Uma tarde no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, custa 35 euros a uma família com dois filhos. No Centro Ciência Viva de Bragança, o bilhete família fica por 7 euros. A rede tem 22 centros espalhados pelo país, e o preço da visita muda muito de um para outro. Há, ainda assim, pontos em comum: todos os centros analisados têm bilhete família, e a rede inteira aceita o mesmo cartão anual, com entrada livre em qualquer centro.
Para quem planeia mais do que uma visita por ano, as contas mudam. Duas idas ao Pavilhão do Conhecimento chegam para pagar o cartão de 70 euros e a partir daí as entradas nos restantes centros ficam incluídas.
O que são os Centros Ciência Viva e onde ficam
Os Centros Ciência Viva são espaços interativos de divulgação científica, integrados na rede da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. São 22 centros, do Minho ao Algarve e aos Açores, pensados para crianças e adultos experimentarem ciência com as próprias mãos.
No Norte ficam os centros de Bragança, Vila do Conde, Arcos de Valdevez, Braga, Vila Nova de Foz Côa (Museu do Côa) e Barca d’Alva, a que se juntam o Planetário do Porto e a Galeria da Biodiversidade, também no Porto. No Centro e em Lisboa, a lista inclui Aveiro (Fábrica), Coimbra (UC Exploratório), Proença-a-Nova, Alviela (Alcanena), Constância e o Pavilhão do Conhecimento.
O Sul conta com Campo Maior (Centro de Ciência do Café), Estremoz, Lousal, Lagos, Faro e Tavira. Nos Açores, há o Expolab, em São Miguel, e o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, no Faial. Braga, Porto e Constância têm planetário. Quem quiser comparar sessões e preços pode consultar o guia dos planetários em Portugal.
Quanto custa a entrada nos principais centros
Nos Centros Ciência Viva, cada espaço define o seu preçário. A tabela reúne os valores publicados nos sites oficiais de cinco centros, consultados em outubro de 2026.
| Centro | Adulto | Criança/jovem | Bilhete família |
|---|---|---|---|
| Pavilhão do Conhecimento (Lisboa) | 15 € | 10 € (3-17 anos) | 35 € |
| UC Exploratório (Coimbra) | 10 € | 8 € (a partir dos 3 anos) | 20 € |
| Planetário do Porto (por sessão) | 6,60 € | 4,40 € (3-17 anos) | 15,40 € |
| Centro Ciência Viva de Lagos | 6 € | 3 € (6-17 anos) | 15 € |
| Centro Ciência Viva de Bragança | 3 € | 1,50 € (3-6 anos) | 7 € |
O bilhete família compensa quase sempre. No Pavilhão do Conhecimento, dois adultos e dois filhos pagariam 2 × 15 + 2 × 10 = 50 euros em bilhetes individuais, contra 35 euros no bilhete família. No Exploratório, a diferença é de 36 para 20 euros.
Atenção à composição da família, que não é igual em todo o lado. Em Lisboa e no Porto, o bilhete cobre dois adultos e filhos até aos 17 anos; em Bragança, um casal e filhos até aos 18. As crianças mais pequenas entram de graça: até aos 2 anos em Lisboa, Coimbra e no Porto, e até aos 5 anos em Lagos. Em Bragança, o preço de criança aplica-se dos 3 aos 6 anos.
Há ainda centros com entrada simbólica. Em Constância, a entrada custa 2 euros, mas as atividades guiadas (planetário incluído) são pagas à parte: 4 euros por pessoa ou 10 euros por família (dois adultos e três jovens com menos de 18 anos). A Galeria da Biodiversidade, no Porto, tem bilhete normal de 5 euros. Os restantes centros têm preçários próprios, que convém confirmar no site de cada um.
Cartão Circuitos Ciência Viva: quando compensa
O cartão Circuitos Ciência Viva custa 70 euros e dá entrada ilimitada nos 22 centros durante um ano, a contar da ativação. Serve para dois adultos ou para dois adultos e filhos até aos 17 anos, sem limite de filhos.
As atividades dentro dos centros não estão incluídas, e o código de ativação expira 60 dias após a compra. Filhos entre os 18 e os 25 anos podem ser acrescentados por 10 euros cada. A renovação online, no último mês de validade, tem um desconto de 5 euros.
Para perceber se compensa, basta somar os bilhetes família dos centros que pensa visitar. Pavilhão do Conhecimento e Exploratório somam 35 + 20 = 55 euros. Basta uma terceira visita com bilhete família de 15 euros, como a de Lagos, para chegar aos 70 euros do cartão. Já uma família que só visite o centro de Bragança precisaria de 10 visitas para chegar aos 70 euros.
Faça esta conta antes de comprar: se os bilhetes previstos para os próximos 12 meses chegam aos 70 euros, o cartão vale a pena. Atenção às sessões de planetário e outras atividades, que podem ser pagas à parte — confirme junto do centro.
O cartão traz ainda descontos em mais de 300 parceiros (restauração, alojamento, museus) e 30% nas viagens de ida e volta em comboios Intercidades, Regional e InterRegional da CP até à estação mais próxima do centro. Para isso, é preciso mostrar o cartão e um documento de identificação, e provar a visita no regresso. Este desconto não acumula com outras promoções.
Como visitar sem pagar ou pagar menos
O Pavilhão do Conhecimento tem entrada livre a 16 de maio (Dia Nacional dos Cientistas), a 25 de julho (aniversário) e a 24 de novembro (Dia Nacional da Cultura Científica). Bragança faz o mesmo a 16 de maio, 30 de junho e 24 de novembro. Antes de sair de casa, confirme no site do centro mais próximo se tem datas semelhantes.
Outra opção é a bilheteira solidária da rede, que oferece entradas gratuitas diárias a pessoas ou famílias que as peçam ao balcão. Não é preciso provar qualquer condição, mas cada centro define a sua quota diária, em Bragança, são cinco bilhetes por dia, sem reserva; em Lagos, até três.
Em Lisboa, há também a happy hour: a partir das 17h00, de terça a sexta-feira (exceto feriados), os bilhetes individuais e de família têm 50% de desconto. A família paga 17,50 euros. O senão é o tempo: nos dias úteis, a última entrada é às 17h30.
Os cartões de desconto também ajudam. No Pavilhão do Conhecimento, nos bilhetes individuais (não no bilhete família), o Cartão Jovem dá 15% de desconto e os cartões INATEL e CP dão 10%, sem acumular. Quem ainda não tem, pode ver como pedir o Cartão Jovem e que descontos oferece. Em Lagos, os residentes no concelho entram grátis ao domingo, com comprovativo de morada.
Para adolescentes com interesse em ciência, a Ciência Viva vai além dos centros: o programa de ocupação científica nas férias leva alunos do secundário a estagiar em laboratórios durante o verão. E, para outros programas culturais sem custos, vale a pena saber em que dias os museus nacionais são gratuitos.
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