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Teresa Campos
Teresa Campos
14 Fev, 2020 - 11:42

À espera de bebé? Conheça diferentes tipos de parto

Teresa Campos

Está grávida? Então, certamente já pensou sobre os diferentes tipos de parto e quais as características de cada um. Leia o nosso artigo e fique elucidada.

conheça diferentes tipos de parto

A primeira ideia importante é que cada nascimento é um nascimento e se, em alguns casos, o mais indicado é um parto normal, noutros a cesariana pode ser a opção mais sensata. Os diferentes tipos de parto existentes pretendem dar resposta às diferentes necessidades quer da mãe, quer do bebé.

Porém, estar bem informada sobre as várias possibilidades e procedimentos disponíveis é fundamental e a única forma de garantir que toma a decisão mais adequada para si e para o seu bebé. Claro que o médico ou enfermeira que a acompanhar no momento do nascimento do bebé poderá e deverá aconselhá-la. Contudo, quanto mais informação possuir, melhor capacidade de análise e de decisão terá. Fique, então, a saber mais sobre os diferentes tipos de parto.

Caraterísticas e procedimentos dos diferentes tipos de parto

Quando falamos em parto, podemos afirmar que há dois grandes tipos de parto: os normais (por via vaginal) e a cesariana (através de um procedimento cirúrgico). Porém, aqui vamos abordar algumas outras variantes que se enquadram na referida opção do parto normal.

Esta última opção é tida como a primeira escolha, pela Organização Mundial da Saúde. Contudo, como já afirmámos anteriormente, tudo dependerá das condições e do estado da mãe e do bebé.

Além das possibilidades que vamos expôr de seguida, importa dizer que cada vez mais se fala em parto humanizado e m parto Leboyer. Tudo designações que apostam no respeito pelos ritmos da mãe e do bebé, numa intervenção clínica mínima e num equilíbrio entre a parte médica e emocional do momento do parto.

Pós-parto

Parto normal

Pode considerar-se o parto normal ou vaginal um dos tipos de parto mais comuns. Para alívio das dores, é possível recorrer a alguns métodos, como o da anestesia epidural. Em casos onde não haja lugar a contrações, pode haver recurso a medicação para induzir o nascimento do bebé (parto induzido).

É dos tipos de parto que tem menor risco de infeções, uma recuperação mais rápida e menor incidência de problemas respiratórios no bebé.

Parto natural

A diferença em relação ao anterior é que este é um parto sem anestesias e sem recurso a qualquer medicação para induzir o nascimento do bebé ou controlar as dores. Neste caso, é seguido o ritmo natural do bebé e da mãe e a intervenção clínica é mínima. Muitas vezes, neste género de parto, a mãe adota não a posição ginecológica convencional, mas acaba por parir de cócoras, o que torna o parto mais rápido, fruto da lei da gravidade.

Para ser bem sucedido, é importante que a mãe esteja tranquila, colaborante e respire adequadamente. A recuperação é quase imediata e os riscos para a mãe e para o bebé são muito baixos.

Parto na água

Este género de parto é realizado numa banheira com água aquecida a uma determinada temperatura. Este elemento chave – a água aquecida – vai aliviar as dores do parto e facilitar o mesmo, na medida em que ela ajuda a relaxar os músculos, favorece a irrigação sanguínea e induz uma redução da pressão arterial.

fazer parto na água

Parto por cesariana

Como não deixa de ser um procedimento cirúrgico, um procedimento invasivo, com anestesia, onde é feito um corte na região abdominal que atinge todos os tecidos até chegar ao útero, a probabilidade de infeções e a duração do internamento decorrentes da cesariana são mais elevados. O processo de recuperação e cicatrização também é mais lento e difícil.

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Assim, este é um tipo de parto recomendado em casos de risco de saúde (quer da mãe, quer do bebé) ou quando, por algum motivo, o parto normal se revela impossível, nomeadamente:

  • não haver dilatação suficiente;
  • o bebé não se encontrar na posição correta para nascer;
  • o bebé ser demasiado grande (peso corporal superior a 4,5 kg) e não descer;
  • haver desaceleração do batimento cardíaco do bebé;
  • o cordão umbilical ser muito curto ou estiver enrolado no bebé.
  • pouca dilatação;
  • placenta prévia;
  • descolamento da placenta;
  • patologias maternas como herpes genital…
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