Catarina Reis
Catarina Reis
01 Mai, 2018 - 09:43
Porquê celebrar o Dia do Trabalhador?

Porquê celebrar o Dia do Trabalhador?

Catarina Reis

Toda a gente sabe que no dia 1 de Maio se comemora o Dia do Trabalhador, mas nem toda a gente estará ciente da real importância da data…

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No dia 1 de Maio assinala-se o Dia do Trabalhador com um feriado nacional, não só em Portugal, como em vários países do mundo. Mas, afinal, que razões temos para celebrar a data?

O Dia do Trabalhador: a história que nos faz celebrar

A importância deste dia vai muito além da simples comemoração dos direitos dos trabalhadores com um dia de descanso – ele representa o resultado de vidas inteiras de lutas e conquistas da classe trabalhadora no mundo ao longo de séculos, e não é estanque – representa uma luta contínua e sempre atual pela melhoria das condições de trabalho tendo em vista o progresso económico, social, familiar, comunitário – a par do desenvolvimento tecnológico das nossas sociedades.

dia do trabalhador

Quais os primeiros países a comemorar o Dia do Trabalhador?

Embora os primeiros países a celebrar esta data com um feriado nacional tivessem sido a França, em 1919, e a União Soviética, no ano seguinte, em homenagem a uma manifestação de trabalhadores ocorrida em Chicago, nos Estados Unidos, muitos outros países seguiram o exemplo e assinalaram a data a partir de maio de 1886. Em Portugal, o Dia do Trabalhador apenas começou a ser comemorado de forma livre e como feriado nacional após o 25 de Abril de 1974 – mas, na verdade, ainda que sem o feriado, já se celebra o 1 de Maio desde 1890.

Luta pelos direitos de todos

Desde então, todos os anos o dia 1 de Maio é celebrado por todo o país, sendo encarado como uma verdadeira oportunidade para organizar ações reivindicativas dos direitos dos trabalhadores, como manifestações, marchas, piqueniques de confraternização, homenagens nos cemitérios aos trabalhadores que morreram em sequência das lutas laborais, ou comícios, promovidos pelas organizações que defendem os direitos dos trabalhadores no nosso país, como a central sindical Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical e pela central sindical da União Geral dos Trabalhadores.

Representando a voz de toda a classe trabalhadora portuguesa, estas organizações aproveitam este dia para apresentar às entidades governamentais e patronais as necessidades atuais e os direitos dos trabalhadores que consideram conter ainda algumas falhas, de forma a eliminar a precariedade laboral.

Luta pela equidade

Alguns dos campos onde se foca a luta dos trabalhadores hoje em dia são, por exemplo, a influência do género na gestão da carreira dos trabalhadores. A título exemplificativo, veja-se que ainda existem abismais diferenças de vencimento entre homens e mulheres em funções semelhantes.

Luta por tempos de trabalho que permitam conciliar papéis de vida

Na agenda das organizações sindicais tem estado também a conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal. Uma das primeiras e mais significativas vitórias das reivindicações a nível dos direitos dos trabalhadores – e que está intimamente ligada ao Dia do Trabalhador – é a lei das oito horas de trabalho diário.

Em Portugal, esta lei foi aprovada em 1919, mas a verdade é que, especialmente no setor privado, continua a ser “bem visto” trabalhar para lá do horário de trabalho contratualizado. Talvez, no futuro, possamos medir a produtividade com base nos resultados e não apenas no tempo de trabalho – quem sabe, até, se não será esta uma das próximas reivindicações a entrar em cena no Dia do Trabalhador?

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