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Viviane Soares
Viviane Soares
05 Jan, 2017 - 13:50

As obras falsificadas que estão a abalar o mundo da arte

Viviane Soares

Obras falsificadas de mestres da pintura dos séculos XVI e XVII estão a causar um profundo mal estar no mercado da arte. Há €225 milhões em prejuízos.

As obras falsificadas que estão a abalar o mundo da arte

São 25 as obras falsificadas que estão na origem daquele que é, de acordo com os especialistas, o maior escândalo do mundo da arte do último século. A leiloeira Sotheby’s já recolheu duas dessas obras e viu-se obrigada a reembolsar – em muitos milhões de euros – os colecionadores que as adquiriram.

Há investigações em curso e processos interpostos em tribunal para reaver os alegados 225 milhões de euros em prejuízos. Crê-se que todas as 25 obras foram negociadas por um auto-intitulado colecionador francês, o mesmo que alega nunca ter apresentado as obras em causa como sendo da autoria de mestres da pintura. Afirma que é apenas um colecionador e que a autoria das obras foi atribuída pelos especialistas que as avaliaram. De qualquer forma, está a ser investigado como cúmplice de uma rede de falsificação de obras de arte.

A procura por obras dos denominados “Old Masters”, mestres da pintura dos séculos XVI e XVII, gerou, eventualmente, um excesso de confiança por parte dos especialistas que avaliam a autenticidade de obras de arte. É certo que a qualidade das falsificações, muito acima da média, foi um factor decisivo para este erro de julgamento.

As autoridades responsáveis pela investigação em curso não estão disponíveis para confirmar e apresentar as 25 obras falsificadas envolvidas neste escândalo. Todavia, sabe-se que as seguintes obras fazem parte desse lote.

Obras falsificadas

1. “Venus”, da autoria de Lucas Cranach

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2. “Saint Jerome”, da autoria de Parmigianino

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3. “David Contemplating the Head of Goliath”, da autoria de Orazio Gentileschi

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4. “Portrait of an Unknown Man”, da autoria de Franz Hals

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5. “Portrait of Cardinal Borgia”, da autoria de Diego Velásquez

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Numa entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Bob Haboldt, um dos maiores negociantes de arte a nível internacional, referiu que este é, provavelmente, o maior escândalo do mundo da arte do último século, desde aquele que envolveu obras falsificadas do pintor holandês Johannes Vermeer, no decorrer da década de 40.

Este episódio está a abalar o mercado da arte, sobretudo as transações realizadas em algumas das leiloeiras mais conceituadas do mundo, nomeadamente a Christie’s e a Sotheby’s. Para além dos habituais certificados de autenticidade que acompanham as transações de obras de arte, os investidores começam a exigir análises científicas e garantias financeiras  para formalizarem os investimentos. Paira um clima de desconfiança que poderá gerar rupturas financeiras significativas no mercado da arte, nomeadamente nos investimentos de médio e longo prazo.

E em Portugal? Quem assegura a autenticidade das obras?

Esta é, provavelmente, a questão que mais amedronta os colecionadores e pequenos investidores, a segurança de que estão a investir em obras autênticas. No mercado online, esta é uma das principais preocupações a ter em consideração.
Se é cliente habitual destas plataformas, gostará de saber que a P55, a plataforma de bens de luxo em segunda mão e leiloeira, disponibiliza uma equipa de especialistas de confiança que garante a avaliação e a autenticidade das obras que vende. Tendo um modelo de negócios à consignação, possui uma loja física, uma online e uma programação mensal de leilões e rege-se pelo princípio da lealdade.

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