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Assunção Duarte
Assunção Duarte
19 Ago, 2020 - 12:43

Ter um cão ajuda ao coração

Assunção Duarte

Tudo indica que ter um cão ajuda ao coração ao reduzir o risco de morte no ano seguinte a terem sofrido um ataque cardíaco. Saiba porquê.

Mulher a brincar com o cão

Ter um cão ajuda ao coração, rima e é verdade. Estudos publicados este mês vêm confirmar os resultados de várias outras pesquisas mais pequenas que já tinham sido realizadas nas últimas décadas.

Todos sugerem que a adopção de um cão, tanto pode prestar um bom serviço para a saúde do animal adoptado, como para a saúde do seu dono. 

Os investigadores analisaram informação referente a dez anos de vida de pessoas com saúde considerada normal, comparando os que tinham cão com os que não tinham. E ter um cão ajuda ao coração.

O resultado demonstra que os donos de cães tiveram um risco de morte, atribuída a qualquer causa, 24% menor do que os que não tinham cães. Essa percentagem subiu substancialmente nos donos com doença cardiovascular, em que o risco foi 65% menor para os donos de cães. 

As percentagens podem variar entre estudos feitos a populações mais especificas, que tenham em consideração fatores como idade, outros problemas de saúde, estado civil, presença de filhos em casa e tipo de rendimento, mas a tendência mantêm-se.

O risco parece ser sempre menor entre os que têm cães e a diferença é ainda menor junto do grupo dos donos que moram sozinhos.

Ter um cão ajuda ao coração porquê? 

Homem a correr com o cão
Ter um cão ajuda a eliminar comportamentos sedentários

Ter um estilo de vida sedentário e solitário, é um dos grandes factores de risco para uma morte prematura entre os humanos.

Somos uma espécie social que precisa de se mexer e confraternizar com outros da mesma espécie para conservar a saúde física e mental. Aparentemente ter um cão ajuda-nos a atingir esse objectivo.

Obriga o dono a andar

Nada como um cão para motivar o dono a sair e fazer exercício no exterior. Os longos passeios, as brincadeiras e corridas, fazem com o que os donos tenham diariamente um motivo para sair do sofá no seu tempo livre.

Todos os utilizadores de dispositivos que controlam os movimentos, afirmaram que notaram grandes aumentos no registo dos seus passos e atividade física depois de adoptarem um cão.

A sua necessidade permanente de passeio coloca este animal no topo da lista dos pets que podem ajudar os seres humanos a evitar uma vida sedentária prejudicial à sua saúde. Por aqui se vê como ter um cão ajuda ao coração.

Obriga o dono a sociabilizar

Sair todos os dias com o cão para passear também costuma ajudar na interação social com outros seres humanos.

Há sempre alguém que pára para fazer uma festa ao amigo de quatro patas, outro dono que conversa enquanto ambos os cães se cumprimentam e, nos parques para cães andarem à solta, chega a haver lanches e convívios combinados.

Se forem contactos sociais a mais para o dono, ele facilmente consegue reduzir este nível de interação sem ferir susceptibilidades de ninguém, mas o que é certo é que os donos afirmam que passear o cão ajudou-os a conhecer melhor e a criar algum tipo de raízes com as comunidade local onde vivem, desde vizinhos aos pequenos comerciantes da zona. 

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Melhora a saúde mental do dono

Sociabilizar no exterior da casa é importante para a saúde mental do dono, mas o que se passa lá dentro também o é.

Um cão em casa para quem vive sozinho, e neste caso esse papel pode ser igualmente bem desempenhado por qualquer outro tipo de animal de estimação, é uma fonte importante de apoio e conforto emocional.

Os estudos demonstram também aqui que estes animais podem diminuir os níveis de stress dos seus donos, reduzindo os seus efeitos nefastos na saúde física e mental.

Mas os benefícios não ficam por aqui. Qualquer cuidado prestado a um cão ou outro animal de estimação parece ativar, na grande generalidade dos seres humanos, um sentimento de bem estar que resulta da sensação altruísta de cuidar de alguém em troca de nada e mesmo à custa de algum sacrifício pessoal.

Também aqui os estudos na área da neurocirurgia parecem confirmar que os humanos conseguem obter um bem-estar mais prolongado a partir deste sentimento do que a partir de conquistas especificas e individuais.

Relações únicas

Claro que cada pessoa é única, tal como a relação que desenvolve com o seu animal de estimação.

Ainda falta fazer muita investigação para que um cão seja considerado um elixir ou um remédio que pode prolongar a vida humana. E enquanto esperamos não queremos que essa seja a sua única motivação para adoptar um amigo peludo de quatro patas.

Queremos apenas que seja mais um dos pontos positivos a juntar a tantos outros que pode colocar na sua lista que diz Sim! à adopção.

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