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David Afonso
David Afonso
11 Mai, 2021 - 16:27

Mobilidade partilhada: uma realidade do transporte atual

David Afonso

A mobilidade partilhada é uma realidade cada vez mais presente nos grandes centros urbanos. Descubra mais sobre este conceito.

homem a andar de bicicleta a simbolizar mobilidade urbana

Tendo em consideração que um carro gasta cerca de 95% da sua vida útil estacionado na via pública ou numa garagem, com os custos que isso acarreta, poderíamos dizer, sem dúvida, que não é bem utilizado. Isto é o que pensam cada vez mais pessoas, que estão comprometidas com iniciativas que promovem a mobilidade partilhada.

Esta é uma tendência que não só permite poupar, como também ajuda a reduzir o trânsito e a poluição urbana.

Ao mesmo tempo, o crescimento constante da população mundial e a expansão das cidades significa que as cidades enfrentam novos desafios de equidade, acessibilidade ou até mesmo exclusão.

Assim, a verdadeira resposta para esse problema é encontrar uma mudança no modelo de mobilidade. Desta forma, a coordenação de recursos e o aumento de alternativas que permitam aos utilizadores usufruir desses recursos de forma mais eficiente pode ser a solução.

Ora, uma dessas alternativas é, então, a mobilidade partilhada. Vejamos em que consiste esse conceito.

O que é mobilidade partilhada?

De acordo com especialistas, o futuro das cidades está na mobilidade urbana multimodal. Ou seja, com passeios a pé, de bicicleta, com veículos com emissão zero e veículos passíveis de serem partilhados. Logo, este é um conceito que tem vindo a ganhar cada vez mais força.

Assim, definimos a mobilidade partilhada como a digitalização da oferta de transporte que possibilita serviços multifuncionais para a deslocação de pessoas.

Estes serviços pretendem potenciar soluções de transporte mais ajustadas ao ritmo urbano, como alternativas inteligentes ao uso do carro particular.

Por exemplo, no caso dos automóveis a mobilidade partilhada descreve o simples ato de viajar num veículo com mais de duas pessoas, sendo que todos os ocupantes procuram esse serviço para se deslocarem.

No fundo, estamos a falar da partilha de veículos particulares para reduzir o número de veículos que circulam ao mesmo tempo.

Com efeito, tal como referido em cima, existem, então, diferentes iniciativas que podem abranger este conceito no contexto automóvel.

Principais iniciativas de mobilidade partilhada

Embora tenham aparecido algumas soluções para potenciar a mobilidade partilhada, a verdade é que ainda existem reservas quanto a este conceito.

No entanto, é possível identificar duas principais: o carpooling e o carsharing.

O que é o carpooling?

O carpooling consiste em partilhar um veículo próprio e as despesas numa viagem entre vários passageiros. No mesmo carro, juntam-se diferentes pessoas que costumam realizar o mesmo trajeto, seja de casa para o trabalho ou numa viagem longa pelo país.

Esta é uma solução económica de transporte, principalmente para grandes percursos, e também uma medida amiga do ambiente.

Ao reduzir o número de carros a circular nas cidades é possível diminuir as emissões de CO2.

Plataformas de carpooling a operar em Portugal

As maiores plataformas neste momento em Portugal são:  

O que é o carsharing?

O carsharing é uma forma de aluguer de viaturas por um curto período de tempo, sem que seja preciso fidelizar-se, pagar taxas de inscrição, ou qualquer tipo de mensalidade fixa.

Terá apenas de pagar pelo aluguer de um veículo quando o utilizar. O preço inclui já o custo do seguro, do estacionamento, e do combustível.

O principal objetivo deste serviço é reduzir o uso excessivo do carro e a quantidade de automóveis em circulação nas estradas. Assim, reduz também a emissão de dióxido de carbono através da partilha de veículos, que ficam distribuídos por vários pontos na cidade.

Plataformas de carsharing a operar em Portugal

Atualmente, as maiores plataformas neste momento em Portugal são:

Vantagens das iniciativas de mobilidade partilhada

Em substituição ou como complemento da propriedade de veículos, as soluções de mobilidade partilhada são, sem dúvida, alternativas que cada vez mais fazem sentido nas cidades e sociedades modernas.

Tendo mais utilizadores e utilizações que os veículos individuais, são um contributo para a redução do trânsito e poluição nas cidades.

As suas principais vantagens são:

  • Conveniência: pode utilizar um automóvel por uma curta duração, sem ter de o adquirir;
  • Burocracia: inexistência de fidelidades e mensalidades de aluguer;
  • Poupança: todos os custos estão incluídos.;
  • Acessibilidade: a partir das diferentes plataformas é possível combinar um ponto de recolha, posteriormente um destino;
  • Solução ecológica: reduz a emissão de gases poluentes ao reduzir número de carros nas vias urbanas.
  • Tempo e trânsito: diminui o congestionamento rodoviário.

Existem outras soluções de mobilidade partilhada?

Em relação aos transportes públicos, a mobilidade partilhada enfatiza as vantagens de se preferir o metro ou autocarros com emissão zero em vez do transporte privado.

Contudo, existem outros meios que começam cada vez mais a gerar retorno em Portugal, especialmente em Lisboa.

Em 2019, o mercado dos modos partilhados de transporte, como bicicletas, trotinetas ou “carsharing”, valeu mais de 50 milhões de euros.

Nesse ano, entre trotinetas, bicicletas, motos e automóveis partilhados, Lisboa gerou nestes moldes cerca de “30 mil viagens/dia”. Estima-se que o número de utilizadores ascendeu aos 400 mil.

Com efeito, estes números são a prova de que não é só Portugal que precisa deste estímulo. Pelo mundo as principais cidades têm vindo a desenvolver, igualmente, soluções capazes de acompanhar esta evolução necessária.

Assim, estas inovações terão sempre de ser pautadas por uma crescente aproximação das necessidades do utilizador.

Isto é, o que realmente os utentes necessitam é de um transporte económico, fiável, seguro, de porta a porta e disponível 24/7, pois é disto mesmo que irão abdicar no futuro se o carro particular deixar de ser uma opção.

Deste ponto de vista, será necessário criar mecanismos de gestão de transportes suficientemente flexíveis para permitir atender aos pedidos. Logo, o desenvolvimento de soluções por parte das “Smart Cities” é imperial.

Isto porque têm de conseguir albergar estas mudanças de paradigma e tornar possível que, num futuro próximo, seja possível que a mobilidade partilhada facilite tanto a nossa sociedade como o impacto que esta tem no nosso planeta.

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