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Teresa Campos
Teresa Campos
07 Jan, 2020 - 12:43

Vertigens e tonturas: diferenças e principais causas

Teresa Campos

Vertigens e tonturas não são exatamente a mesma coisa. Perceba as diferenças entre ambas e descubra quais as suas causas mais frequentes.

consequências das vertigens e tonturas

Muitas vezes, falamos em vertigens e tonturas como se estas palavras fossem sinónimas, algo que não corresponde exatamente à verdade. Esta falta de precisão linguística pode gerar algumas confusões, nomeadamente erros de diagnóstico.

No fundo, e de um modo geral, podemos dizer que as vertigens são um tipo de tontura, com caraterísticas próprias e, também, causas particulares associadas.

Entender estas diferenças e as suas especificidades, ajudará na identificação do problema de saúde que está na base destes sintomas e manifestações.

Vertigens e tonturas: diferenças e principais causas

As tonturas são um termo que se refere a todos os casos em que há um distúrbio das relações do indivíduo com o espaço.

Provocam uma sensação de desconforto e oscilação a nível de estabilidade (sensação de instabilidade e queda), como se a cabeça estivesse “fora do corpo”. Existe ainda dificuldade na fixação ocular, entre outros sintomas.

Como já adiantámos, as vertigens podem ser consideradas uma forma de tontura. De uma maneira geral, a sua causa relaciona-se com uma lesão a nível do ouvido interno.  Essa lesão dá a sensação ilusória de movimento perante o ambiente ou pelo ambiente que envolve o paciente.

Porém, por vezes, as perturbações da visão e a sensibilidade propriocetiva da pele, ossos, músculos e articulações podem também causar tonturas com sintomas muito semelhantes aos das vertigens.

caraterísticas das vertigens

Causas das vertigens

Conforme dissemos, as vertigens são, habitualmente, motivadas por uma lesão no ouvido interno. Isto, porque é aí que se encontram os órgãos responsáveis pelo controlo do equilíbrio.

Esses pequenos órgãos “informam” o cérebro acerca da gravidade, de modo ao corpo conseguir manter o equilíbrio. Porém, essa lesão pode localizar-se no ouvido, nos nervos que ligam o ouvido ao cérebro ou, mesmo, no próprio cérebro.

Este problema pode, também, estar ligado à doença do movimento, que é provocada por um ouvido interno particularmente sensível a dados movimentos, como o balanço, as travagens ou as acelerações bruscas. Assim, não é de admirar que estas pessoas tenham dificuldade em fazer viagens de carro ou de barco.

As vertigens podem, contudo, ter outras causas associadas que também devem ser consideradas, tais como:

  • problemas visuais;
  • alterações súbitas da tensão arterial;
  • arritmia cardíaca;
  • hipoglicémia;
  • descida repentina da tensão arterial;
  • ansiedade.

Principais sintomas

Já avançámos alguns dos principais sinais que as vertigens dão. Todavia, é importante sublinhar que as vertigens podem, também, fazer-se acompanhar de tonturas, de uma sensação de leveza na cabeça ou, mesmo, de desmaio, com perda de equilíbrio ou instabilidade.

A duração destes episódios pode variar entre breves minutos e, mesmo, horas. Neste sentido, é também frequente o surgimento de náuseas e vómitos intensos.

No entanto, há que ter em atenção que a manifestação de vertigens juntamente com cefaleias, fala arrastada, visão dupla, fraqueza de um dos membros e movimentos descoordenados pode ser sinal de um distúrbio neurológico cerebral e não de uma problema de otorrino.

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Exames complementares de diagnóstico

Para identificar corretamente a causa ou causas das vertigens, existem alguns exames complementares de diagnóstico que pode ser necessário fazer, tais como:

  • Leituras da pressão arterial;
  • ECG (eletrocardiograma);
  • Audiometria;
  • Teste de equilíbrio (ENG – eletronistagmografia);
  • Ressonância magnética.

vertigens e tonturas: Tratamentos e cuidados

As vertigens pontuais e de curta duração não carecem de qualquer tipo de tratamento específico.

Já em casos mais graves e recorrentes, há manobras que podem ser executadas para controlar as vertigens. Os restantes tipos de tratamento irão depender da causa das vertigens, podendo passar por fármacos anti-inflamatórios, anti-eméticos, entre outros.

reagir corretamente a uma vertigem

Como proceder durante uma vertigem

Quem sofre de vertigens, deve tomar precauções específicas, de modo a proteger-se e a não sofrer acidentes decorrentes dos efeitos provocados pelas tonturas. Assim, em caso de vertigem:

  • Mantenha-se quieto e descanse, enquanto os sintomas não passarem;
  • Evite mudanças bruscas nos movimentos ou posição;
  • Aumente lentamente a sua atividade;
  • Se necessário, recorra a auxiliares de locomoção, como bengalas;
  • Evite focar luzes brilhantes, ver televisão ou ler;
  • Evite conduzir, operar maquinaria e escalar até uma semana depois dos sintomas terem desaparecido.
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