Luísa Santos
Luísa Santos
19 Jul, 2019 - 14:17
Facebook cria Supremo Tribunal para avaliar contas

Facebook cria Supremo Tribunal para avaliar contas

Luísa Santos

É verdade: o Facebook vai criar um Supremo Tribunal para decidir se determinadas contas devem ser apagadas permanentemente da rede social.

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Foi Zuckerberg que confirmou uma novidade que há muito estava pensada: a criação de um Supremo Tribunal do Facebook está pensada desde 2018, mas só agora vai ver a luz do dia. A data oficial do lançamento não foi ainda confirmada, mas a empresa já está a trabalhar no processo.

Supremo Tribunal do Facebook vai ser uma realidade

supremo tribunal

A ideia é que este Supremo Tribunal seja responsável pelas decisões mais importantes, e críticas, do Facebook. De acordo com Mark Zuckerberg, CEO da empresa, mesmo que ele não concorde com as decisões finais, não poderá fazer nada contra as decisões desse “Conselho”.

Esta é uma ideia que tem estado “na gaveta” desde 2018 e que foi agora impulsionada pela recente eliminação de várias contas de Facebook associadas a ativistas de extrema-direita, nomeadamente as de Milo Yiannopoulos, Alex Jones e Louis Farrakhan.

De forma a evitar situações futuras e a obter um maior controlo sobre conteúdo inapropriado, algo que já está a acontecer no Instagram (uma das empresas detidas pelo Facebook), o Supremo Tribunal da rede social tem como função principal avaliar se determinada conta deve continuar ativa ou não.

Cada situação será avaliada de forma independente e, se eliminada, o detentor da conta pode “recorrer” da decisão e a rede social pode até voltar atrás na sua diretiva e reativar a conta – mas a empresa alerta que isso pode nem sempre acontecer.

Supremo Tribunal: os constituintes

Este “departamento” será constituído por 4 pessoas independentes, diferentes entre si em termos de crenças e pontos de vista. O Supremo Tribunal será constituído por pessoas que provêm de contextos distintos e que trabalham, inclusive, em áreas completamente opostas.

Dessa forma, o Facebook espera garantir decisões isentas e debates de ideias que não prejudiquem os utilizadores. Ainda assim, a empresa garante que, apesar de decidir sobre determinadas partilhas de conteúdo, não se vai responsabilizar por posts relacionados com diretivas de governos, fake news, publicidade, Inteligência Artificial e Feed de Notícias.

As regras oficias pelas quais o Supremo Tribunal se vai reger só serão, contudo, divulgadas em agosto de 2019. Depois de oficializar o lançamento da sua criptomoeda, o Facebook continua a inovar e promete não ficar aqui nos próximos tempos.

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