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Psoríase: conheça melhor esta doença

A psoríase é uma doença crónica da pele, que afeta cerca de 250 mil portugueses. Ao contrário do que se pensa, não é contagiosa.

Psoríase: conheça melhor esta doença
A psoríase é uma doença de pele bastante comum

psoríase é uma doença inflamatória crónica que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta cerca de 2% a 3% da população mundial.

A psoríase é uma doença bastante comum, e não é contagiosa. Fique connosco e saiba tudo sobre este tema.

Psoríase: o que é?


A psoríase é uma doença inflamatória crónica da pele que é de natureza autoimune, ou seja, aparece quando o nosso sistema imunitário emite alguns sinais que não são normais ou comuns, que aceleram o ciclo normal de crescimento das células da pele.

Caracteriza-se por lesões descamativas e avermelhadas na pele, e em geral com placas brancas.

A psoríase é uma doença muito comum em todo o mundo, sendo que segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta cerca de 2% a 3% da população mundial.

Ao contrário do que alguns possam pensar, esta não é uma doença contagiosa e por isso mesmo, não tem de estar preocupado quando nada em piscinas públicas ou até mesmo no mar ou no rio.

O facto de estar em contacto com pessoas afetadas pela doença, não irá nunca fazer com que contraia a psoríase. Por isso não tem de estar preocupado com esse aspeto.

A maioria dos casos de pessoas com psoríase ocorre entre os 15 e os 30 anos, e o seu aparecimento é também bastante comum em pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 60 anos de idade. Contudo, esta doença pode aparecer em qualquer idade, e por isso é importante que esteja alerto para alguns sinais.

Trata-se de uma doença que afeta cerca de 250 mil portugueses, e pode manifestar-se em qualquer parte do corpo. Para além disto, está muitas vezes associada a outras doenças como a diabetes, depressão e doenças cardíacas.

Normalmente, as áreas do corpo mais afetadas são as unhas, a região lombar, o couro cabeludo, os cotovelos e os joelhos.

Os 6 tipos de psoríase

Existem vários tipos de psoríase. No entanto, a forma mais comum é aquela em que aparecem placas elevadas e um pouco avermelhadas, cobertas por uma área esbranquiçada, que correspondem a células mortas da pele (psoríase em placas).

Segundo a Associação Portuguesa de Psoríase, existem então 6 tipos da doença, que são normalmente classificados de acordo com o aspeto clínico que têm.

1. Psoríase em placas ou psoríase vulgar: representa a grande maioria dos casos de psoríase, como já referimos anteriormente. As lesões têm relevo, um aspeto um pouco avermelhado e são cobertas por escamas. Embora possa afetar qualquer área do corpo, este tipo de psoríase pode aparecer nos joelhos, cotovelos, couro cabeludo e na região lombar. Em casos mais graves, pode mesmo afetar áreas extensas do tronco e membros;

2. Psoríase no couro cabeludo: atinge cerca de 80% dos doentes e é por isso, a forma mais frequente da doença. Neste tipo de psoríase, as lesões podem aparecer também na face, por trás das orelhas e no pescoço. Sintomas como a comichão excessiva, pele com escamas e um aspeto avermelhado e o aparecimento de caspa, podem ser um sinal da doença;

3. Psoríase inversa: a psoríase inversa apresenta normalmente, lesões nas pregas da pele (como as axilas ou virilhas). Quanto ao seu aspeto, é também avermelhado, lesões brilhantes e não parecem existir escamas;

4. Psoríase com pústulas: as pústulas são pequenas bolhas de pus que podem aparecer em algumas pessoas com esta doença. Locais do corpo como a palma das mãos e as plantas dos pés, são os mais afetados. Este tipo de psoríase é talvez dos mais complicados, porque os tratamentos não são tão fáceis e eficazes. O que pode fazer com que haja um agravamento da doença;

5. Psoríase gutata: é pouco frequente e afeta normalmente as crianças e os jovens, depois de uma faringite. Pode aparecer em dimensões em forma de gota, ocupando áreas extensas do corpo sobretudo no tronco e membros;

6. Psoríase eritrodérmica: neste caso, a pele do corpo todo fica com um aspeto avermelhado e inflamado. Este tipo da doença é bastante grave, visto que está associado a um elevado risco de desenvolvimento de outras complicações.

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Causas da psoríase

A origem da psoríase ainda não é totalmente conhecida. No entanto parece que existe uma forte base genética para que se dê esta alteração do sistema imunitário.

Existem ainda outros fatores que poderão estar associados:

  • stress;
  • tabaco;
  • infeções na garganta e na pele;
  • lesões na pele;
  • alguns medicamentos (como antidepressivos);
  • alterações no metabolismo;
  • consumo excessivo de álcool.

Sintomas da psoríase

É importante alertar para o facto de muitas vezes, os sintomas da psoríase serem confundidos com uma alergia.

Tenha muita atenção à sua pele e aos sinais que ela lhe vai dando, e em caso de dúvida deve sempre contactar um dermatologista.

Podem-se destacar alguns sintomas como:

  • pele seca (com facilidade para sangramento);
  • comichão frequente;
  • lesões avermelhadas na pele cobertas por uma camada branca e descamativa;
  • pequenas manchas vermelhas espalhadas pelo corpo;
  • unhas espessas e com um aspeto amarelado;
  • placas e descamações no couro cabeludo, joelhos e cotovelos;
  • inchaço nas articulações.

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Tratamento da psoríase

Atualmente não parece existir uma cura definitiva para a psoríase.

Existem sim alguns tratamentos que permitem atenuar os sintomas da doença e permitir assim que mantenha o seu bem-estar físico e mental.

Hoje em dia, já existem muitas terapêuticas diferentes para a psoríase e cada tratamento é diferente de pessoa para pessoa.

Isto porque a pele apresenta características diferentes em diversos locais do corpo.

Quando as áreas afetadas são mais limitadas, a fototerapia ou a utilização de cremes parece ser o tipo de tratamento mais utilizado.

Existem também medicamentos orais ou injetáveis, contudo estes só devem ser utilizados quando a psoríase é grave e tem um impacto na qualidade de vida da pessoa afetada.

Em muitos casos, o uso de cremes, champôs ou pomadas é suficiente para controlar a psoríase em placas. Tratam-se de tratamentos que reduzem a inflamação e a multiplicação da células da pele.

Para além disto, existe ainda outro tratamento que em alguns casos pode ser muito benéfico, trata-se da exposição solar.
Se tem dúvidas em relação ao diagnóstico ou ao tratamento da psoríase, deve consultar o seu médico para que consiga um diagnóstico correto da doença.

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Catarina Milheiro Catarina Milheiro

Finalista da licenciatura em Gestão de Marketing, entende a partilha de informação através da escrita, como uma forma nobre da comunicação.