João Abreu
João Abreu
25 Jan, 2019 - 10:49
Melhores pneus para o seu carro: o que diz um especialista

Melhores pneus para o carro: conheça a opinião de um especialista

João Abreu

Escolher os melhores pneus para o seu carro, garante a sua segurança em piso molhado, assim como seco. Fique a conhecer as opiniões de um especialista.

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A escolha dos melhores pneus para o seu automóvel é uma das principais preocupações a ter em consideração. Estes são responsáveis por transmitir toda a a componente do seu veículo ao solo. Uma boa escolha de pneus pode favorecer a performance e segurança na estrada, enquanto que uma má escolha pode prejudicar.

Para tal, é importante esclarecer-mos que, independentemente da escolha da marca, tipo de pneu e dimensões associadas, o foco principal é que os melhores pneus são aqueles que melhor se adaptam ao seu veículo e à sua condução. Como em todos os produtos, existem vantagens e desvantagens e os pneus inserem-se numa categoria orçamental cujos valores podem ser bastantes distintos.

Outra abordagem que cada condutor deve ter sempre em mente, está patente na utilização e manutenção dos pneus. Um pneu que, por exemplo, não esteja com a pressão correta, pode comprometer a segurança do seu automóvel, assim como o nível de desgaste precoce, falta de dinâmica, aumento de consumos e um nível de ruído acima da média.

De forma a esclarecer estas e outras particularidades sobre a escolha dos melhores pneus a serem equipados no seu carro, procedemos à recolha de informações através de um especialista nesta área, tendo por base uma componente mais realista e factual.

Melhores pneus para o seu automóvel: o especialista explica

Algumas construtoras automóveis elegem uma determinada marca de pneus a serem equipados de fábrica nos mais variados tipos de modelos. Porém, a mesma marca de pneus poderá apresentar diferentes gamas de compósito e geometria do pneu, consoante o tipo de modelo. Os melhores pneus são sempre aqueles que entendem o propósito e a tipologia do automóvel. Poderemos encontrar diferentes pneus que se destinam a segmentos citadinos, familiares, SUV´s e desportivos.

Com o intuito de consolidar informações credíveis, recorremos à opinião de um especialista, cuja experiência revela-se dentro do domínio da composição dos pneus, equilíbrio e alinhamentos.

Segundo José Carlos – gerente da oficina Auto Calibragem Silvar, em Guimarães – existem, essencialmente, 3 gamas no mercado de pneus a serem equipados nos automóveis: as marcas de referência, intermédias e as sub-marcas (marcas brancas das marcas de referência).

escolher pneus

1. Marcas de referência

No que respeita em obter a melhor performance do seu automóvel, assim como promover um nível de desgaste prolongado, a marca Michelin é considerada a líder nesta categoria de critérios, assim como na preferência de equipamento por parte dos condutores. Segue-se a Continental e a Bridgestone, como alternativas equivalentes.

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Cada uma destas marcas possuem gamas diferentes de compósito de borracha. A Michelin com a gama Pilot Sport, a Continental com a Sport Contact e Premium Contact e a Bridegstone com a gama Potenza.

José Carlos referiu, ainda, que a Pirelli é a marca que normalmente vem equipada de origem, na maior parte dos carros, sendo a P zero a gama mais comum.

A marca Hankook tem vindo a sobressair no mercado, sendo uma alternativa igualmente premium, dentro das marcas de referência. Por último, a marca Falken é considerada a 5ª maior produtora de pneus a nível mundial.

2. Marcas intermédias

Para os condutores que procuram equipar os melhores pneus, mas com uma alternativa mais competitiva, sugerem-se as marcas FirestoneVredestein e Nexen. Todos estes pneus comportam valores equilibrados entre eles e são uma alternativa mais económica face às marcas de referência.

Contudo, José Carlos assume que, apesar das propriedades dos pneus serem idênticas perante as mais caras, a durabilidade de aderência ao piso é concluída mais cedo, obtendo um menor ciclo de vida.

3. Sub-marcas

Apesar dos pneus serem um bem essencial na promoção e garantia da segurança contínua na estrada, estes acabam por ser um dos maiores investimentos, após a compra de um automóvel. Por vezes, muitos condutores optam por comprar pneus usados de forma a não subtraírem demasiadas quantias no orçamento do final do mês.

O nosso conselho passa por recorrer à compra de sub-marcas, em vez de usados. Os motivos são simples: os pneus usados, apesar de aparentemente apresentarem condições de desgaste minimalistas ou aceitáveis para uma segunda utilização, o seu histórico será sempre uma incógnita. Como os pneus são fabricados de dentro para fora, não nos é visível se, anteriormente, este foi sujeito a um reparo na malha da rede de revestimento interno ou se já se encontra em utilização há muitos anos. Lembre-se que um pneu tende a perder as suas propriedades de aderência entre 9 a 10 anos.

Desta forma, é preferível adquirir pneus novos de sub-marcas como a TyfoonSportivaViking e Mabor. Estas marcas não estão destinadas a competir com as gamas premium, mas garantem toda a segurança admissível e obrigatória para uma condução eficaz e normalizada.

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Segurança e preservação dos pneus

verificar estado do pneu

É sugerido compreender que a escolha dos melhores pneus vai ao encontro de uma boa manutenção dos mesmos. Qualquer pneu – dos mais premium aos mais low-cost – necessita de uma regulamentação e vistoria semanal, por parte de cada condutor. Para José Carlos, o nível de produtividade da eficiência dos pneus num automóvel, deriva de vários fatores técnicos que devem ser verificados, tais como:

Consumo irregular do pneu

  • Equilíbrio imperfeito das rodas;
  • Irregularidade da travagem;
  • Ineficácia dos amortecedores.

Eficiência da válvula do pneu

  • A válvula é um elemento que contribui para uma perfeita selagem do pneu, durabilidade e segurança;
  • Deve verificar se a válvula se encontra em perfeito estado;
  • Sugere-se o indispensável aperto da tampa da válvula.

Nível de desgaste

  • A profundidade mínima de um pneu é de 1,6 mm, permitida pelo Código da Estrada;
  • A superfície do pneu apresenta “Indicadores de desgaste”, que apontam para esse limite.

Pressão dos pneus

A pressão excessiva determina:

  • Consumo irregular;
  • Menor conforto.

Uma pressão baixa ou insuficiente está na origem de:

  • Sobreaquecimento e desgaste precoce do pneu;
  • Insegurança na condução, devido à alteração do comportamento do veículo;
  • Consumo rápido e irregular;
  • Aumento do consumo de combustível;
  • O controlo deve ser realizado “a frio”, pelo menos uma vez por mês e sempre que iniciar longas viagens;
  • Em caso de controlo “a quente” (o pneu aquece com o uso), é normal haver um aumento da pressão na ordem dos 0,3 bar;
  • Nunca esvazie um pneu quente;
  • Deve respeitar sempre o nível de pressão indicado pelo construtor do seu veículo.

Como última sugestão, a par de obter os melhores pneus, José Carlos abordou a temática da alternativa eficaz sobre insuflar os pneus com nitrogénio, em vez de oxigénio. Por questões físicas, o oxigénio promove e conserva o calor, enquanto que o nitrogénio dissipa-o. Com isto, a duração do pneu aumenta.

A nível de benefícios, o uso de nitrogénio na insuflagem de pneus prolonga a sua duração entre 10% a 20%, promove uma melhor resistência ao rolamento, logo, na economia de combustível, tem uma pressão constante e, por isso, promove um estilo de condução uniforme, sob qualquer registo topográfico da estrada.

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