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Teresa Campos
Teresa Campos
27 Dez, 2021 - 00:01

Reconstrução mamária: saiba mais sobre este procedimento

Teresa Campos

A reconstrução mamária pode ser essencial para devolver a confiança e a auto-estima. Fique a conhecer melhor este procedimento.

mulher com mãos na zona do peito

A reconstrução mamária consiste num conjunto de cirurgias que têm por objetivo repor ou melhorar a forma da mama, após a remoção total (mastectomia) ou parcial (tumorectomias ou quandrantectomias) da mesma.

A reconstrução pode ser feita recorrendo a diferentes técnicas. Pode ser executada colocando uma prótese sob a pele e o músculo ou utilizando pele, tecido adiposo e músculo de outra zona do corpo (reconstrução autóloga).

O procedimento de reconstrução mamária tem, normalmente, por base questões estéticas, psicológicas e de bem-estar relacionadas com o paciente. Fique a saber mais sobre esta intervenção.

Reconstrução mamária: conheça as técnicas mais usadas

Ser sujeito a uma reconstrução mamária pode ajudar a que o paciente se sinta mais confortável e confiante. Entre os aspetos positivos desta intervenção estão: recuperar a auto-estima; dispensar a mama artificial, colocada no soutien; poder vestir roupa interior e fato de banho semelhantes aos que utilizava anteriormente; poder usar roupa com decote.

Convém ainda sublinhar que a reconstrução não aumenta a probabilidade de haver recidivas de cancro, nem interfere quer nos tratamentos que ainda estejam a ser realizados, quer na própria evolução da doença.

consulta de reconstrução mamária

Tipos de reconstrução mamária

Antes de falarmos dos tipos de reconstrução mamária existentes, importa explicar que antes de efetuar esta intervenção, é preciso ponderar sobre alguns aspetos, nomeadamente:

  • estado de saúde geral do paciente;
  • porção de pele removida durante a mastectomia;
  • estado dos tecidos da região a ser intervencionada;
  • ter sido ou não sujeito a radioterapia;
  • fumar ou não fumar;
  • motivação do paciente.

A reconstrução mamária pode ser imediata, quando é realizada logo após a amputação da mama; ou diferida, quando a reconstrução é feita algum tempo depois da mastectomia.

Reconstrução mamária com introdução de implante

Esta técnica consiste na introdução de um implante sob o músculo e fascia da parede torácica. Trata-se de um procedimento simples e, geralmente, bem sucedido. Pode, no entanto, precisar de ser complementado por outras intervenções subsequentes.

Reconstrução mamária com expansão

Este é o procedimento mais comum, nas situações de reconstrução imediata. Semelhante à técnica anteriormente descrita, neste caso é usada a distensão gradual de tecidos, os quais são utiizados para cobrir o implante mamário.

Este é, contudo, um método cujos resultados surgem lenta e progressivamente, sendo necessárias diversas intervenções cirúrgicas.

Reconstrução mamária com retalhos cutâneos

Esta é uma técnica mais complexa e indicada para as situações em que há falta de tecidos para se proceder à reconstrução mamária. Pode ser utilizada pele e músculo da face posterior do tórax. Estes retalhos são especialmente usados em doentes magros, com pele fina ou irradiada.

Também pode ser usada pele dos tecidos celular subcutâneo e adiposo da parte inferior do abdómen. Neste caso, o período de convalescença da cirurgia tende a ser mais prolongado.

Reconstrução do complexo aréolo – mamilar

Neste caso, pretende fazer-se a reconstrução do complexo aréolo – mamilar, de modo a dar à mama um aspeto semelhante ao da outra mama, no que respeita à simetria, cor e textura. Habitualmente, este procedimento é feito 2 a 3 meses depois da reconstrução mamária.

Para proceder a esta reconstrução pode usar-se:

  • a aréola da mama oposta;
  • enxerto de pele total da face interna das coxas, da axila ou de cicatrizes;
  • tatuagem do complexo aréolo-mamilar reconstruído para se obter uma tonalidade semelhante à da mama oposta.

Procedimentos complementares

Além das intervenções descritas, pode ainda ser necessário recorrer a técnicas cirúrgicas que visem a simetrização da mama reconstruída em relação à outra.

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Limitações da reconstrução mamária

Apesar do avanço da ciência e da tecnologia, a reconstrução mamária continua a ter limitações e a mama reconstruída nunca será exatamente igual à outra mama. Além disso, podem ser necessárias várias operações, inclusive à mama “saudável”, de modo a conseguir que ambas as mamas fiquem mais semelhantes e haja mais harmonia. Eis algumas destas limitações:

A mama reconstruída…

  • … não tem a mesma forma, nem a mesma consistência da outra mama;
  • … não tem a mesma sensibilidade da outra mama;
  • … não é capaz de amamentar.
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