Miguel Pinto
Miguel Pinto
14 Jan, 2026 - 13:30

Edimburgo: o guia que faltava a quem lá vai pela primeira vez

Miguel Pinto

Primeira visita a Edimburgo? Saiba o que ver, onde ficar, como chegar do aeroporto, transportes e dicas úteis para aproveitar a cidade.

castelo de Edimburgo

Não é preciso gostar de fantasmas para perceber o charme de Edimburgo. Muito menos ter visto o Braveheart e as desventuras de William Wallace e dos seu homens.

A cidade é fantástica e tem aquela combinação rara de postal bonito com pedra molhada e histórias tortas.

E depois há o cenário de uma capital em cima de colinas, com ruelas medievais, jardins perfeitinhos e um castelo a dominar tudo como quem diz “sim, eu sei que sou fotogénico”.

Abaixo vai um roteiro para a primeira visita a Edimburgo, prático, com ritmo de passeio, e com desvios inteligentes (porque ninguém quer passar três dias em filas e lojas de ímanes).

FAQ: perguntas que toda a gente faz sobre Edimburgo

Quantos dias são ideais para uma primeira vez em Edimburgo?
Três dias dão para ver o essencial com calma e ainda encaixar um
bairro extra ou um miradouro sem correrias.

É fácil andar a pé?
É. Mas há subidas e descidas constantes. Calçado confortável não
é sugestão, é lei não escrita.

Precisa de reservar o castelo?
Em épocas concorridas, compensa reservar e ir cedo. O castelo abre|
a partir das 9h30.

Como ir do aeroporto para o centro?
Tram ou autocarro expresso são as opções mais diretas. O tram tem serviço frequente ao longo do dia.

Edimburgo pela primeira vez: o essencial

Claro que para chegar a Edimburgo, uma das cidades mais espetaculares da Escócia, a melhor forma é o avião e há voos diretos, quer de Lisboa, quer do Porto. Depois é perceber como se movimentar por lá. Aqui ficam algumas dicas

Como chegar do aeroporto ao centro

Há duas escolhas óbvias.

Pequena regra de sobrevivência urbana. Se a meteorologia estiver com “cara feia” (normal), escolha o que o deixa mais perto do alojamento com menos caminhada.

Como circular na cidade sem perder tempo

Edimburgo faz-se muito bem a pé, mas não é plana. Nem sequer finge.

  • Autocarros e tram com contactless: dá para pagar por aproximação e beneficiar de capping diário/semanal (ou seja, há um teto máximo cobrado).
  • Bilhete diário na zona da cidade: existe opção “City Day” válida em tram e Lothian Buses (na zona urbana).

Roteiro para 3 dias em Edimburgo

Edimburgo é uma cidade secular, com imensos monumentos e uma vida vibrante. Daí termos selecionado alternativas abrangentes para ficar a conhecer um pouco do pulsar desta urbe.

Dia 1

Old Town e pedras antigas

rua de edimburgo

Vamos começar onde toda a gente acaba por começar. Sim, é turístico. Sim, vale a pena.

Manhã: Royal Mile sem pressa (mas com olhos atentos). A Royal Mile é a espinha dorsal da Old Town, a descer do castelo até Holyrood. A graça não está só nos pontos “obrigatórios”, está nos closes (vielas estreitas), pátios escondidos e lojas que parecem saídas de outra década.

Ah e em vez de andar sempre pelo meio da rua, alterne com as paralelas e ruelas. Descobre-se mais.

Meio do dia: Edinburgh Castle (quando se quer ver “o” símbolo). O castelo abre a partir das 9h30 e compensa reservar com antecedência, sobretudo em épocas cheias. Não é só “ver o castelo”. É perceber a posição estratégica, as vistas, a história compactada em pedra. E vento.

Tarde: St Giles’ Cathedral + pausa com chá, whisky ou ambos. St Giles é uma paragem natural na zona. A partir daqui, o roteiro deve ter uma coisa que guias raramente admitem: uma pausa real. Edimburgo pede intervalos.

Um scone, uma sopa quente, um whisky com conversa. (Não, não é pecado fazer turismo sentado.)

Noite: pub com música ao vivo. A cidade vive muito do pub. Alguns são mais “para Instagram”, outros são mais “para ficar duas horas e esquecer o telemóvel”. Idealmente, um que faça as duas coisas.

Dia 2

New Town e miradouros

Mudança de cenário. Menos medieval, mais elegante. E, de certa forma, mais “respirável”.

Manhã: Princes Street Gardens e New Town. Entre a Old Town e a New Town, os jardins funcionam como corredor verde. Daqui vê-se o castelo com outra cara, mais teatral.

Depois: National Museum (ou uma escolha mais específica). Se estiver a chover (está muitas vezes a “ameaçar”), museu é plano inteligente. E não precisa de ser uma maratona, escolha 2-3 áreas e pronto.

Fim de tarde: Calton Hill ou Arthur’s Seat. Calton Hill é mais curto, miradouros incríveis, sensação de “consegui sem sofrer”. Já Arthur’s Seat é mais exigente, mais épico, e com vento a sério.

Dia 3

Holyrood, histórias estranhas e um extra

palácio holyrood em edimburgo

Aqui entra a parte que separa as visitas iguais das visitas memoráveis.

Manhã: Palácio de Holyroodhouse e arredores. A extremidade “real” da Royal Mile. Mesmo para quem não liga a monarquias, o local ajuda a ligar o mapa mental da cidade.

Tarde: escolher um “extra” com personalidade. Três sugestões, dependendo do humor:

  1. Dean Village. Um cenário quase irreal, tipo “aldeia dentro da cidade”. Ótimo para desacelerar.
  2. Stockbridge. Cafés, lojinhas, atmosfera de bairro, aquela sensação de “se vivesse aqui, faria isto todos os sábados” (mentira, mas sabe bem imaginar).
  3. Leith. Zona portuária com comida boa e um lado mais contemporâneo. Ideal para jantar com calma.

O que comer (e beber) para perceber a cidade

Edimburgo não é só “fish and chips”. E também há comida processada, fast-food e cozinha internacional. Mas em Roma sê romano, diz o ditado. Por isso, há iguarias locais a provar.

  • Pequeno-almoço escocês. Pesado, sim. Mas há dias em que um pequeno-almoço pesado é uma forma de proteção civil contra o frio.
  • Haggis. Provar nem que seja uma vez. Há versões bem feitas (e versões que parecem uma partida).
  • Whisky. Se não se percebe nada do assunto, uma prova guiada ajuda a criar vocabulário e confiança.

Melhor altura para visitar

O melhor mesmo é na primavera e início do outono, com dias relativamente longos, menos multidões extremas. Em Agosto, Edimburgo entra em modo festival.

É incrível e caótico ao mesmo tempo, como quase tudo o que envolve humanos em massa. O Edinburgh Festival Fringe 2026 decorre de 7 a 31 de agosto.

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