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Teresa Campos
Teresa Campos
21 Out, 2019 - 12:03

Pé de atleta: um mal que não afecta apenas os desportistas

Teresa Campos

O pé de atleta é uma patologia causada por fungos que se alimentam de células mortas da pele e de queratina das unhas. Saiba como evitar este problema

Médico a tratar pé de atleta

O pé de atleta (tinea pedis) é uma micose nos pés ou nos dedos, causada por fungos, os dermatófitos. Como é altamente contagiosa, esta é uma infeção que pode alastrar para outras zonas do corpo como mãos, unhas e tornozelos.

Estima-se que 15% a 25% da população tem pé de atleta pelo menos uma vez na vida. O nome da patologia advém, naturalmente, da sua maior incidência em desportistas ou utilizadores de balneários, piscinas e chuveiros públicos.

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Mulher com dores nos pés

O aparecimento desta doença está muito associado ao contágio. Este é mais frequente em lugares húmidos, como piscinas e balneários públicos, através do contacto direto com superfícies contaminadas, e também por meio do uso de toalhas mal lavadas, calçado, meias, lençóis ou roupa de pessoas com pé de atleta. O contágio é ainda mais comum no verão, através da água e areia.

As superfícies ficam contaminadas quando alguém que sofre de pé de atleta, por exemplo, anda descalço numa dada superfície, libertando assim pequenas células de pele que contêm fungos.

Três tipos principais

  • Vesicular: forma mais grave e menos comum caraterizada pela formação de pequenas bolhas no peito e na planta do pé, as quais podem rebentar e até causar feridas;
  • Plantar: afeta a planta do pé, o calcanhar e a zona lateral e carateriza-se por descamação e inflamação;
  • Interdigital: forma mais comum que se carateriza por uma infeção nos espaços interdigitais dos dedos dos pés, podendo estender-se a todo o dedo.

Sintomas

O pé de atleta apresenta alguns sintomas que permitem o diagnóstico da doença e consequente tratamento.

  • Comichão ou sensação de queimadura;
  • Vermelhidão;
  • Bolhas;
  • Inflamação;
  • Descamação da pele;
  • Gretas ou fissuras;
  • Mau cheiro;
  • Pele esbranquiçada e frágil;
  • Pele mais dura e grossa na sola do pé.
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Tratamento

O tratamento desta doença não tem propriamente fim, já que há sempre o risco da infeção regressar. Além disso, quanto mais cedo for detetado o problema, melhores serão os resultados da terapêutica.

Normalmente, os resultados são visíveis entre 1 a 2 semanas. Contudo, o tratamento deve ser feito até ao final, de modo a evitar que o problema reapareça.

Existem vários produtos de aplicação tópica, sob a forma de creme, pomada, solução ou pó. Aconselhe-se junto do seu médico de clínica geral ou podologista acerca de qual o tratamento mais indicado para o seu caso.

Prevenção

Há algumas medidas que pode tomar para evitar o contágio por pé de atleta e, também, para garantir um diagnóstico mais célere e uma resolução do problema mais rápida. Esteja atento aos seguintes passos.

  • Observe os pés: assim, conseguirá aperceber-se mais rapidamente de alguma alteração que possa estar associada a esta patologia.
  • Proteja os pés em locais públicos: em espaços públicos, principalmente em locais quentes e húmidos, como balneários, por exemplo, deve sempre usar chinelos ou sandálias, de forma a não deixar que os pés entrem em contacto com superfícies contaminadas.
  • Faça uma higiene diária: lave diariamente os pés, usando um sabonete com pH neutro. Seque muito bem, principalmente entre os dedos.
  • Opte por meias de fibras naturais: evite as fibras sintéticas e use meias de lã, algodão ou seda, as quais devem ser trocadas diariamente.
  • Use calçado leve e ventilado: evite calçado de material sintético, como de vinil ou de borracha.
  • Varie o calçado: troque de 2 em 2 dias de calçado, de modo a que ele areje.
  • Não partilhe calçado, meias e toalhas: assim, não há o risco de contagiar, nem de ser contagiado. Deve, ainda, lavar as meias e as toalhas em água o mais quente possível.
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