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Elsa Santos
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15 Out, 2020 - 09:51

Ensino híbrido: benefícios e desvantagens

Elsa Santos

Em que consiste? Quais os benefícios e dificuldades? Que importância assume no contexto atual? Saiba tudo sobre o ensino híbrido.

professora a ensinar via online

O ensino híbrido, misto é uma das maiores tendências da Educação do século XXI, onde a tecnologia assume especial destaque. No entanto, nunca este mix de ensino presencial com não presencial, com recurso a ferramentas tecnológicas, teve tanto destaque como agora.

A pandemia da COVID-19 atribui-lhe uma importância reforçada, sobretudo no pós-confinamento.

Muitos foram os estudantes que terminaram o passado ano letivo num ensino híbrido, ou regime misto, entre sessões presenciais e a distancia. Uma prática que, para alguns, ainda se mantém.

Se há quem encare esta realidade, ou possibilidade, como algo normal, também há quem mantenha algumas reservas quanto aos seus benefícios.

Confira o que é o ensino híbrido e como funciona.

o essencial sobre o ensino híbrido

computador aberto encostado a livros

Ensino híbrido: o que é?

É uma das maiores inovações no meio da Educação.

O termo híbrido diz respeito a algo que seja proveniente da mistura de dois ou mais elementos distintos. Neste caso, surge da combinação do ensino presencial e do ensino a distância.

De uma forma simples, o ensino híbrido consiste numa metodologia de ensino que tem por base a tecnologia e as aulas online como ferramentas de suporte ao ensino, de modo a potencializar a aprendizagem de cada aluno.

O ensino híbrido é uma mistura metodológica no processo de ensino-aprendizagem, com impacto na ação do professor e dos alunos, sendo considerado, há muito, uma das grandes apostas para o futuro da educação.

Benefícios e desvantagens

O ensino híbrido é uma modalidade que alia os benefícios do ensino presencial com o ensino a distância. Mas como? Quais as principais vantagens ou benefícios deste regime face ao ensino tradicional? E quais as desvantagens?

Benefícios

No modelo tradicional o foco e o protagonismo recaem na figura do professor. Por sua vez, o ensino híbrido coloca o aluno como protagonista do próprio processo de aprendizagem.

No ensino a distância, o estudante pode realizar as tarefas ao seu próprio ritmo, com mais tempo e da maneira que acredita ser mais eficiente. É aí que a tecnologia é a grande aliada, afinal, o aluno pode utilizar de computadores, smartphones ou tablets para pesquisas, para assistir às aulas e até mesmo para jogos educativos. A autonomia do estudante é altamente valorizada e estimulada. Este é um dos grandes objetivos.

Assim, entre os benefícios de um regime de ensino híbrido, que depende do uso de tecnologia e mistura sessões presenciais com sessões remotas, estão os seguintes:

  • Mais adequado às exigências da atualidade, nomeadamente do mercado de trabalho;
  • Promove a autonomia;
  • Desenvolve novas aptidões e conhecimentos relacionados com as tecnologias, como o domínio de programas e plataformas adaptadas ao ensino;
  • Facilita a comunicação e partilha em tempo real de conteúdos e outras informações;
  • Permite uma maior comodidade, com grande parte das sessões realizadas a partir de casa;
  • Adapta-se a contextos onde o ensino tradicional (inteiramente presencial) não se recomenda, como em contexto de pandemia.

Desvantagens

O ensino a distância, parte integrante do regime híbrido, também tem os seus obstáculos.

Diferente do regime tradicional, este tipo de ensino exige recursos especiais para o efeito, nomeadamente computador e a internet. Esta assume-se como a principal desvantagem, visto não estar, ainda, ao alcance de toda a gente.

Para suprir esta dificuldade, há instituições e autarquias que cedem o respetivo material aos estudantes. Noutros casos, é necessário fazer esse investimento.

Portanto, contam-se, entre as principais desvantagens do ensino híbrido, as seguintes:

  • Necessidade de recursos específicos: computador e internet;
  • Dificuldades em dominar as ferramentas, o que pode comprometer a aprendizagem;
  • Em caso do espaço ser partilhado (a partir da sala de casa, onde também estão outras pessoas a trabalhar ou noutros níveis de ensino) pode ser complicado gerir alguns aspetos como o ruído, o que pode comprometer a atenção e compreensão;
  • Dificuldades extra nas sessões remotas, por exemplo, no esclarecimento de dúvidas ou realização de exercícios;
  • Falta de interação com colegas, um fator extremamente importante não só para a aprendizagem, mas para o desenvolvimento pessoal de crianças e jovens;
  • Possibilidade de desinteresse por parte de alguns alunos, durante as sessões a distância.

Como implementar o ensino híbrido?

Para implementar o ensino híbrido numa instituição é necessário ter os recursos necessários, preparar os profissionais, experimentar e analisar o que corre menos bem para corrigir.

Há, ainda, que encontrar um equilíbrio entre a parte presencial e a remota, assim como garantir a qualidade dos conteúdos partilhados a distância, de modo a promover o interesse e os resultados efetivos da metodologia.

papel dos professores na pandemia: aluna a assistir a uma aula pelo computador com professor
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importância do ensino híbrido em tempo de pandemia

Uma alternativa muito atual

De acordo com as orientações e medidas excecionais da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) para o ano letivo 2020/2021, estão previstos três regimes de ensino, entre os quais o misto,

“aquele em que o processo de ensino e aprendizagem combina atividades presenciais com sessões síncronas e com trabalho autónomo”.

Este é uma combinação dos regimes presencial, onde professor e alunos estão em contacto direto, partilhando o mesmo espaço físico, e o não presencial em que o processo de ensino e aprendizagem ocorre em ambiente virtual, com separação física entre os intervenientes.

Ainda que seja privilegiado o regime tradicional, presencial, sempre que se justifique, nomeadamente no caso de alunos com patologias que comprometam a sua segurança em caso de contágio com o novo coronavírus ou em caso de a situação de se agravar, consideram-se os outros dois regimes.

Atendendo ao contexto de pandemia da COVID-19 e aos vários cenários possíveis da sua evolução ao longo do ano, o quadro de intervenções apresentado pela DGEstE mantém em vigor as regras de organização do ano letivo nos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, previstas no Despacho Normativo n.º 10-B/2018, publicado no Diário da República.

As orientações pretendem garantir uma progressiva estabilização educativa e social, pós confinamento, sem descurar a vertente da saúde pública e salvaguardando o direito de todos à educação.

O ensino híbrido representa, pois, um modelo avançado no processo educativo em escolas de todo o mundo, tendo já mostrado a sua importância e eficácia como alternativa em tempos de pandemia, como os que vivemos atualmente.

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