Teresa Campos
Teresa Campos
11 Out, 2019 - 12:16
Símbolo do cancro da mama

Cancro da mama: prevenção, sintomas e combate

Teresa Campos

O outubro rosa pretende sensibilizar para o cancro de mama, uma doença que afeta sobretudo mulheres. Fique a saber mais sobre esta patologia.

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O cancro da mama é o tumor maligno mais comum nas mulheres. Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em Portugal, surgem 6000 novos casos de cancro da mama por ano, o que corresponde a 11 novos casos por dia. A cada dia que passa, morrem 4 mulheres vítimas desta doença.

Importa, ainda, referir que, em cada 100 casos de cancro na mama, 1 desenvolve-se no homem. Apesar da estatística estar a favor do público masculino, é fundamental ter noção de que o cancro de mama masculino também existe e é uma realidade.

Cancro de mama: sintomas e tratamentos

palpação para despistar cancro da mama
A palpação da mama é um dos exames que pode salvar vidas

FATORES DE RISCO DO CANCRO DA MAMA

Idade: À medida que se envelhece, o risco de surgimento de cancro da mama aumenta. Daí que a apalpação, os rastreios e os exames de rotina sejam tão importantes.

Excesso de peso: A obesidade aumenta o risco de cancro da mama quer nas mulheres (sobretudo na menopausa), quer nos homens.

Álcool: O consumo regular e em excesso de bebidas alcoólicas é também um dos fatores de risco associado a este cancro.

Histórico familiar e alterações genéticas: Quem possui um familiar direto que tem ou já teve cancro de mama, vê duplicado o risco de desenvolver cancro de mama.

Não engravidar ou ter o primeiro filho depois dos 31 anos de idade: Segundo os estudos, ser mãe e, de preferência, o mais cedo possível, reduz o risco de vir a ter cancro de mama.

Alterações mamárias: Mulheres com células mamárias anormais (quando analisadas ao microscópio) têm mais riscos de ter a doença.

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Menstruação precoce e menopausa tardia: Uma primeira menstruação antes dos 12 anos, assim como uma menopausa tardia são fatores que aumentam o risco de desenvolver cancro de mama.

Sedentarismo: A falta de exercício físico faz com que o risco de ter cancro de mama aumente. Até porque o sedentarismo agrava o aumento de peso e a obesidade e, com isso, potencia o aparecimento da doença.

Terapêutica hormonal de substituição: O risco associado à terapêutica hormonal de substituição não é consensual. Há médicos que desaconselham a toma de comprimidos para substituir hormonas, após a menopausa, pois consideram que daí pode advir um maior risco de desenvolver a doença.

Raça: o cancro de mama ocorre mais frequentemente em mulheres caucasianas (brancas), comparativamente com mulheres latinas, asiáticas ou afro-americanas.

Radioterapia no peito: mulheres que tenham feito radioterapia na zona do peito, antes dos 30 anos, apresentam um risco aumentado de vir a ter cancro de mama. O mesmo sucede com mulheres com linfoma de Hodgkin que tenham sido sujeitas a radiação.

Densidade da mama: mulheres mais velhas que apresentam, essencialmente, tecido denso (não gordo) numa mamografia.

cancro mama sintomas
Os exames periódicos são fundamentais para a deteção precoce

SINTOMAS

Estes são os sintomas mais comuns do cancro da mama:

  • Alterações no aspeto e no apalpar da mama ou do mamilo;
  • Aparecimento de nódulo ou espessamento na mama ou na zona da axila;
  • Sensibilidade no mamilo;
  • Alteração da forma ou do tamanho da mama;
  • Retração do mamilo;
  • Dor;
  • Aspeto escamoso, vermelho ou inchado da pele da mama;
  • Mamilo com saliências ou reentrâncias, de modo a parecer casca de laranja;
  • Secreção ou perda de líquido pelo mamilo.

DIAGNÓSTICO

Em caso de suspeita de cancro da mama, há uma série de exames e procedimentos a seguir para confirmar  diagnóstico e, também, para definir quais os métodos de tratamentos mais indicados. Fique a par de alguns:

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  • Biópsia mamária: colheita de uma pequena amostra da glândula mamária na zona suspeita (por vezes, também pode ser recolhido um gânglio da axila).
  • Ressonância magnética;
  • Ecografia;
  • Radiografia;
  • Cintigrafia óssea;
  • Tomografia computorizada (TAC).

TRATAMENTO

O tratamento do cancro da mama pode variar, de acordo com o tipo de cancro em causa e as caraterísticas do doente em questão. Existem dois grandes grupos de tratamentos, a saber:

  • Tratamentos locais: destroem e removem as células cancerígenas. Exemplo: cirurgia e radioterapia.
  • Terapêutica hormonal e terapêuticas dirigidas: administradas no sangue, elas controlam e eliminam o cancro de todo o corpo. Exemplo: quimioterapia e hormonoterapia.
  • Terapêutica sistémica: reduz o tamanho do cancro, facilitando a intervenção cirúrgica e a radioterapia. Esta é uma opção sobretudo para os cancros já metastizados (ramificados).

Atualmente, com um diagnóstico precoce e o tratamento certo, o cancro da mama é curável na grande maioria dos doentes.

tratamento cancro
Se diagnosticado cedo, o cancro da mama pode ser combatido com sucesso

Mitos e prevenção

MITOS

Já avançámos neste artigo alguns dos fatores de risco para o desenvolvimento de cancro de mama. Porém, há ainda muitos mitos acerca do surgimento desta doença, que importa derrubar. Aqui ficam alguns:

  • Usar desodorizante/ antitranspirante;
  • Usar soutien com aros;
  • Levar uma pancada na mama;
  • Beber água quente de uma garrafa de plástico;
  • Pintar o cabelo ou lavá-lo com champô;
  • Viver sob stress.

PREVENÇÃO

Embora sejam vários os fatores que podem contribuir para o aparecimento do cancro de mama, é certo que ter hábitos de vida saudáveis é algo essencial para reduzir o risco de vir a padecer desta ou doutras patologias. Por isso:

  • Faça uma alimentação saudável, rica em fruta e legumes;
  • Evite o excesso de gordura e o excesso de peso;
  • Pratique exercício físico;
  • Não fume, nem beba;
  • Amamente durante o maior período de tempo possível;
  • Esteja atento ao seu corpo e aos sinais que ele lhe dá.
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Autoexame da mama

A palpação da mama deve ser um gesto de rotina para todas as mulheres, pois pode ser o primeiro passo para detetar algum problema, seja cancerígeno ou não. O autoexame deve ser feito uma vez por mês, todos os meses, após o período menstrual.

Como fazer?

De pé, em frente ao espelho, examine o peito em três posições diferentes:

  1. Com os braços esticados, junto ao corpo;
  2. Com os braços levantados acima da cabeça;
  3. Com as mãos nas ancas.

Deitada, apoiada numa almofada:

  1. Deite-se e coloque uma almofada por baixo das costas, do lado direito.
  2. De seguida, coloque o braço direito atrás da cabeça e palpe a mama com suaves movimentos (em pequenos círculos), com a ponta dos dedos da mão esquerda (sem usar as unhas).
  3. Percorra toda a mama, desde a zona axilar até à linha do sutiã.
  4. Procure por nódulos ou outras alterações. Repita estes passos para a mama esquerda.

No duche

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  1. Palpe o peito com movimentos circulares, de fora para o centro, verificando toda a área da mama e zona axilar.
  2. Examine ambos os seios.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro promove, ainda, programas de rastreio do cancro de mama um pouco por todo o país. Fique a saber a localização de algumas unidades de rastreio ou, em caso de diagnóstico positivo, contacte a linha cancro 808 255 255. E saiba que não está sozinho nesta batalha!

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