Outubro de 2026 traz nove concertos de grande dimensão a Lisboa e ao Porto, entre a MEO Arena e o Sagres Campo Pequeno. Djavan abre o mês a 11 de outubro; André Rieu fecha com três espetáculos seguidos, entre 29 e 31 de outubro.
A oferta é variada (pop, rock, clássica, MPB) e os preços também: entre 30 euros e 240 euros, consoante o artista e o lugar escolhido. Quem quer assistir a mais do que um concerto precisa de fazer contas antes de comprar.
Um casal que decida assistir a três destes espetáculos pode facilmente ultrapassar os 300 euros só em bilhetes, sem contar transporte, estacionamento ou jantar antes do concerto.
Calendário de concertos em outubro 2026
Estas são as datas confirmadas dos principais concertos do mês, por ordem cronológica:
| Data | Artista | Local | Preço (bilhete normal) |
|---|---|---|---|
| 4 out | Evanescence (com Poppy e Nova Twins) | MEO Arena, Lisboa | 40€ – 216€ |
| 11 out | Djavan | MEO Arena, Lisboa | 30€ – 69€ |
| 16 out | Alphaville | Sagres Campo Pequeno, Lisboa | valores não divulgados |
| 17 out | Alphaville | Multiusos de Guimarães | valores não divulgados |
| 17 out | Rui Veloso (formato 360º) | Sagres Campo Pequeno, Lisboa | valores não divulgados |
| 21 out | Fontaines D.C. | MEO Arena, Lisboa | 46€ – 56€ |
| 22 out | Laura Pausini | MEO Arena, Lisboa | 45€ – 240€ |
| 27 out | Anastacia | Sagres Campo Pequeno, Lisboa | 30€ – 48€ |
| 29-31 out | André Rieu e a Orquestra Johann Strauss | MEO Arena, Lisboa | valores não divulgados |
Quanto custam realmente os bilhetes
O intervalo de preços em outubro é grande. Djavan, que celebra 50 anos de carreira, tem lugares a partir de 30 euros, indo até 69 euros nas melhores zonas da MEO Arena.
A Anastacia fica também na faixa mais acessível: os lugares confirmados na Ticketline vão de 30 euros na galeria a 48 euros na melhor bancada, já com taxas de serviço incluídas. A plateia em pé fica perto dos 43 euros.
Os Fontaines D.C. custam entre 46 e 56 euros de valor facial, mas as taxas de serviço elevam esse intervalo para cerca de 49 a 60 euros consoante o canal de venda, a diferença chega a superar os 4 euros por bilhete.
No outro extremo está a Laura Pausini. A digressão Io Canto World Tour traz a cantora italiana a Lisboa a 22 de outubro com bilhetes de 45 euros no balcão superior até 240 euros na plateia VIP.
A Evanescence surge com um intervalo largo, entre 40 e 216 euros: o valor mais alto corresponde a um pacote que inclui zona reservada e merchandise, não a um lugar comum.
Como planear o orçamento para vários concertos
Ir a mais do que um concerto no mesmo mês exige um plano, não impulso. Três aspectos ajudam a manter as contas equilibradas.
Um limite mensal para lazer, definido antes da compra do primeiro bilhete, evita surpresas. Se o orçamento para saídas é de 100 euros por mês, um único concerto de Laura Pausini já ultrapassa esse valor.
As taxas de serviço também pesam na conta final. Um bilhete anunciado a 46 euros pode chegar a 49 ou 50 euros no checkout. Em três bilhetes, essa diferença já representa 10 a 15 euros extra que raramente entram na conta inicial.
A antecedência da compra costuma compensar: os preços em pré-venda são normalmente mais baixos do que os praticados perto da data, sobretudo quando a procura é alta.
Onde comprar bilhetes com segurança
Os canais oficiais para os concertos de outubro são a Ticketline, a MEO Blueticket, a Fnac e a Everything Is New, consoante o promotor de cada espetáculo. Os preços indicados neste artigo referem-se a estes canais.
As plataformas de revenda, como o StubHub ou o SeatPick, costumam praticar valores 50% a 100% acima do preço original, sem qualquer benefício adicional, por isso fazem mais sentido apenas quando os bilhetes já esgotaram nos canais oficiais.
A categoria do lugar também merece atenção antes de finalizar a compra: a diferença entre “Balcão 1” e “Balcão 2”, por exemplo, pode significar 10 a 15 euros, e em recintos como a MEO Arena a vista muda pouco entre categorias próximas.
O que levar desta agenda
Nove concertos, preços entre 30 e 240 euros, um mês cheio de opções. A pergunta não é se há oferta, é quanto cabe no orçamento de outubro sem desequilibrar o resto do mês.
Escolha um ou dois concertos que realmente valem a pena, soma as taxas de serviço antes de decidir, e compra sempre nos canais oficiais. É a diferença entre gerir o lazer e deixar que ele desequilibre a carteira.