Ekonomista
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02 Jul, 2026 - 18:00

Maravilhário: a exposição gratuita no Porto com 200 mil peças raras

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Exposição Maravilhário no Porto reúne 200 mil peças raras até 20 de setembro. Entrada livre grátis. Saiba o que ver e como poupar na visita.

O Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP) abriu ao público, a 17 de junho, a exposição “Maravilhário – Doações ao Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto”. A mostra junta cerca de 200 mil doações recolhidas ao longo de quase três séculos e está patente até 20 de setembro, no Polo Central do museu, instalado no edifício da Reitoria da U.Porto.

Para quem procura um programa de verão no Porto sem esvaziar a carteira, a boa notícia está logo à entrada: a visita livre é gratuita. Só paga quem quiser guia especializado ou combinar com outras exposições do museu.

O que é o Maravilhário e onde fica

A exposição celebra o gesto de doar como motor da construção do património científico da universidade. Segundo a vice-reitora para a Cultura e Museus, Fátima Vieira, citada pela U.Porto, a mostra reconhece o contributo de investigadores, colecionadores, estudantes e naturalistas que ao longo de mais de dois séculos foram entregando peças ao museu.

O acervo total inclui números que dão a escala do projeto: 125 mil insetos, 40 mil moluscos, 39 mil espécimes de herbário, 5.500 exemplares de árvores e arbustos, 4.450 aves e 2.500 aracnídeos, além de 1.150 fósseis, 1.650 objetos etnográficos, 1.550 peças arqueológicas, 600 peixes, 500 anfíbios e répteis, 300 rochas e minerais e 198 mamíferos. A entrada faz-se pelo Jardim da Cordoaria, no coração da cidade.

Onde: Polo Central do MHNC-UP, Edifício da Reitoria da Universidade do Porto.
Quando: até 20 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h.

Quanto custa visitar

Este é o dado que mais interessa a quem gere o orçamento familiar: a visita livre não tem custo. As opções pagas destinam-se apenas a quem quer acompanhamento de um guia ou visitas combinadas com outras mostras do museu, como “Gemas, Cristais e Minerais” ou o Laboratório Ferreira da Silva.

Os preços das visitas orientadas ficam assim: 3 euros para uma visita orientada simples, 5 euros para combinar duas exposições e 7 euros para as três. Quem quiser visitar também o Edifício Histórico da Reitoria paga 6 euros ou 3 euros se for colaborador, Alumni da U.Porto ou tiver o cartão Porto. Para grupos escolares, os valores descem para 3 euros na visita simples e chegam aos 5 euros na combinação de três exposições.

Para uma família com dois adultos e duas crianças, uma manhã inteira no museu pode ficar a zero euros, ou a pouco mais de 10 euros com guia, muito abaixo do custo médio de um passeio de verão fora de casa.

O que vai ver: as peças que valem a viagem

Entre as centenas de milhares de itens, a exposição escolheu destaques que dispensam apresentação. O mais impressionante é o esqueleto de uma baleia-azul juvenil, encontrada na Praia do Paraíso, em Matosinhos, em 1937, e mais tarde oferecida à universidade.

Há também a coleção neotropical reunida por José Teixeira da Silva Braga Júnior, com milhares de aves, mamíferos, répteis e peixes trazidos do Brasil, e uma coleção de escorpiões doada em 2025 pelo biólogo neerlandês Arie van der Meijden. Completam o percurso peças arqueológicas recolhidas em monumentos megalíticos portugueses no final do século XIX, uma bússola usada em trabalhos topográficos em Moçambique nos anos 60 e a peça “Rei a Cavalo”, da ceramista Rosa Ramalho.

Se procura um passeio educativo com as crianças que combine ciência, história e arte no mesmo espaço, este é um dos programas mais completos do Porto este verão e sem entrada paga.

Como organizar a visita e poupar tempo

Vá durante a semana, se puder. Os fins de semana tendem a atrair mais famílias e a fila para entrar pelo Jardim da Cordoaria cresce a partir do meio da manhã. Reserve pelo menos 90 minutos para percorrer a exposição com calma, sobretudo se levar crianças que queiram parar em cada vitrine.

Antes de sair de casa, vale a pena confirmar horários e eventuais alterações no site oficial do MHNC-UP, já que exposições temporárias por vezes sofrem ajustes de calendário. Se planeia combinar com outras exposições do museu, compre o bilhete combinado à entrada: sai mais barato do que pagar cada visita em separado.

Este tipo de programa mostra que not é preciso gastar para ocupar bem o tempo livre em família. Entre uma baleia de sete metros e uma coleção de escorpiões, o Porto tem, até setembro, um dos melhores planos gratuitos do país.

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