Marta Maia
Marta Maia
15 Jun, 2022 - 11:59

Qual o melhor seguro de saúde para si? 4 aspetos a considerar

Marta Maia

Saiba como escolher o melhor seguro de saúde para si, que critérios usar na escolha e a que detalhes prestar atenção.

O mercado dos seguros de saúde vai de vento em popa e não faltam opções. No entanto, existe um bom motivo para que exista tanta variedade de oferta: nem todos os seguros servem a todo o tipo de clientes.

Escolher o melhor seguro de saúde para si implica atentar às suas características individuais e combiná-las com as características do seguro. O processo exige algum tempo e esforço na pesquisa de mercado e na comparação de opções, mas vale a pena – não só pode poupar algum dinheiro como evita surpresas desagradáveis em momentos inoportunos.

A importância de escolher o melhor seguro de saúde

O seguro de saúde existe para protegê-lo em momentos de maior fragilidade – aqueles em que tudo aquilo com que não quer preocupar-se é dinheiro ou burocracias. Quando paga, não paga apenas pelo apoio nos cuidados médicos; paga a paz de espírito, a segurança de saber que não é a falta de dinheiro que o deixa desamparado.

O melhor seguro de saúde para si é, por isso, aquele que não se esquiva com letras pequeninas e regras-surpresa na hora em que vai pedir ajuda. É aquele que cobre todas as suas necessidades e, mais do que isso, prevê as necessidades mais prováveis no futuro próximo.

Como escolher o melhor seguro de saúde?

A variedade de seguros de saúde disponíveis no mercado tem um lado muito positivo: para cada cliente haverá um seguro que serve melhor. Também para si haverá o seguro de saúde ideal (ou perto disso), só precisa de estar consciente das suas necessidades e procurar a seguradora que lhe dá melhor resposta.

Mas o que ter em conta na hora de analisar as ofertas do mercado? Há quatro grandes tópicos a considerar: as suas características pessoais; as coberturas da apólice; as franquias; e a rede de parceiros.

Haverá, em cada proposta, outros detalhes que podem ser importantes para si, mas, de uma forma geral, é nestes pontos que tem de debruçar-se primeiro. Os outros poderão servir para desempate, numa fase mais avançada da comparação.

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As suas características individuais

A sua idade, estado de saúde, profissão e outras características pessoais podem influenciar o valor a pagar pelo prémio do seguro de saúde. Já se sabe que, por princípio, as seguradoras não entram no negócio para perder, e por isso deixarão cair sobre si o custo do risco.

Quer dizer que, por exemplo, se tiver uma idade mais avançada, pagará mais pelo seguro de saúde. O mesmo acontece se exercer uma profissão de risco ou estatisticamente associada ao desenvolvimento de problemas crónicos de saúde.

No fundo, tudo o que indique que pode vir a precisar de cuidados médicos mais frequentes do que o habitual servirá para agravar o prémio da apólice.

Quando procurar o melhor seguro de saúde para si, providencie todos os seus dados individuais para a simulação. Pode parecer que está a expor-se – e, na prática, está mesmo -, mas a vantagem é que recebe uma simulação dos custos muito próxima do real.

Além disso, quanto mais honesto e exaustivo for durante a contratação de um seguro, menos espaço haverá para que a seguradora encontre subterfúgios e se esquive na hora de o ajudar com despesas.

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As coberturas da apólice

As apólices variam entre seguradoras e até dentro da mesma seguradora e são uma das partes mais importantes de um seguro de saúde.

Mais do que protegê-lo numa maior ou menor variedade de ocasiões, as apólices devem encaixar nas suas necessidades, não indo além delas para não fazê-lo desperdiçar dinheiro.

Por exemplo, se tiver mais de 50 anos provavelmente dispensa um seguro de saúde com cobertura para partos, certo? Mas talvez lhe dê jeito uma cobertura para próteses dentárias.

O melhor seguro de saúde para si será sempre aquele que se alinha mais com aquilo de que precisa nesta fase da vida. As coberturas podem, de resto, ser alteradas ao longo do tempo para continuar a acompanhar as suas necessidades – só tem de negociar com a seguradora para evitar agravamentos no prémio.

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As franquias

As franquias dos seguros de saúde são as parcelas dos custos de tratamentos que terá de suportar do seu bolso.

Por norma, quanto mais altas forem as franquias, mais barato é o prémio do seguro – o que, trocado por miúdos, significa que quanto mais dinheiro estiver disposto a por do seu bolso quando fizer tratamentos de saúde, menos pagará pela apólice.

Neste campo, não é fácil dizer-lhe qual é o melhor seguro de saúde: vai depender do que está disposto a pagar pela apólice, da sua capacidade para suportar custos sem ajuda e, claro, da frequência com que procura o médico e do preço total dos tratamentos de saúde que costuma fazer.

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A rede de parceiros

Este é um tópico muitas vezes ignorado por quem contrata os seguros de saúde, e não devia. Que sentido faz contratar um seguro cheio de coberturas, se depois não há, perto da sua residência, uma clínica, consultório ou hospital que pertença à rede convencionada?

A rede convencionada é o conjunto de médicos, clínicas e hospitais que têm acordo com determinada seguradora de saúde.

Na prática, estes médicos e clínicas cobram aos utentes apenas a parte do custo que lhes cabe suportar e depois vão às seguradoras cobrar o resto. Pelo contrário, fora da rede convencionada os clientes têm de pagar tudo numa primeira fase e depois pedir à seguradora o reembolso do que não lhes cabe suportar.

Percebe-se, assim, a importância de a rede convencionada de uma seguradora de saúde ser de fácil acesso para si. Afinal, e independentemente das coberturas, o melhor seguro de saúde é aquele de que consegue beneficiar sem esforço e sem prejuízo do seu bem-estar quando fica doente.

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