Miguel Pinto
Miguel Pinto
08 Jul, 2026 - 17:00

38 anos depois, o Vitara diz adeus à gasolina e surge 100% elétrico

Miguel Pinto

É mais um clássico que segue o caminho da eletrificação. O Suzuki e-Vitara já chegou ao mercado português e traz muitos e bons argumentos.

Suzuki e Vitara

Depois de décadas a construir a reputação do Vitara (surgiu pela primeira vez em 1988) como um dos SUV mais robustos e populares do mercado nacional, a Suzuki avançou com umna proposta 100% elétrica e trouxe-nos o e-Vitara.

O modelo já está no mercado nacional e apesar de manter o nome que atravessa mais de três décadas de história, pouco tem em comum com o Vitara a combustão que continua a ser comercializado em paralelo.

A começar pela base técnica. O novo modelo assenta na plataforma Heartect-e, desenvolvida de raiz pela Suzuki exclusivamente para veículos elétricos, ao contrário da arquitetura Heartect que serve as versões térmicas e híbridas da marca.

A Suzuki define o e-Vitara como um veículo “totalmente novo”, tanto ao nível do design, como da plataforma e do tipo de propulsão.

Ainda assim, o ADN aventureiro da família Vitara foi preservado, seguindo os princípios de design da marca, que se traduzem num desenho robusto, típico de um SUV, com uma nova assinatura luminosa full-LED em forma de matriz de três pontos.

Em termos de dimensões, o e Vitara mede 4.275 mm de comprimento, 1.800 mm de largura e 1.635 mm de altura, com uma distância entre eixos de 2.700 mm. As jantes de liga leve estão disponíveis em 18 ou 19 polegadas, consoante a versão escolhida.

Suzuki e-Vitara: motorizações, baterias e autonomia

frente do suzuki vitara

O e-Vitara chega ao mercado com duas capacidades de bateria de fosfato de ferro e lítio (LFP), 49 kWh e 61 kWh, e três níveis de potência, distribuídos por duas configurações de tração.

  • Tração traseira (2WD): motor elétrico de 106 kW (144 cv) associado à bateria de 49 kWh, ou motor de 128 kW (174 cv) com a bateria de 61 kWh.
  • Tração integral AllGrip-e (4WD): um sistema com dois motores elétricos, um em cada eixo (o dianteiro com 172 cv e o traseiro com 64 cv), resultando numa potência combinada de 184 cv (130 kW) e um binário máximo de 307 Nm.

Segundo dados divulgados pela marca, a autonomia varia entre cerca de 344 km e 426 km, consoante a bateria e a versão escolhidas.

A Suzuki equipou ainda o e-Vitara com o sistema Suzuki Connect, que permite ao utilizador monitorizar remotamente o veículo através do smartphone (desde o nível de carga da bateria e a autonomia estimada até ao consumo médio de energia), bem como programar o carregamento de acordo com os períodos de tarifa mais vantajosos.

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Interior: dois ecrãs

No habitáculo, o e-Vitara aposta em dois ecrãs digitais de grandes dimensões, ambos próximos das 10 polegadas, dispostos de forma ergonómica junto ao condutor.

Oferece ainda bancos e volante em pele aquecidos, banco do condutor elétrico com 10 regulações, acesso e arranque sem chave, câmara 360º, consola central flutuante e iluminação ambiente configurável de 12 cores.

interior do suzuki vitara

Preços do Suzuki e-Vitara em Portugal

A gama do e-Vitara é composta por cinco versões, resultantes da combinação de dois níveis de acabamento (S2 e S3), duas capacidades de bateria e duas opções de tração.

Os preços deste modelo começam nos 36 197 euros, com a versão mais cara, o S3 61 kWh 4WD, a atingir os 46 667 euros.

O e Vitara vai disputar clientes com propostas como o Peugeot e-2008, entre outros SUV elétricos compactos que já se encontram à venda em Portugal.

A grande diferença competitiva do modelo japonês reside na possibilidade de tração integral AllGrip-e, um sistema pouco frequente nesta categoria de veículos elétricos e que reforça a vocação todo-o-terreno historicamente associada ao nome Vitara.

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