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Teresa Campos
Teresa Campos
25 Mai, 2021 - 12:38

Doenças dos pés: quando apenas andar pode ser um martírio

Teresa Campos

São várias as doenças dos pés que podem causar dor e dificultar a nossa locomoção diária. Fique a conhecer os seus sintomas e formas de tratamento.

Pés com joanetes

Há diversas doenças dos pés que podem afetar os nossos membros e, em alguns casos, condicionar o nosso dia a dia. Além do desconforto e do incómodo que quase todas elas geram, as doenças dos pés também podem baixar a nossa auto-estima e fazer com que tenhamos vergonha de expor os nossos pés, por exemplo em sandálias ou chinelos.

Por esse motivo, é importante consultar um médico sempre que se aperceba que sofre de doenças dos pés, de modo a tratar esses problemas e a recuperar a saúde dos seus membros inferiores.

9 doenças dos pés que pode tratar e prevenir

Joanetes

Os joanetes caraterizam-se como uma deformidade óssea. Eles manifestam-se através de um desvio lateral do dedo maior ou mais pequeno do pé e por um crescimento da articulação, que se projeta para fora. Esta doença é mais prevalente no género feminino, provavelmente devido ao tipo de calçado usado pelas mulheres.

Os principais sintomas de joanete são a dor, inchaço, vermelhidão, maior sensibilidade e pele seca na região. Há alguns exercícios, produtos ortopédicos (nomeadamente calçado) e medicamentos tópicos que podem ser usados para tratar ou atenuar a sintomatologia associada a este problema. Em casos mais graves, é recomendada a cirurgia de correção.

Pés com joanetes
Veja também Joanetes: tratamento caseiro para aliviar as dores

Esporão calcâneo

O esporão calcâneo é uma das doenças dos pés que surge quando o ligamento do calcanhar se calcifica e se verifica um crescimento anormal do osso do calcanhar, originando uma saliência óssea nesta região do pé. Esta doença pode ser assintomática ou causar dor intensa no calcanhar (semelhante a uma picadela), podendo nestes casos prejudicar a normal locomoção do paciente.  Alguns fatores de risco são excesso de peso ou uso de calçado inadequado.

Para tratar este problema, é preciso começar por atenuar a pressão exercida sobre o calcanhar, perdendo peso e evitando atividades físicas que exerçam grande esforço nesta zona do pé. Além disso, é recomendada a aplicação de gelo; uso de calçado ortopédico apropriado, recurso a uma palmilha ortopédica de silicone e/ou utilização de uma bota imobilizadora, massagens nos pés, toma de anti-inflamatórios pratica de alongamentos e de exercícios de fisioterapia e, em casos mais severos, cirurgia.

Fascite plantar

Neste caso, falamos de um processo inflamatório que atinge o tecido fibroso e pouco elástico que reveste a musculatura da sola do pé, a qual vai do osso calcâneo até aos dedos dos pés. Geralmente, na origem desta doença, está uma tensão excessiva sobre este tecido. Alguns fatores de risco são a idade avançada, obesidade, calçado inadequado, pés com anormalidades, entre outros.

Como sintomas destas doenças dos pés, costumam surgir dor, rigidez, ardor, edema e dificuldade em caminhar, sobretudo ao praticar atividades físicas, ao subir escadas ou depois de estar longos períodos em pé ou em repouso, sem andar. O tratamento passa por repouso, alongamentos, calçado adequado, exercícios de fisioterapia e medicamentos prescritos pelo médico.

pé com unha com micose

Pé de atleta

O pé de atleta é uma infeção contagiosa e fúngica que atinge a pele dos pés, sobretudo dos homens. A transmissão desta micose é feita de pessoa para pessoa ou através do contacto com superfícies e objetos contaminados, como toalhas ou corta-unhas. O uso de calçado e meias húmidos favorece o surgimento deste problema.

Esta infeção costuma causar desconforto, comichão, ardor, vermelhidão, rachaduras, descamações e vai alastrando pela pele (entre os dedos dos pés e na zona lateral do pé), se não for travada através da toma de fármacos orais e tópicos, nomeadamente antifúngicos e analgésicos. Uma das doenças dos pés mais incómodas.

Rachaduras na sola dos pés

As rachaduras são um sinal de perda de elasticidade da pele e de desgaste das células desta região do pé. As fissuras da epiderme dos pés podem estar associadas a algum tipo de agressão, como o próprio atrito a caminhar; desidratação; dieta desequilibrada; andar descalço; obesidade; diabetes; hereditariedade; micoses.

Nos meses quentes, este problema pode agravar-se e provocar incómodo e ardor. Por isso, é importante consultar um médico para diagnóstico e tratamento.

Mal perfurante plantar

Esta é uma ulceração crónica que afeta zonas do pés onde há menor sensibilidade, sendo um problema comum no doentes com diabetes e hanseníase (lepra). O principal indicador deste problema é mesmo o paciente não sentir dor quando se magoa, o que pode fazer com que ele não se aperceba que tem uma lesão, permitindo assim que ela se agrave.

Uma vez que a sola do pé tem uma baixa irrigação sanguínea, a cicatrização pode tornar-se ainda mais difícil e demorada, favorecendo o desenvolvimento de infeções sistémicas.

Calos e calosidades

A hiperqueratose define-se como o espessamento da camada mais externa da epiderme, em zonas do pé mais sujeitas a pressão ou a atrito. Enquanto os calos são, normalmente, mais superficiais e assintomáticos, atingindo regiões maiores da pele; as calosidades revelam-se mais profundas e dolorosas, sobretudo quando o doente calça sapatos mais apertados. O tratamento pode passar por procedimentos de abrasão manual, que podem recorrer ou não a agentes queratolíticos.

Grande plano de calcanhares rachados

Espasmos e cãibras

Há vários fatores de risco que podem explicar os espasmos e cãibras recorrentes nos pés. É o caso da desidratação, baixos níveis de oxigénio nos músculos, défices nutricionais e de eletrólitos, má circulação, falta de alongamentos, esforços excessivos ou uso de sapatos inadequados.

Para tratar e prevenir estas doenças dos pés, é recomendado usar sapatos apropriados, fazer exames com regularidade e praticar alongamentos.

Unha encravada

Onicocriptose é o termo científico para denominar a unha encravada que se carateriza pelo crescimento da borda das unhas, atingindo outras estruturas dos dedos. Entre os fatores de risco, podem estar a anatomia do pé ou o tipo de calçado usado.

O sintoma mais evidente é a dor, que pode dificultar o andar. Para tratar este problema, pode ter de consultar um médico, sobretudo se for preciso retirar parte ou a totalidade da unha ou se for necessário tomar antibióticos, analgésicos, entre outros medicamentos. Para prevenir esta complicação, não deve cortar as unhas muito rentes, mas sim cortá-las em linha reta.

Previna as doenças dos pés e tenha um andar mais confortável e uma vida mais descansada.

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