Publicidade:

Desafio Momo: PSP alerta para perigos do jogo que circula na Internet

Antes de copiar, informe-se sobre o desafio Momo na Internet, um jogo perigoso que, em casos extremos, pode levar ao suicídio.

Desafio Momo: PSP alerta para perigos do jogo que circula na Internet
Conheça os perigos do jogo

Também conhecida como “mãe-pássaro”, esta figura foi primeiramente mostrada em público numa exposição em 2016, no museu Vanilla Gallery, em Tóquio. A escultura é da autoria de Keisuke Aisawa, artista japonês que nunca considerou a popularidade da figura. O desafio Momo surgiu um ano depois, bem distorcido da realidade inicial para a qual foi criada.

Desafio Momo na Internet: o que é e como evitar


O jogo começou na Internet, em 2018, mas foi agora reavivado em plataformas como o YouTube. Inicialmente, este jogo arrancou no WhatsApp. Em diferentes conversas, vários utilizadores iam enviando esta figura para diferentes contactos e aqueles que mais se envolvessem poderiam alcançar situações extremas.

Tal como aconteceu com a “Baleia Azul”, o desafio Momo na Internet foi também considerado um jogo muito perigoso que levou mesmo a situações de suicídio (situações já confirmadas pelas autoridades locais de diferentes países, nomeadamente França).

Aquilo que, efetivamente, fez despoletar novamente este jogo foi um trecho de vídeo colocado no YouTube, onde a Momo volta a surgir. No entanto, a plataforma rapidamente se apressou a assumir não ter qualquer relação com a aparição desta figura que, ao que parecia, já teria sido “erradicada”.

Ainda que, segundo o seu criador, esta “mãe-pássaro” tenha sido efetivamente criada para assustar pessoas, este nunca foi o desfecho procurado pelo artista, que nunca pensou que a sua criação alcançasse este tipo de fama – com uma conotação tão negativa associada.

O desafio Momo

Com o seu rosto assustador, a Momo chegou a todo o mundo através do WhatsApp. Contacto através de contacto, esta figura ia assustando os mais jovens e propondo desafios perigosos que, em situações extremas, levou ao suicídio de participantes.

Um dos continentes mais afetados, senão o mais afetado, foi a América Latina, onde se registaram mortes de crianças associadas ao desafio Momo na Internet. O jogo estava associado a diferentes contactos que, copiando-se uns aos outros, iam espalhando o desafio por toda a parte.

Mais recentemente, o desafio foi relançado, havendo relatos de pais no Reino Unido que afirmam ter visto a figura assustadora em vídeos do YouTube Kids, plataforma especialmente criada para crianças, com conteúdo filtrado e apropriado para essas idades.

Outros afirmam também ter visto a Momo em jogos online, como o “Fortnite“, ainda que esses não sejam relatos totalmente confirmados. A verdade é que este desafio colocou em alerta as autoridades de vários países, incluíndo a PSP.

Cuidados a ter

É a própria Polícia de Segurança Pública que alerta para as repercussões deste desafio que, por se espalhar pela Internet, torna-se difícil de monitorizar e controlar – sobretudo em plataformas como o WhatsApp, cujas conversas são encriptadas.

Todo o cuidado é pouco, por isso a PSP apela à implementação de ferramentas de controlo parental, para além de uma atenção redobrada àquilo que é visto pelas crianças quando navegam na Internet. No caso de se avistar a figura, é aconselhado que se contacte a PSP de imediato.

A figura que “já morreu”

Em declarações ao The Sun, Keisuke Aisawa afirma já ter morto a escultura que o fez famoso. De acordo com o artista, o “feitiço foi quebrado” para que este desafio acabe de vez (idealmente). Não que Aisawa tenha o poder de governar aquilo que acontece na Internet, mas este garante que já destruiu a figura.

Segundo o japonês, a própria não foi feita para durar tendo em conta os materiais utilizados. Como tal, e aproveitando a gravidade da situação que daí despoletou, o artista já terá eliminado a figura inspirada nos filmes de terror do cinema.

Veja também:

Luísa Santos Luísa Santos

Licenciada em Ciências da Comunicação - Jornalismo, Mestre em Multimédia, cantora sem diploma nas horas livres. Trabalha atualmente em Marketing e Comunicação, é viciada em redes sociais e fervorosa adepta do desenrasque.