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Catarina Reis
Catarina Reis
18 Mai, 2021 - 10:47

Competências de comunicação indispensáveis no mercado de trabalho

Catarina Reis

Quanto são valorizadas as competências de comunicação atualmente? Em contexto COVID-19, o que mudou? Saiba quais as mais importantes.

dois colegas a desenvolver competências de comunicação

As competências de comunicação são um habitué em todos os processos de recrutamento. E se por um lado os recrutadores pedem “excelentes capacidades de comunicação”, por outro os candidatos não deixam de as apontar.

Mas alguma vez pensou no que realmente procuram os recrutadores quando falam nestas competências comunicativas? Ou o que implicam? É isso que vamos saber agora. 

Transversalidade das competências de comunicação

A comunicação é essencial em todas as áreas de trabalho. Está presente desde a forma como os trabalhadores se relacionam entre si de forma eficaz, passando pela relação entre as empresas e o cliente, sem esquecer a forma como a marca comunica para o exterior. 

Em contexto de pandemia, é seguro afirmar que a comunicação talvez assuma um foco mais elevado do que nunca.

Porquê?

Porque o mundo laboral sofreu alterações profundas em poucos meses, muitas delas irremediavelmente.

Gerir empresas enquanto se garante uma força de trabalho coesa depois de uma crise de saúde global exige recorrer a competências de comunicação de uma forma muito exigente.

Ora, as empresas vêem-se no papel de ter que tranquilizar e motivar os trabalhadores, além de se reconectar com clientes e ainda comunicar uma nova visão ou estratégia, que encaixe se sombra de dúvidas no novo modelo de negócios atual.

O que mudou realmente?

Se a tendência dos tempos já o anunciava, a comunicação em 2021 tornou-se 200% mais virada para a tecnologia.

Atualmente, o recurso às plataformas virtuais tornou-se muito mais aceite. Por todo o lado, os escritórios físicos passaram a ser substituídos por escritórios virtuais, com plataformas digitais como o Zoom a ganharem protagonismo. 

Assim, essa mudança trouxe vantagens, mas também novos desafios. Ao perder-se o contacto presencial, muitas vezes o tom de mensagens, escritas, ou mesmo proferidas por videoconferência, podem originar mais facilmente mal entendidos.

Ou seja, as competências de comunicação e o seu desenvolvimento ganham cada vez mais importância.

Competências de comunicação: quais são?

Qualquer que seja a área ou a posição, é fundamental que tenha boas competências comunicativas. E se não as tem, pode desenvolvê-las.

Sim, é verdade. Basta que trabalhe algumas capacidades essenciais para a comunicação interpessoal.

Saber ouvir

Para ser um bom comunicador, tem que ser um bom ouvinte. Só assim a comunicação pode funcionar. Senão pense: ninguém gosta de comunicar com alguém que não presta a devida atenção ao que está a ser dito.

O primeiro passo para comunicar de forma eficaz é ouvir, também de forma eficaz. Se necessário, clarifique ou reformule a mensagem para garantir que realmente percebeu.

Atenção à comunicação não-verbal

Nem só de palavras é feita a comunicação. A linguagem corporal, o contacto visual, os gestos ou até o tom de voz utilizado podem ser importantes para perceber ou, por outro lado, transmitir, a mensagem de forma clara e eficaz.

Esta é, portanto, uma das mais importantes competências de comunicação que deve desenvolver e estar atento.

Comunicação clara e concisa

Ou por outras palavras, seja direto. Se divagar, vai perder a atenção de quem ouve a sua mensagem e pode correr o risco de não passar a mensagem de forma correta.

Portanto, pense bem na mensagem que quer transmitir. Isso vai ajudá-lo a ser claro na sua mensagem, sem falar demasiado ou sem confundir a sua audiência ou o “alvo” dessa mesma mensagem.

Tom amigável

Usar um tom amigável, ou apenas um sorriso, encoraja as pessoas à sua volta a comunicarem consigo, tanto pessoalmente, como por telefone ou email.

Comunicar com confiança

É fundamental revelar confiança em todas as suas interações. Desta forma, assegura que acredita no que está a dizer. Mas atenção, tenha cuidado para não soar a agressivo ou arrogante.

Transmitir (e ter) empatia

Nem sempre é possível estar de acordo com tudo e todos. Faz parte. Mas mesmo nessas situações, mostre que respeita e entende os outros pontos de vista ou opiniões. 

Assim, não só revela que está a ouvir (como apontamos anteriormente), como também mostra que aceita e valoriza opiniões diferentes das suas.

Mente aberta

Falar de competências de comunicação não se resume apenas a ações que impõem diálogo, como já vimos acima.

Para além disso, um bom comunicador é aquele que é capaz de ser flexível, para ouvir e tentar perceber ideias ou opiniões distintas.

Promover o respeito

Já diz o ditado: “respeite para ser respeitado”. Os bons comunicadores sabem disso e percebem que as pessoas à sua volta estarão mais predispostas a comunicar com eles se sentirem que as suas ideias/opiniões são respeitadas.

Dar e receber feedback

Um bom comunicador está pronto para dar e receber feedback sobre o trabalho desempenhado.

Não só percebe a importância deste feedback, enquanto ferramenta de melhoria dos colaboradores, como também sabe fazê-lo.

Saber escolher o meio de comunicação

Esta é a última, mas não menos importante, das competências de comunicação essenciais para o mercado de trabalho atual.

Parte essencial da comunicação eficaz passa pela escolha do meio de comunicação. Não basta saber comunicar, há que saber como o fazer.

A ideia é que, mediante o assunto em discussão, saiba definir qual o canal de comunicação, daqueles que tem ao seu dispor (email, telefone ou interações pessoais), é o mais adequado para transmitir a mensagem.

“Comunique-se”

É bem conhecida a importância das competências de comunicação em contexto laboral. Aliás, não é à toa que é uma das soft skills mais procuradas. E se antes já achava que as tinha, agora só precisa de garantir que as melhora.

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