Share the post "IRS 2026: prazo para reclamar das deduções está a terminar"
O prazo para os contribuintes reclamarem dos valores das deduções à coleta do IRS termina a 31 de março, imediatamente antes do arranque oficial da entrega da declaração, que começa a 1 de abril.
Esta é uma das fases mais importantes do calendário fiscal, apesar de frequentemente ignorada. Os contribuintes podem ainda consultar no Portal das Finanças os montantes apurados pela Autoridade Tributária com base nas despesas registadas ao longo do ano anterior.
O que está em causa nas deduções do IRS
As deduções à coleta correspondem a despesas que permitem reduzir o imposto a pagar ou aumentar o reembolso. Incluem áreas como saúde, educação, habitação, lares e despesas gerais familiares.
Os valores apresentados pela Autoridade Tributária resultam da informação comunicada ao longo do ano, sobretudo através do sistema e-fatura e de entidades externas.
No entanto, erros podem acontecer, desde faturas não validadas até despesas mal classificadas. É precisamente por isso que existe este período de consulta e reclamação.
Até quando é possível reclamar
O prazo para reclamar termina a 31 de março. Até essa data, qualquer contribuinte pode contestar os valores apresentados, caso identifique inconsistências.
A reclamação pode ser feita diretamente no Portal das Finanças ou junto de um serviço de atendimento da Autoridade Tributária.
Importa, no entanto, ter em conta uma nuance que costuma passar ao lado de muita gente. É que nem todas as deduções podem ser alteradas nesta fase.
Algumas categorias, como saúde ou educação, podem ter de ser corrigidas mais tarde, durante o preenchimento da declaração Modelo 3.
O que acontece depois do prazo
Terminada a fase de reclamação, os valores das deduções ficam, na prática, “fechados” para efeitos automáticos.
Isto significa que serão utilizados pela Autoridade Tributária no cálculo do imposto, especialmente no caso do IRS automático.
Ainda assim, quem optar pelo preenchimento manual da declaração poderá, em alguns casos, corrigir ou introduzir valores diretamente no momento da entrega.
Mas isso exige atenção redobrada e maior responsabilidade por parte do contribuinte.
A ligação com o início da entrega do IRS

O fim do prazo para reclamações coincide com a preparação da campanha de IRS, que decorre entre 1 de abril e 30 de junho.
Este calendário não é coincidência. A Autoridade Tributária utiliza os dados consolidados até ao final de março para pré-preencher as declarações, simplificando o processo para milhões de contribuintes.
Na prática, o que não for revisto até ao final de março poderá refletir-se diretamente no valor final do imposto.
Ignorar esta fase pode traduzir-se em perdas financeiras concretas. Pequenos erros acumulados (uma fatura mal classificada, uma despesa em falta) podem resultar em centenas de euros de diferença no reembolso.
E, como acontece com quase tudo no IRS, o sistema não vai bater à porta a avisar. Se não for o contribuinte a verificar, assume-se que está tudo certo.