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Rinite alérgica: sintomas, tratamentos e todas as dicas de prevenção

22% dos portugueses têm rinite alérgica. Felizmente, esta patologia tem solução e o segredo passa pela prevenção. Ponha estas medidas em prática.

Rinite alérgica: sintomas, tratamentos e todas as dicas de prevenção
A chegada da Primavera aumenta a incidência das alergias aos pólenes

rinite alérgica é uma a inflamação da mucosa nasal causada por uma resposta exagerada do sistema imunológico a partículas alergénias, como por exemplo ao pólen, ácaros ou pelos de animais. Estas partículas, ao entrarem em contacto com as vias respiratórias, desencadeiam uma reação imunológica.

A rinite alérgica afeta até 1 em cada 5 pessoas, principalmente no período da infância. Pode diminuir gradualmente quando a pessoa atinge os 30 ou 40 anos, e em cerca de 10 a 20% das pessoas chega a desaparecer completamente. Se não for tratada convenientemente pode originar complicações e diminuir a qualidade de vida de quem sofre desta patologia.

Rinite alérgica: quais os sintomas mais comuns?


sintomas mais comuns da rinite alérgica

Alguns dos sintomas mais comuns da rinite alérgica são:

  • corrimento nasal;
  • nariz entupido (congestão nasal);
  • comichão no nariz, no céu-da-boca e na garganta;
  • espirros;
  • olheiras ou olhos vermelhos e lacrimejantes.

Algumas pessoas podem também apresentar queixas de: dores de cabeça; pieira; tosse; dificuldade em dormir; diminuição do olfato; cansaço.

Existe tratamento para a rinite alérgica?


Se sofre de rinite alérgica, para além de evitar os agentes causadores da reação alérgica, é possível que o seu médico lhe recomende alguns medicamentos como forma de ajudar a aliviar os sintomas. As opções de tratamento habitualmente recomendadas são os a antialérgicos (ajudam a aliviar os sintomas da reação alérgica) e os corticosteróides (ajudam a controlar a inflamação e a aliviar os sintomas).

7 medidas importantes no combate à rinite alérgica!

1) Consultar o seu médico, de forma a conhecer especificamente o que causa a reação alérgica;

2) Tentar identificar se há alguma época do ano em que os sintomas sejam mais agudos;

3) Evitar o agente causador da reação alérgica;

4) Se o pólen for o fator que desencadeia a reação alérgica, pode: manter as portas e janelas de casa fechadas, sobretudo nos dias mais quentes ou ventosos; utilizar o ar condicionado do carro em vez de abrir as janelas; utilizar a máquina de secar roupa em vez de estender a roupa na rua; usar óculos escuros com proteção lateral; evitar idas ao campo ou a parques, privilegiando os passeios à beira-mar;

5) Se os ácaros forem os fatores que desencadeiam a reação alérgica, pode: manter a casa livre de pó; eliminar as alcatifas e tapetes; controlar a humidade;

6) Se os pelos dos animais forem os fatores que desencadeiam a reação alérgica, pode: evitar o contacto com os animais, mantendo-os fora de casa; fazer, de forma regular, lavagens nasais com soro fisiológico ou soluções salinas;

7) Não fumar.

Como manter a casa à prova de rinite alérgica em 6 passos


1. Aposte na circulação de ar!

É uma regra de ouro: deixe a sua casa arejar todos os dias pelo menos por uns minutos! Aproveite, por exemplo, quando sai de casa, para deixar as janelas um pouco abertas. Isto vai fazer com que haja menos probabilidades de se acumular humidade e bolores nas paredes, tão amigos da rinite alérgica.

2. Higienize os têxteis de casa

Os ácaros são uns bichinhos que adoram a nossa cama, as nossas carpetes e até os cortinados! Além disso, todos estes são locais onde o pó facilmente se acumula.

Troque de lençóis pelo menos uma vez por semana e aproveite para aspirar o colchão, e aposte numa boa limpeza dos tapetes e carpetes de sua casa, de preferência com um aspirador que funcione a água.

Também os cortinados devem ser lavados pelo menos uma vez por mês.

3. Fora com o bolor!

A casa de banho é um verdadeiro casulo para a acumulação de bolores caso não seja mantida a devida higienização. Depois do banho, altura em que os vapores se acumulam, deixe a porta aberta para o ar circular e aposte numa lavagem dos azulejos pelo menos uma vez por mês.

4. Cuidado com o pelo dos animais

A nossa companhia de quatro patas não necessita de cuidados apenas na alimentação e no passeio. É essencial manter a sua higiene do pelo, pois se não o escovar devidamente (pelo menos uma vez por semana), o pelo morto vai andar a espalhar-se pela casa e vai tornar-se um verdadeiro atentado à sua rinite alérgica!

5. Mais é menos!

Além de ser mais fácil de manter a casa organizada e limpa, torna o ambiente menos apetecível ao pó e outras partículas menos saudáveis. Opte por ter poucas peças de decoração e “quinquilharias” espalhadas pela sua casa, as suas alergias vão agradecer!

6. Portas abertas

É daquelas pessoas que só consegue dormir com a porta do quarto fechada? Fique a saber que este hábito não é de todo saudável… ao fechar a porta está a criar um verdadeiro micro-clima para a acumulação de ácaros e pó no local onde supostamente devia estar mais “respirável” para uma boa noite de sono.

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!