Luana Freire
Luana Freire
24 Jul, 2018 - 10:30
Parto normal ou cesariana: diferenças e dicas para a futura mamã

Parto normal ou cesariana: diferenças e dicas para a futura mamã

Luana Freire

Conheça as principais diferenças entre o parto normal ou cesariana e entenda em que situações pode escolher a melhor opção para si.

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Teste de gravidez positivo. Bebé a caminho. Euforia, alegria, sonhos, planos, atenção redobrada aos cuidados de saúde e pré-natal. É quando a barriguinha começa a acelerar o seu crescimento que muitas mamãs se perguntam: parto normal ou cesariana? – se em muitos casos a grávida pode escolher, a verdade é quem nem sempre as duas opções estão em cima da mesa. Seja como for, com o devido acompanhamento, a palavra do seu médico (e da natureza) vai ditar o caminho. E tudo bem, porque o que interessa é que mãe e bebé estejam sob os melhores cuidados.

Neste artigo vamos abordar as diferenças entre o parto normal e a cesariana, explicar em que situações o parto cirúrgico é mais adequado, e ainda mais importante, esclarecer as dúvidas dos futuros pais quando o assunto é a chegada da cegonha.

Parto normal ou cesariana: quais as principais diferenças?

Já se sabe e não é segredo: o parto normal é a melhor opção para a mãe e para o bebé. Mas, porquê? Porque o risco de infeção é menor (porque há menos sangramento), a recuperação é mais fácil e permite à mãe começar a cuidar do bebé mais rapidamente e, para somar vantagens, há menos riscos de problemas respiratórios que possam afetar o recém-chegado à família.

parto normal ou cesariana

Ainda que esta informação seja senso comum, muitas vezes se esquece de salientar que um parto cirúrgico pode ser a escolha mais benéfica para as mães. Se em alguns casos o parto normal é a melhor opção, noutros pode ser exatamente o contrário. Quando a gravidez é gemelar e o primeiro feto não está na melhor posição, por exemplo, ou quando a apresentação pélvica não é a ideal – se o bebé está sentado – a cesariana vai ser a escolha mais indicada. Também é assim quando há desproporção céfalo-pélvica, quando há uma suspeita de descolamento da placenta ou quando a placenta prévia total está a obstruir o canal de parto.

Diferenças entre parto normal e cesariana

 Parto normal Cesariana
 Recuperação mais rápida Recuperação mais lenta
 Menos dor no pós-parto Mais dor no pós-parto
 Menor cicatriz Cicatriz aumentada
 Menos risco de nascimento prematuro Maior risco de prematuridade
 Trabalho de parto mais longo Trabalho de parto mais curto
 Com ou sem anestesia Com anestesia
 Amamentação mais fácil Amamentação mais difícil
 Menor risco de doenças respiratórias no bebé Maior risco de doenças respiratórias no bebé

Como se sabe, o acontecimento de um parto normal ou por cesariana vai determinar algumas diferenças, quer antes, quer depois do nascimento do bebé. Consulte a tabela para comparar e tirar dúvidas.

Em situações de parto normal, é normal que a mãe consiga levantar-se mais rapidamente para cuidar do seu bebé, enquanto que nas cesarianas há mais dificuldades físicas neste sentido. Geralmente, o parto normal não é sinónimo de grandes dores no período ‘pós’ e os partos futuros podem ser facilitados. No parto cirúrgico, a mãe só se deve levantar passadas entre 6 a 12 horas depois do nascimento do filho, tendendo a ter mais dores e pode ter partos futuros, por cesariana, mais complicados.

Durante o parto normal, caso a mulher receba a anestesia epidural, pode não sentir dor. Esta anestesia é dada no fundo das costas antes do parto para evitar dores e não tem qualquer efeito prejudicial ao feto. Quando a mulher não quer receber a epidural, pode adotar estratégias para aliviar as dores enquanto está em trabalho de parto, como o controlo da respiração e mudar de posição.

Quando a cesariana é indicada?

  • Gravidez gemelar, quando o primeiro feto está com apresentação anómala ou está pélvico.
  • Quando há sofrimento fetal agudo;
  • Quando o bebé é muito grande (mais de 4,5kg);
  • Quando o bebé está sentado ou em posição transversal;
  • Quando há diagnóstico de placenta prévia, posição anormal do cordão umbilical, ou descolamento prematuro da placenta;
  • Em casos de má formação congénita;
  • Se a mãe tem SIDA, herpes genital, doenças pulmonares graves ou cardiovasculares, ou ainda doença inflamatória intestinal;
  • Quando a mãe já passou por duas cesarianas anteriormente;

Além destas situações, a cesariana pode ser indicada quando o trabalho de parto induzido através de medicamentos não está a evoluir.

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Já conhece o parto humanizado?

Se está a ponderar ou está mesmo decidida a escolher o parto normal, salvo indicações médicas ou em situações em que a mãe não tem controlo sob a decisão, deve conhecer o conceito de parto humanizado – que nada mais é do que um parto em que a futura mamã tem muito mais acesso e controlo sob as decisões inerentes ao nascimento do seu filho, tal como a posição em quer quer estar, o local do parto (em casa, por exemplo), a anestesia, a presença da família ou de amigos.

Neste tipo de parto, a parteira assume uma forte presença junto da grávida, enquanto que o obstetra e a equipa estão presentes apenas para ajudar a colocar em prática as decisões tomadas pela futura mamã – tendo sempre em conta, claro, a sua saúde e bem estar, bem como a do bebé que vem a caminho.

Seja como for, através de parto normal ou cesariana, humanizado, na água ou em casa, cabe aos pais e ao médico que acompanha a gravidez colaborarem na decisão e estarem em harmonia, cientes de que a natureza vai ditar o que deve ser, de facto, a escolha acertada na hora H. O lema é: não colocar em risco a saúde da mãe e do bebé, somando vantagens a este momento tão importante para a família.

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