Clara Henriques
Clara Henriques
09 Out, 2013 - 09:40
Mais de metade do desemprego é de longa duração

Mais de metade do desemprego é de longa duração

Clara Henriques

O desemprego de longa duração assume uma das preocupações primordiais do Governo. Os números do primeiro semestre não são animadores e é urgente olhar para eles de forma crítica e construtiva.

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Há mais de 17% da população activa portuguesa no desemprego. Os números assumiram algum optimismo no Verão de 2013, mas foi algo muito tímido e sazonal. Iniciado o último trimestre do ano, o país volta a confrontar-se com um aumento do número de desempregados, o que deixa muitas questões no ar. Que política está a ser seguida? Que medidas estão a ser implementadas no combate ao desemprego? E será que estão a funcionar? São estas algumas das inúmeras questões que todos os dias assolam os portugueses.

A gravidade do desemprego de longa duração

No Boletim Económico de Outono publicado no passado dia 8, o Banco de Portugal refere que as condições de trabalho estão deteriorar-se cada vez mais em Portugal. O primeiro semestre do ano foi indicativo disso, assumindo dados que apontam que os desempregados mais afectados são os de longa duração. O desemprego de muito longa duração (superior a 25 meses), também continuou a crescer susbtancialemte no primeiro semestre do ano. 

O Banco de Portugal considera ainda que o forte aumento da duração do desemprego implica também uma maior penalização salarial na altura do retorno ao emprego. Esta penalização deve-se principalmente à depreciação das competências profissionais dos desempregados, mas também porque os próprios salários de reserva tendem a diminuir com a duração do desemprego.

O próximo passo passa por criar medidas que consigam combater o desemprego de longa duração.

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