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Marta Maia
Marta Maia
26 Abr, 2017 - 07:52

7 fatores de agravamento do seguro automóvel

Marta Maia

Todos gostamos de encontrar a taxa mais barata, mas, em alguns momentos ela pode aumentar. Conheça os fatores de agravamento do seguro automóvel.

6 fatores de agravamento do seguro automóvel

Ter um carro é sinónimo de liberdade, mas também é sinónimo de mais contas para pagar. Pelo menos uma vez por ano, por exemplo, vai ter de pagar o seguro, que é responsável por uma grande fatia das despesas que o seu carro lhe dá.

O seguro, no entanto, não é igual nem para todos os carros, nem para todos os condutores. Há fatores de agravamento do seguro automóvel, que determinam o preço que cada um paga pelo mesmo serviço consoante o contexto.

Por que Existem fatores de agravamento do seguro automóvel

Os fatores de agravamento do seguro automóvel são variáveis que podem tornar o prémio do seguro mais alto, isto é, podem torná-lo mais caro. Podem ir da idade do condutor às zonas onde ele mais conduz ou ao carro que tem nas mãos.

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As seguradoras criaram uma lista de fatores de agravamento do seguro automóvel porque os condutores e os carros não são todos iguais e representam níveis de risco diferentes.

No fundo, as seguradoras funcionam como os bancos na hora de conceder um crédito: quanto maior for o risco de não terem lucro, maior vai ser o preço que lhe cobram.

No caso do seguro automóvel, as seguradoras fazem o preço do prémio variar consoante o risco previsto de o segurado recorrer ao apoio.

Por exemplo, as companhias entendem que um condutor de 70 anos tem reflexos mais lentos do que um de 20 e, portanto, apresenta maior risco de ter um acidente.

Esta probabilidade prevista é um fator de agravamento do seguro automóvel, na medida em que a seguradora se protege do maior risco aumentando o preço do seguro.

O que pode agravar o seguro automóvel?

1. A idade do condutor

Como lhe dizíamos acima, as seguradoras entendem que condutores mais velhos têm piores reflexos e estão mais sujeitos a terem acidentes rodoviários e, em consequência, a recorrerem ao seguro. Por este motivo, aumentam o preço do seguro para estes clientes.

Neste caso, não há muito como fugir: se o carro é seu e vai ser o condutor habitual, tem de suportar os fatores de agravamento do seguro automóvel decorrentes da idade.

2. O tempo de carta do condutor

Condutores inexperientes tendem a cometer mais erros ou, pelo menos, é o que assumem as seguradoras, que também cobram mais caro a quem tem carta de condução há menos tempo.

Para fugir aos fatores de agravamento do seguro automóvel relacionados com o tempo de carta pode declarar, ao subscrever o seguro, que o condutor habitual do carro é outra pessoa que não o “inexperiente”.

No entanto, saiba que, se a seguradora souber que mentiu na declaração do condutor habitual, pode ser acusado de (e punido por) fraude.

3. A idade do carro

Carros novos têm sistemas de segurança e de auxílio à condução mais modernos, e por isso apresentam menos riscos do que os carros antigos.

Sobretudo se considerarmos, por exemplo, que há carros antigos que nem sequer cumprem normas que hoje em dia são obrigatórias, como ter cintos nos bancos de trás.

Carros antigos podem ficar mais caros no seguro automóvel pelo simples facto de não oferecerem tantas garantias de uma condução segura.

Este ponto, no entanto, pode ser contraposto com o valor do carro: ter um carro novo topo de gama pode dar lugar a uma penalização do prémio do seguro maior do que ter um carro antigo e de gama baixa, por exemplo.

4. O número de acidentes registados

Se já esteve envolvido em vários acidentes rodoviários e, principalmente, se teve responsabilidade imputada em alguns deles prepare-se para pagar mais.

O número de acidentes registados é um dos fatores de agravamento do seguro automóvel e vai ter muita dificuldade em garantir à seguradora que, embora tenha estado envolvido em vários acidentes, até é um bom condutor e não apresenta riscos quando sai à rua.

5. Multas e outras violações do código da estrada

Ainda no seguimento do ponto anterior, saiba que as seguradoras não são nada amigas de quem não respeita o código da estrada. O motivo é simples: se não cumpre as regras, aumenta o risco de ter um acidente.

Assim, se tiver apanhado multas por passar semáforos vermelhos, por exemplo, vai ter um seguro automóvel mais caro.

Isto porque a seguradora vai entender que, da próxima vez que passar um sinal vermelho, pode bem ter um acidente grave e ser responsabilizado por isso (dando despesa à companhia de seguros).

6. Franquia

Franquias altas são fatores de agravamento do seguro automóvel porque aumentam a responsabilidade da seguradora em pagar danos causados pelo segurado.

Basta imaginar que um segurado que escolheu uma franquia de dez euros tem muito menos probabilidade de dar prejuízo à seguradora do que um segurado que, mesmo que tenha menos acidentes, espere que a seguradora cubra até dez mil euros de despesas com o carro.

7. Localidade onde conduz

Pode parecer injusto, mas certas localidades podem funcionar como fatores de agravamento do seguro automóvel.

Se conduzir, por exemplo, numa cidade onde se regista um número anormal de roubos de carros ou de acidentes rodoviários, a seguradora pode considerá-lo um cliente de risco e aumentar o prémio do seguro automóvel.

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