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Teresa Campos
Teresa Campos
08 Set, 2020 - 11:02

Não foca bem os objetos que estão perto? Pode ser hipermetropia

Teresa Campos

A hipermetropia é uma dificuldade visual, mais prevalente nas crianças. Se foca mal ao perto, saiba que pode sofrer deste problema. Perceba porquê.

mulher em consulta na oftalmologista para despistar hipermetropia

A hipermetropia é um problema visual que, normalmente, atinge a visão ao perto e afeta mais de 50% da população. Na origem desta dificuldade visual, está um globo ocular curto ou uma córnea com uma curvatura reduzida, situações que impedem uma adequada focagem da luz.

A hipermetropia surge, muita vezes, na infância e associada a outra dificuldade visual, o astigmatismo. Geralmente, não representa um problema de maior, podendo ser corrigida e ultrapassada com a idade. Porém, em alguns casos, pode aumentar o risco de ambliopia ou de estrabismo. Fique a saber mais sobre este problema.

Hipermetropia: sintomas e tratamentos mais comuns

A hipermetropia carateriza-se, então, por uma dificuldade em ver e, sobretudo, em focar objetos que estão próximos, enquanto se pode conseguir observar com grande clareza e definição aquilo que está mais longe e afastado. Esta visão desfocada manifesta-se, muitas vezes, em atividades como ver televisão ou ler um livro, por exemplo.

Sintomas

O principal sintoma da hipermetropia é mesmo a fadiga visual. Isto, porque é necessário fazer um esforço adicional para focar as imagens, sobretudo as que estão mais perto. Além disso, a congestão dos músculos oculares também pode potenciar o desenvolvimento de conjuntivites e a inflamação das pálpebras.

O cansaço visual pode, ainda, contribuir para problemas de concentração e sonolência, o que muitas vezes afeta o rendimento e o aproveitamento escolar das crianças com esta dificuldade visual.

Diagnóstico e tratamento

Normalmente, a hipermetropia é um problema visual herdado. Para o diagnosticar, basta consultar um oftalmologista. As crianças poderão precisar de usar colírios (gotas que dilatam e paralisam alguns músculos oculares), de maneira a que seja mais fácil avaliar a sua saúde ocular.

Se o oftalmologista considerar que este é um problema que carece de tratamento, pode prescrever óculos, de uso temporário ou permanente, assim como lentes de contacto, no caso dos adultos.

Em algumas situações, pode ainda ser equacionada a cirurgia refrativa a laser ou a colocação de lentes intraoculares.

criança com hipermetropia

Graus de hipermetropia

  • Ligeira: de 0 a 2 dioptrias;
  • Moderada: de 2 a 6 dioptrias;
  • Alta: superior a 6 dioptrias.

Cuidados a ter

Como dissemos, este é, frequentemente, um problema de origem hereditária. Portanto, não há propriamente maneira de prevenir a hipermetropia. Porém, há medidas que todos devemos adotar, a bem da nossa saúde ocular. Algumas dessas medidas são:

  • ir, regularmente, ao oftalmologista, principalmente se sentir alterações ou queixas oculares;
  • manter controladas doenças crónicas, como a diabetes ou a hipertensão arterial, por exemplo;
  • usar óculos de sol escuros para proteger os olhos das radiações ultravioletas;
  • fazer uma dieta saudável e rica em alimentos benéficos para a saúde visual;
  • não fumar;
  • usar óculos ou lentes, conforme recomendado pelo oftalmologista, respeitando a graduação prescrita.
criança faz teste oftalmológico
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Hipermetropia infantil

Como já referimos, a hipermetropia é especialmente prevalente nas crianças. Alguns dos sintomas deste problemas que os mais novos podem apresentar são cansaço, sono e desconcentração. Contudo, além destes, há outros sinais que as crianças podem dar, tais como:

  • queixarem-se de dores de cabeça e nos olhos;
  • pestanejarem e lacrimejarem com frequência;
  • preferirem estar ao ar livre.

Hipermetropia ou presbiopia?

Outra condição que pode afetar a visão é a presbiopia, cujos sintomas são algo semelhantes aos da hipermetropia. A dificuldade em ver ao perto e a fadiga ocular são as suas principais caraterísticas.

Porém, esta situação está mais associada ao envelhecimento e, por isso, é mais comum surgir a partir dos 45/50 anos de idade, altura em que pode começar a ocorrer alguma perda de flexibilidade das proteínas do cristalino, tornando-se progressivamente mais rígidas.

Para resolver este problema, pode recorrer-se a óculos para ver ao perto ou a lentes progressivas, no caso de quem também apresenta dificuldades em focar objetos ao longe. No campo da cirurgia, pode ainda optar-se pela colocação de Lentes Intraoculares Difrativas.

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