Ana Graça
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12 Jun, 2019 - 09:24
Bactérias em piscinas de bolinhas: um perigo real?

Bactérias em piscinas de bolinhas: um perigo real?

Ana Graça

As bactérias em piscinas de bolinhas representam perigo real de infeção, dado que as crianças costumam pôr as bolas na boca e brincar com elas.

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As bactérias estão por todo lado, nomeadamente nos brinquedos e atrações para as crianças. Vamos conhecer o que nos diz um estudo recente acerca da presença de bactérias em piscinas de bolinhas, bem como conhecer em que outros locais e objetos estas tendem a existir em maior abundância.

Brinquedos, brincadeiras e bactérias

A brincadeira e os brinquedos são extremamente importantes para o desenvolvimento e bem-estar das crianças. Através da brincadeira, as crianças comunicam e expressam os seus sentimentos, frustrações e ansiedades, estimulam a imaginação e aumentam a compreensão acerca da realidade envolvente.

O sistema imunológico das crianças é muito imaturo, quando comparado ao dos adultos. A partilha de objetos e brinquedos entre crianças pode favorecer o processo de contaminação e aumentar a transmissão de doenças de que alguma delas possa padecer.

Quando determinada substância não é limpa e desinfetada de forma adequada, alguns microrganismos nocivos podem permanecer nas mesmas durante bastante tempo. Os brinquedos podem ser exemplos destes reservatórios de bactérias.

Tendo em conta a importância dos brinquedos, mas também os perigos que estes podem representar, alguns estudos têm vindo a avaliar a presença de bactérias nestes objetos. Vamos conhecer em maior detalhe os resultados de alguns estudos acerca da presença de bactérias em piscinas de bolinhas, bem como conhecer que outros objetos quotidianos podem representar algum perigo.

A brincadeira e os brinquedos são extremamente importantes

Bactérias em piscinas de bolinhas: quais os perigos?

As piscinas de bolinhas começaram a ganhar popularidade quando algumas cadeias de restauração as começaram a instalar nos seus estabelecimentos comerciais. Estas piscinas começaram então a ser utilizadas de forma mais massiva, inclusive em contextos terapêuticos, nomeadamente, em contextos de estimulação sensorial em crianças.

Com a sua utilização massiva e com o aspeto menos limpo que por vezes apresentavam, algumas investigações foram feitas no sentido de conhecer até que ponto estavam presentes determinadas bactérias. De facto, vários estudos encontraram numerosos tipos de bactérias em piscinas com bolinhas, ou seja, para além de super divertidas, estas piscinas podem representar algum perigo para a saúde dos mais pequenos.

Estes estudos que relatam a presença de micróbios e bactérias em piscinas de bolinhas foram realizados em diferentes contextos, ou seja, foram avaliadas piscinas de bolinhas com fins recreativos, mas também com fins terapêuticos. Foram vários os tipos de bactérias encontrados, desde bactérias que podem causar infeções do trato urinário, infeções da pele, a outras patologias mais perigosas. De facto, a colonização bacteriana encontrada foi bastante alta, o que significa que pode haver uma maior probabilidade de reprodução ao ponto de atingirem um número capaz de representar risco para as crianças.

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Tendo em conta os resultados destes estudos, os seus autores recomendam que todos os locais que possuam piscinas de bolinhas revejam os seus padrões de limpeza e desinfeção, de forma a evitar os riscos de contaminação. Referem ainda que a presença de bactérias no ser humano é comum e, muitas vezes, inofensiva, pelo que não se justifica impedir que as crianças utilizem estas piscinas. O importante é mesmo salvaguardar a sua higienização.

As piscinas de bolinhas começaram a ganhar popularidade

Em que outros locais podemos encontrar bactérias?

As bactérias estão por todo o lado e as nossas casas não são exceção. As bactérias adaptam-se bem a vários locais, nomeadamente em superfícies por desinfetar, zonas por limpar e ambientes mais húmidos.

As casas de banho, quando limpas de forma regular e adequada não representam perigo, no entanto, quando esses cuidados não acontecem os germes e as bactérias podem estar presentes. Como exemplo, uma investigação realizada na Suíça concluiu que os brinquedos utilizados no banho, nomeadamente o pato de borracha, pode conter bastantes bactérias, na medida em que geralmente são fabricados com polímeros baratos, que podem ser uma boa fonte de alimentação para as bactérias. Também o recipiente onde se coloca a escova dos dentes pode ser um acumulador de bactérias, quando não se encontra devidamente limpo.

A cozinha é outro dos espaços domésticos que podem representar um ambiente de excelência para a proliferação de bactérias. Esponjas, esfregões e panos de cozinha são frequentemente utilizados para limpar de forma indiscriminada, mas nem sempre são sempre são devidamente lavados após a utilização ou deitados ao lixo mal deixam de poder ser utilizados.

Outros locais preferidos pelas bactérias são, por exemplo, as maçanetas das portas que, apesar de utilizadas várias vezes ao dia, passam muitas vezes despercebidas quando a limpeza da casa é realizada. Também os brinquedos, que andam frequentemente entre o chão e boca das crianças, nem sempre são devidamente limpos e desinfetados.

Como conclusão,

De forma a evitar a presença de bactérias em piscinas de bolinhas ou em outros brinquedos, deve ser adotada uma rotina de higienização adequada e eficaz. Devem ser escolhidos brinquedos com uma composição que permita uma boa limpeza e desinfeção, que devem ser acondicionados em caixas igualmente laváveis ou em armários que sejam devidamente higienizados.

Como vimos, é natural a presença de micróbios e bactérias onde quer que os seres humanos estejam presentes, no entanto, devem ser colocados em prática padrões de limpeza e desinfeção que limitem a sua presença e os perigos que podem acarretar.

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