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Luana Freire
Luana Freire
25 Mai, 2020 - 15:34

10 coisas que os cães odeiam (e que o dono pode evitar)

Luana Freire

Sim, há duas mãos cheias de coisas que os cães odeiam e que qualquer dono atento e com boa vontade pode evitar. Descubra o que não agrada ao seu patudo.

Cias que os cães odeiam e podem ser evitadas

Tal como acontece entre humanos, dividir a casa e ter uma relação de proximidade diária pode, também, gerar alguns dissabores para o seu cão. E há coisas que os cães odeiam mesmo.

Surpreso? Sim, é verdade: é natural que apareçam alguns “desentendimentos” entre cães e donos, devido à má interpretação de gestos e sinais. Isso, basicamente, quer dizer que este é até um problema bastante simples de resolver: basta que descubra quais são essas coisas que os cães odeiam e passe a evitá-las na rotina. Vamos descobrir como?

Para evitar que situações pouco agradáveis para o seu animal interfiram no vosso vínculo de amizade – podendo ter resultado sobre a relação de respeito e, até, provocar traumas psicológicos no patudo – temos 10 dicas muito simples de adotar e que vão afastar os desentendimentos. Fique atento a cada uma destas coisas que os cães odeiam.

10 coisas que os cães odeiam e que vai passar a evitar desde já

Para que consiga evitar fazer coisas que os cães odeiam, deixamos 10 sugestões que podem fazer toda a diferença.

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1. O cão não gosta de ser encarado

Sim, deve mesmo evitar olhar nos olhos do seu patudo, pois isso, no mundo dos animais, é sinal de estar a ser desafiado. Antes de uma briga ter início, por exemplo, é comum que os animais se encarem por um período de tempo variável, demonstrando com o corpo quais são as suas intenções – a posição das patas, a língua, as orelhas, e o rabo dão sinais de enfrentamento.

Nesses casos, se um dos animais desistir nesse momento (desviando o olhar), a disputa não irá acontecer. Apostamos que já entendeu o porquê de o seu cão desviar o olhar quando o encara fixamente – o seu amigo não quer enfrentá-lo numa disputa. Se por um lado é bom poder confiar no seu cão, por outro é perigoso que olhe nos olhos de um animal desconhecido. Isso pode ser considerado pelo patudo como uma ameaça.

2. Abraços? Esqueça os excessos

Entre primatas o abraço é, de facto, uma famosa e adorável demonstração de afeto, mas o mesmo não acontece com os outros animais. Se para uns o abraço representa proteção e cuidado, para outros não é bem assim.

Os cães, por exemplo, vêem o abraço como um momento intenso de brincadeira, um conflito ou uma briga, por isso é uma das coisas que os cães odeiam. Por isso, demonstre carinho com miminhos e festinhas, e deixe longos abraços para os amigos humanos.

3. Beijos? Vá com calma

Esta é a eterna frustração de muitos donos de cães: os patudos detestam sessões de beijos. Mal a boca do dono se aproxima do focinho, o cão sente medo ou angústia e pode reagir mal. Isso acontece porque a cabeça é uma região muito delicada para esses animais, que se sentem incomodados com tanta aproximação.

Mas, calma, não tem de afastar-se por completo do seu cão. Pode aproximar-se do seu amigo de 4 patas com a sua bochecha, esperando que seja o animal a vir cheirar e decidir pela aproximação. Se o seu cheiro for interessante para o animal, ou se for um dono que mereça muitos carinhos, pode ser que ganhe uma lambidela como prémio. Só não se anime muito e queira retribuir, porque beijos são realmente coisas que os cães odeiam.

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4. Forçar qualquer interação é errado

Já se sabe: os cães são extremamente observadores. Observam tudo para, assim, entender os comportamentos de qualquer pessoa antes de se aproximarem. Se for alguém desconhecido ou se algo não bater certo – como o dono estar mascarado, por exemplo – isso pode notar-se de forma ainda mais significativa. Isso mostra como é importante respeitar o espaço do animai e não forçar qualquer tipo de interação.

Exigir que o cão interaja com um estranho – um novo bebé, por exemplo – é um erro crasso que deve evitar. A situação vai provocar angústia e stress no animal. Aguarde que seja o patudo a ter interesse na interação.

5. Usar trelas e coleiras inadequadas

Quando for comprar a coleira ou a trela do seu cão não esqueça de levar consigo o maior interessado na compra. Experimente as opções, confirme tamanhos e indicações. É essencial que o peludo teste o equipamento e mostre que se sente confortável para dar um passeio.

Ter a certeza de que está a comprar a coleira correta, no material e tamanho mais adequados, vai evitar possíveis alergias e mau comportamento do animal durante os passeios.

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6. Os cães detestam ser tratados como mini-humanos

Os cães adoram adormecer na cama dos donos, mas não gostam mesmo de ser tratados como bebés humanos. Humanizar o seu patudo fará com que esqueça das suas necessidades mais básicas, como rebolar na relva, correr no parque, descobrir novos cheiros e amigos… Se passamos a tratá-los como humanos, estamos a sujeitá-los a problemas físicos e de comportamento.

7. Berros e castigo

Se os castigos realmente funcionassem, é certo que não teríamos adultos com comportamentos inadequados ou difíceis. Ora, se berros e castigos não funcionam com os humanos, também não vão funcionar com os cães.

O seu amigo patudo não compreende qual é a lógica por trás de um castigo, tal como as crianças. Isso quer dizer que se soubessem que devorar os seu pares de sapatos preferidos iria chatear o dono, não o fariam. Acredite: se o seu cão faz algo de errado, não é por sabê-lo, mas sim por falta de opção.

Que tal experimentar deixar algo mais interessante para que o peludo possa roer? Lembre-se que isolar o animal como castigo só vai gerar stress e ansiedade. O mais certo é que, ao sai do castigo, vá fazer mais asneiras.

Gritos também não funcionam, de todo – nem durante o momento em que o patudo fez algo de errado e muito menos depois.  O patudo não consegue associar a sua fala com o que fez de errado.

8. Cheiros demasiado fortes

Não é segredo que o olfato do cão é, se não o mais importante, um dos sentidos fundamentais na vida. É exatamente por isso que o seu patudo gosta de cheirar cada esquina e cada poste durante os passeios, não se importando de deixar passar ao lado o cão da vizinha. Aliás, já reparou como acontece a interação entre esses animais? A “conversa” começa mesmo com um “cheirinhos” –  geralmente, no rabo, onde onde cheiro reúne todas as informações que o cão precisa para conhecer o novo colega.

Se entendermos que a comunicação olfativa é fundamental, será fácil perceber que cheiros fortes dificultam a vida do animal. Evite, por isso, sprays de cheiro forte em casa ou perfume para o animal. Odores demasiado fortes vão irritar o seu cão, podendo mesmo provocar alergias.

Será que compreendemos os nossos companheiros de 4 patas?

9. Sons altos ou repentinos

Que os cães ouvem melhor que nós, todos sabemos… No entanto, não é apenas porque escutam num volume mais alto. Na verdade, os cães são capazes de ouvir frequências únicas e que não nos dizem absolutamente nada, como infrassons e ultrassons. Isso explica por que uma determinada música pode estar a incomodar o seu cão. Há sons que podem mesmo fazer doer os seus ouvidos.

A nossa sugestão é que deixe para ouvir em casa uma playlist com músicas mais calmas e tranquilas. New age é um ótimo estilo musical para ouvir com o seu melhor amigo de 4 patas.

10. Falta de atividade física

Não interessa o seu peso, raça, idade ou tamanho: todos os cães querem e precisam de exercitar-se diariamente. Isso pode ser feito através dos passeios diários, claro, mas também se deixar desafios e brinquedos pela casa – as novidades, aliás, são muito importantes para garantir a alegria e o bem-estar do seu animal.

Muitas vezes, a falta deste tipo de estímulos pode estar na origem de um problema comportamental que incomode o dono. Quem quer ter um animal dentro de casa deve lembrar de adequar o espaço.

Qual dessas 10 coisas que os cães odeiam é a que mais repete aí em casa? E qual delas vai passar a riscar da rotina desde já? Agora que está corretamente informado, pode dedicar-se da melhor forma a dar ao seu animal uma vida canina mais saudável e feliz.

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