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Assunção Duarte
Assunção Duarte
09 Set, 2020 - 14:45

Desmistificar o 5G: expectativas de uma tecnologia revolucionária

Assunção Duarte

Permite um aumento de desempenho das redes móveis tão grande que promete reconfigurar o nosso mundo. Como podemos desmistificar o 5G?

Smartphone para desmistificar o 5G

Desmistificar o 5G, retira a quinta geração de comunicação móvel sem fios do mundo da ficção, integrando-a numa realidade que está prevista chegar a todos, já neste ano de 2020.

Como as promessas que rodearam o seu lançamento foram muitas e como tem tardado a estar disponível – foi tecnicamente aprovado em Dezembro de 2017 – os mitos crescem em torno deste novo protocolo de comunicação. 

Os rumores otimistas são tão numerosas quanto os mais pessimistas. Vão desde o 5G representar uma revolução semelhante à vivida com a introdução da eletricidade nas nossas vidas, até ao receio de que a radiação das ondas eletromagnéticas que utiliza sejam altamente prejudiciais para a saúde. Fazemos-lhe o ponto da situação.

Desmistificar o 5G: expectativas optimistas

Cidade ligada pela rede 5G

Uma velocidade real que precisa de novos dispositivos e novas aplicações 

Os testes feitos com a tecnologia 5G demonstram uma velocidade 10 vezes  superior à tecnologia atual (até 10 Gbps), com respostas de rede muito rápidas (inferiores a 6 milissegundos) e uma capacidade maior para manter ligados ao mesmo tempo mais dispositivos (10 a 100 vezes mais equipamentos).

A sua superior eficiência energética é outra das qualidade apontadas (90% mais eficiente do que o 4G). Saiba mais sobre 5G aqui.

É portanto certo que a tecnologia, uma vez instalada, vai melhorar substancialmente o desempenho das redes móveis.

Os especialistas que testaram e testemunharam as suas capacidades, afirmam que o 5G abre finalmente caminho para um mundo tecnológico com equipamentos a comunicar entre si eficientemente e gastando pouca energia, com verdadeiros serviços de realidade aumentada e virtual, e com condução remota segura para veículos e máquinas.  

Em termos de capacidade, fluxo de dados e resposta de rede, o 5G parece ter tudo o que é preciso e a demonstrá-lo está a sua adopção generalizada por parte dos grandes nomes da indústria de produção de hardware.

Mesmo estando numa fase inicial de vida, é já certo que o 5G será um standard incontornável para indústria mundial de hardware e software do futuro. É só esperar para ver como estas capacidades vão ser aproveitada pelos novos dispositivos e pelas novas aplicações.  

Desmistificar o 5G: os receios ainda permanecem

Redes sociais no 5G

Sabemos pouco sobre os efeitos da radiação eletromagnética do 5G 

À semelhança das tecnologias anteriores, o 5G utiliza ondas de rádio para transportar os seus sinais entre as antenas e os dispositivos móveis.

Só que no 5G, essas ondas utilizam frequências mais elevadas, para permitir um maior número de dispositivos ligados, e percorrem distâncias mais curtas, que exigem maior número de antenas transmissoras colocadas mais perto do utilizador.

Tudo isto aponta para que o 5G vá aumentar substancialmente a exposição dos humanos aos campos eletromagnéticos de radiofrequência, especialmente em espaço urbano. 

Mas se as suspeitas de que a exposição a estes campos de radiação são prejudiciais à saúde existem, a confirmação de que o uso deste protocolo será verdadeiramente seguro ou prejudicial, vão tardar a surgir.

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Apesar de organismos como a Organização Mundial de Saúde e a Comissão Europeia  imporem limites de emissão de radiação aos fabricantes de antenas e dispositivos de recepção, a verdade é que não há estudos científicos suficientes para garantir que até as radiações emitidas pelos protocolos anteriores são totalmente seguras. 

Neste cenário, Portugal faz parte da maioria dos países europeus que escolheram afirmar que o que se sabe até agora sobre esta tecnologia não constitui motivo para alarme e a Comissão Europeia pretende que todos os estados membros possuam redes 5G até ao final de 2020.

Mas para a Bélgica e o cantão suíço de Vaud, que suspenderam temporariamente o avanço para o 5G, e para os mais de 200 cientistas e médicos internacionais que já assinaram o 5G Appeal, é preciso avançar com cautela e fazer mais estudos para avaliar os possíveis efeitos na saúde humana e no meio ambiente de uma exposição aos campos de radiofrequência emitidos pelo 5G, de forma isolada ou combinada com o 3G e o 4G.

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