a morte estava garantida.

Quando os australianos decidiram fazer um teste de colisão, ficou-se por uma estrela (em cinco).

Ferrari 458 Italia

É um dos mais desejados modelos da Ferrari dos últimos tempos, mas também um dos que mais aquece. Tanto que deu origem a vários incêndios. Ao todo foram registados pelo menos 1.248 incêndios.

O problema encontra-se num adesivo especial utilizado nos guarda-lamas. O adesivo, por estar próximo do escape, entraria em combustão, causando incêndios.

A Ferrari corrigiu o problema ao trocar o adesivo inflamável por uma peça metálica.

Chevrolet Cobalt

O Cobalt teve um problema na ignição, que fazia com que o motor deixasse de funcionar a qualquer momento, causando milhares de acidentes nos Estados Unidos.

O problema era conhecido pela General Motors, que tentou escondê-lo.

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Ford Bronco II

Este icónico “jipe” foi construído na mesma plataforma da Ford Ranger, uma pick-up alta e estreita com uma distância entre eixos curta, algo que o tornava propício a capotar.

Um estudo realizado em 1990 descobriu que, anualmente, 70 pessoas perderam a vida por capotamento com modelos Bronco. Pouco depois, o modelo foi retirado do catálogo em detrimento do Ford Explorer, mais comprido.

Por isso mesmo, também ele entra na lista como um dos carros mais perigosos de conduzir.

Yugo GV

A vida útil deste veículo sérvio era de cerca de 50.000 quilómetros, e a construção era tão má que simplesmente conduzir o carro causaria a queda de peças devido às vibrações.

Pior do que tudo, qualquer colisão frontal levaria o motor a recuar para o interior, atingindo os ocupantes.

A falta de segurança e robustez ficou em evidência e tornou-se notícia quando a jovem Leslie Ann Pluhar parou o seu Yugo azul de 1987 na ponte Mackinac, no Michigan, e uma rajada de vento na ordem dos 88 km/h atirou o carro abaixo da ponte. A jovem acabou por não sobreviver.

DeLorean DMC-12

O DeLorean estará para sempre associado ao conceituado filme “Back to the Future”, e lembrado com carinho como a máquina do tempo usada pelo personagem principal, Marty McFly (Michael J. Fox), para viajar no tempo.

No entanto, o que os espectadores se devem ter esquecido rapidamente é que o DeLorean DMC-12 foi usado como uma piada no filme. Só ver o DeLorean nos grandes ecrãs já é deveras cómico devido à história infame do automóvel.

O modelo DMC-12 foi o único automóvel produzido pela Delorean Motor Company e revelou-se um enorme fracasso devido à sua carroçaria aço inoxidável, o que significava que, em caso de acidente, os resultados eram catastróficos.

Além disso, as portas “asa de gaivota” tornaram-se uma armadilha mortal para seus ocupantes, pois em caso de capotamento não tinham forma de sair do interior.

Ford Pinto

O Ford Pinto tirou a vida a mais de 900 pessoas devido a rotura do depósito de combustível quando sofria um acidente.

A Ford não queria gastar 1 dólar numa peça que evitasse a rotura e, em 1977, foi descoberto que o construtor estava ciente do defeito e que se recusava a corrigi-lo, levando a ações judiciais individuais.  Em 1978, a peça foi instalada.

Porsche 901

O 901, como quase todos os 911 da “velha guarda”, são conhecidos pelo seu comportamento irrequieto e à prova de erro. A explicação encontra-se na configuração do motor traseiro e o peso reduzido, ostentando uma direção imprecisa e enorme sobreviragem.

Para suavizar o comportamento e torná-lo mais dócil, a Porsche instalou pesos de aço no para-choques até a entrada do 930, quando a aerodinâmica foi aprimorada.

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