O verão traz semanas inteiras para preencher e, com elas, a tentação de gastar em parques pagos, entradas caras e petiscos fora de casa. Há, no entanto, um conjunto de atividades genuinamente económicas que ocupam os filhos sem pesar no orçamento familiar.
A maioria destas ideias aproveita o que já existe perto de casa, como parques, praias, bibliotecas e programas municipais, em vez de recorrer a opções privadas com preços mais elevados.
Para uma família com dois filhos, substituir apenas duas saídas pagas por semana por alternativas gratuitas ou de baixo custo pode representar uma poupança de várias dezenas de euros por semana, ao longo de todo o verão.
Atividades para os mais novos
1. Piqueniques e jogos ao ar livre em parques e jardins
Um parque ou jardim público não custa nada e rende uma tarde inteira de brincadeira. Um piquenique preparado em casa custa uma fração do preço de uma refeição num café ou restaurante, e jogos como a apanhada, o elástico ou a macaca não exigem qualquer equipamento.
Muitas câmaras municipais organizam ainda, em jardins públicos, sessões pontuais de animação de verão para crianças, consulte o calendário de eventos da autarquia local antes de planear a semana.
2. Praia em vez de parques aquáticos pagos
Para as famílias perto do litoral, a praia oferece o que muitos parques aquáticos cobram à entrada: água, areia e espaço para correr. Um balde, uma pá e uma bola bastam para ocupar uma criança durante horas, sem qualquer custo de bilhete.
Um pormenor importante: a maioria das praias tem apoio de nadador-salvador em horário definido durante o verão, o que garante segurança sem necessidade de recorrer a espaços privados vigiados e pagos.
3. Museus e monumentos nos dias de entrada gratuita
As crianças até aos 12 anos têm sempre entrada gratuita em museus e monumentos geridos pela Direção-Geral do Património Cultural, e os residentes em Portugal têm acesso livre todo o dia aos domingos e feriados nestes espaços. Há ainda um regime, o chamado Acesso 52, que permite a qualquer residente visitar gratuitamente 37 museus, monumentos e palácios durante 52 dias por ano, em qualquer dia da semana, basta apresentar o cartão de cidadão na bilheteira.
Combinar duas visitas culturais gratuitas com um piquenique no jardim junto ao museu transforma uma manhã em família num programa completo sem qualquer despesa de entrada.
4. Campos de férias municipais: a alternativa mais barata aos privados
Muitos municípios praticam um tarifário duplo para os campos de férias: um valor mais baixo para residentes ou estudantes e um valor mais alto para o público em geral, com diferenças que podem chegar aos 20 euros por semana, por criança. Nalguns casos há também desconto na inscrição do segundo educando.
Os programas municipais esgotam depressa, muitas vezes em horas após a abertura das inscrições. As famílias que decidem só no início de julho chegam tarde às vagas mais baratas e acabam a optar por um campo privado, apenas porque ainda tem lugares disponíveis. Quando o município já não tem vagas, juntas de freguesia, associações locais e instituições de solidariedade social costumam praticar preços mais baixos do que campos privados de gestão comercial.
5. Bibliotecas municipais: atividades gratuitas de verão
Nas tardes mais quentes, as bibliotecas municipais são um refúgio fresco e gratuito. Muitas organizam, durante o verão, clubes de leitura, oficinas de expressão plástica e sessões de contos para crianças, com inscrição simples e sem qualquer custo.
Este tipo de programa costuma ter vagas limitadas, por isso convém consultar o site da câmara local com alguma antecedência para garantir lugar.
Nenhuma destas ideias exige grande planeamento nem orçamento elevado. Quem combina parques, praia, museus gratuitos, campos municipais e bibliotecas ao longo do verão consegue preencher semanas inteiras de atividades sem que a fatura de agosto traga surpresas.
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